quinta-feira, 3 de abril de 2008

Por quê temos cãibras

As cãibras são contrações involuntárias e quase sempre dolorosas dos músculos. Elas são comuns e podem ser solucionadas simplesmente alongando-se o músculo afetado.

As principais causas das cãibras e dores musculares incluem:
Reumatismo
Tensão e estresse
Estiramentos, fadiga muscular, exercícios intensos
Desequilíbrios nas concentrações de sais minerais no organismo (p.ex.: desidratação, diminuição nas reservas de cálcio, magnésio ou potássio)
Gravidez
Hipotireoidismo
Alcoolismo
Problemas renais
Certos medicamentos e drogas (p.ex.: captopril, enalapril, estatinas, cocaína)
Abscessos e outras doenças infecciosas associadas à febre

A maioria dos casos de cãibras e dores musculares é benigna e termina desaparecendo espontaneamente. Contudo, é recomendável que você procure avaliação médica se:
A dor muscular persistir por mais de 3 dias
A dor for muito intensa e não possuir uma causa óbvia
Você estiver apresentando sinais de infecção, como inchaço ou vermelhidão nas redondezas do local da dor
Você apresentar algum tipo de problema na circulação sangüínea na área afetada (p.ex.: varizes de grosso calibre nas pernas)
Você estiver com urticária, vômitos, falta de ar ou febre associada à dor
A dor muscular estiver associada ao início ou aumento da dose de certos medicamentos (p.ex.: estatinas).
O que você pode fazer para ajudar?
A maioria dos casos de cãibras pode ser solucionada simplesmente alongando-se o músculo afetado.
Analgésicos, compressas frias (nas primeiras 24-72h do início da dor) e mornas (após 72h do início da dor), massagens leves e fisioterapia (principalmente com exercícios de alongamento) costumam resolver a imensa maioria dos casos.
Enquanto estiver sentido dor, evite erguer pesos e atividades físicas aeróbicas de alto impacto (p.ex.: correr, pular, saltar, chutar, etc).
Manter um bom padrão de sonotambém é uma ferramenta valiosa para reduzir a dor.

DENGUE, O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO.

Muita gente e água limpa - é disso que o transmissor do vírus da dengue gosta, principalmente as fêmeas, pra lá de interessadas em garantir um local para se reproduzir e alimento farto para suas crias. Foi o que descobriram pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Dentre todos os criadouros avaliados, caixas-dágua e tonéis destampados foram responsáveis por 65% dos ovos coletados, conta o parasitologista Ricardo Lourenço de Oliveira, coordenador do estudo. Eliminar esses focos, é claro, diminuiria a incidência da doença.

O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO

Para afastar esse perigo da sua casa é preciso ficar atento nos lugares que acumulam água

Caixas-dágua e tonéis: confira se a tampa está bem fechada e vede qualquer pequena brecha ou rachadura. Isso impede que as larvas se instalem.

Vasos de planta: sempre coloque areia nos pratos para nunca deixar água parada.Garrafas, frascos e pneus: eles podem acumular água. Assim, não devem ficar descobertos. Se não tiver onde guardá-los, cubra-os com lona ou plástico.

SINAIS DE ALERTA

Se você está sentindo algum dos sintomas abaixo há mais de dois dias, evite se automedicar e procure um médico imediatamente

Febre alta, Dores de cabeça (principalmente na região dos olhos) Dores nas articulações e nos músculos, Cansaço, Náusea, Falta de apetite, Vermelhidão na pele e Diarréia.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cascas x Polpas

Tanto uma quanto outra concorrem em variedade de nutrientes. Será que dessa competição sai uma vencedora? Confira aqui

1. Limão CASCA Contém seis vezes mais fibras. Uma boa pedida é incrementar receitas com ela ralada. POLPA Fornece o dobro de vitamina C. Se você gosta do suco, beba imediatamente.

2. Banana CASCA Oferece 20 vezes mais carotenóides, de ação antioxidante. Aproveite-a em receitas de bananada. POLPA Em relação à casca, tem o dobro de fósforo, fundamental para nossa estrutura óssea.


3. Maçã CASCA Ela tem três vezes o teor da vitamina C em relação à polpa. POLPA Tem mais do que o dobro de carboidratos, o nutriente da energia.


4. Abacaxi CASCA Apresenta um pouco mais de vitamina C. Leve ao fogo para fazer suco — mesmo a alta temperatura não anula todos os seus efeitos. POLPA Concentra um montão de carotenóides — 70 vezes mais!


5. Maracujá CASCA Fornece dez vezes mais fibras do que sua polpa. Por isso, consumir a farinha feita da casca pode ser uma boa. POLPA Tem cinco vezes mais gorduras do que a casca, mas de nocivas elas não têm nada.


6. Mamão CASCA Contém três vezes mais proteínas. Então, em vez de jogá-la fora, aproveite para fazer doce. POLPA Cheia de carboidratos, fornece duas vezes mais do que a casca.


7. Laranja CASCA Rica pra valer em fibras, tem seis vezes mais dessa substância. Então, não desperdice. Use-a como ingrediente de compotas. POLPA É campeã em vitamina C, já que oferece o dobro na comparação com a casca.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dificuldade de Concentração

A capacidade de concentração e a qualidade do sono andam lado a lado. Concentrar-se significa direcionar seus esforços mentais para uma determinada atividade, situação ou problema.
Vários fatores podem influenciar sua capacidade de concentração, desde o modo como você organiza a informação até a maneira como utiliza seu cérebro durante o processo.
Para melhorar sua concentração, além de manter um padrão regular de sono, você pode empregar algumas estratégias bastante simples:
Procure deixar o ambiente calmo, livre de distrações, e com todos os materiais necessários à mão.
Estabeleça metas realistas sobre o que você quer resolver e em quanto tempo pretende realizar aquela tarefa. A sobrecarga de metas pode gerar uma sensação de incapacidade, com se você não fosse bom ou boa o suficiente para resolver o problema. Na verdade, você simplesmente agendou tarefas demais em um espaço de tempo excessivamente curto. Vá com calma.
Comprometa-se com a tarefa: um dos principais combustíveis do cérebro é o entusiasmo. Acenda seu raciocínio com ele.
Para aumentar o rendimento durante o estudo, vá por camadas: familiarize-se primeiro com as idéias principais, e então passe para os detalhes.
Ao organizar seu tempo, escreva para si mesmo um recado com o horário em que você estará livre para preocupar-se. Sempre que sentir que está perdendo o foco, leia o recado.
Ao lidar com novas habilidades, informe-se bem a respeito (como aquilo pode ser feito, quais as possíveis dificuldades, quais as dicas dos especialistas, etc). A ansiedade da expectativa pode comprometer sua capacidade de raciocínio.
Procure fazer conexões entre o que você está aprendendo e o seu dia a dia ou coisas que você já sabe. Dar um significado real à informação facilita enormemente o aprendizado.
Planeje alguma forma de recompensa para você mesmo, após atingir seu objetivo. Por exemplo: ao estudar para uma prova, prometa para você mesmo um passeio ou um presente caso atinja um aproveitamento acima de 80%.
Manter um bom estado de saúde é essencial: o condicionamento físico aumenta a autoconfiança e promove relaxamento, facilitando o fluxo de idéias e melhorando a capacidade de concentração.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

CÂNCER: por quê?

CÂNCER: por quê?
Essa pergunta ainda intriga médicos, cientistas e pacientes. Apesar dos avanços consideráveis no tratamento e no diagnóstico desse mal, os especialistas ainda não têm respostas definitivas sobre a sua gênese

O organismo humano passa por uma renovação constante. Isso porque a maioria de seus 100 trilhões de células têm prazo de validade. Nesse meio-tempo, obedecendo a comandos moleculares, essas unidades microscópicas se dividem, dando origem a novos exemplares. Mas alguns deles podem sair da linha de montagem com defeito de fabricação. As células defeituosas, no entanto, costumam ser pouco longevas. O organismo dispõe de vários mecanismos para eliminá-las, não permitindo que elas se reproduzam, explica o oncologista clínico Artur Katz, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E esses mecanismos fiscalizam uns aos outros, se complementando.
É como se fosse um controle de qualidade. Ele precisa ser perfeito, acrescenta o cirurgião oncologista Benedito Mauro Rossi, do Hospital A.C. Camargo, na capital paulista. Veja o caso das células do intestino, continua Rossi. Elas existem aos milhões e se renovam a cada 48 horas. Imagine esse processo continuamente? Daí a necessidade de uma monitoração constante do próprio corpo.
Dessa forma, uma célula recém-saída do forno e que foge aos padrões de excelência, com profundas alterações em seu material genético, se autodestrói. Esse suicídio celular, conhecido como apoptose, vem à tona graças a uma série de reações deslanchadas por uma proteína encontrada no núcleo, a p53. Só que, por algum motivo, todo esse esquema de proteção às vezes entra em pane e a célula defeituosa começa a se multiplicar loucamente. É a gênese do tumor. Mas por que isso acontece? E por que algumas pessoas desenvolvem câncer e outras não? Como preveni-lo?
O neuropsiquiatra francês David Servan-Schreiber foi atrás de algumas respostas para essas questões. Servan-Schreiber lançou na França, no segundo semestre do ano passado, o livro Anticancer (Éditions Robert Laffont) anticâncer, em português , obra que já vendeu quase 800 mil exemplares por lá. Aos 46 anos, ele descobriu que tinha um tumor cerebral aos 31, no auge de sua carreira científica. Quase duas décadas mais tarde e depois de uma recidiva, o neuropsiquiatra mergulhou numa série de estudos sobre a doença e chegou à conclusão de que hábitos como a alimentação e afins, mais do que os genes, são os grandes responsáveis pelo crescimento de casos de tumores, sobretudo nos países ocidentais. Servan-Schreiber cita os resultados de um trabalho dinamarquês para comprovar sua tese.
DE PAI PARA FILHO?
Publicada no periódico americano The New England Journal of Medicine, a pesquisa analisou os dados genéticos dos pais biológicos de mais de mil crianças adotadas e constatou: ter herdado os genes de pai ou mãe natural mortos de câncer antes dos 50 anos não influencia tanto o risco de desenvolver o mal. Na verdade, os cientistas têm demonstrado que essa possibilidade é de 15%. Por outro lado, a morte de um pai adotivo (que transfere seu estilo de vida, mas não os genes) em razão de um tumor multiplica por cinco a probabilidade de o filho sucumbir ao mesmo problema, escreve o autor.
Assim sendo, também baseado em evidências científicas, Servan-Schreiber descreve em seu livro estratégias para tentar prevenir tumores ou, no caso de quem já enfrentou um, para evitar uma recaída. Elas vão de ajustes na dieta, com ênfase no consumo de substâncias que afastam o mal, até o papel das emoções tudo para reforçar nossas defesas naturais contra a doença.
A maioria dos oncologistas está de acordo que, sim, os hábitos, principalmente o tabagismo, têm um grande peso na conflagração da enfermidade. Mais de 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados com o cigarro, revela o oncologista Luiz Augusto Maltoni Júnior, coordenador de assistência do Instituto Nacional de Câncer. A ingestão de carnes processadas, como salame e mortadela, também representa um perigo para o intestino. Se o consumo for diário, e dependendo de sua proporção no cardápio, aumenta-se de 30 a 40 vezes o risco de tumores nesse órgão, diz Benedito Mauro Rossi. O motivo: conservantes como os nitritos, presentes nesses alimentos, agridem as mucosas intestinais.
Exagerar nas porções de gordura também não é nada bom. Isso porque o intestino passa a trabalhar mais lentamente, o que facilita a absorção de substâncias cancerígenas, explica o oncologista clínico Francisco Miguel Correa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Além disso, quando esse órgão não trabalha direito, as fezes ficam em maior contato com suas paredes, outro fator que ajudaria a disparar a doença nesse órgão.
Já virou lugar-comum, mas a obesidade, fator de risco para um sem-número de problemas, também elevaria o risco de câncer. Quem tem muitos quilos a mais costuma desenvolver resistência à insulina. Quer dizer, grande quantidade desse hormônio fica circulando sem conseguir realizar sua função primordial, que é botar o açúcar para dentro das células. Em excesso e mal utilizada, a insulina favorece o crescimento celular em geral, revela Benedito Mauro Rossi.
O PAPEL DAS EMOÇÕES
O neuropsiquiatra David Servan-Schreiber acredita que o estresse emocional pode contribuir para o surgimento de um câncer, mas não causá-lo em si. Um quadro depressivo muitas vezes mina o batalhão de defesa do corpo, disseram em quase uníssono os especialistas.
A observação é empírica, mas constato que os pacientes que se entregam à doença geralmente apresentam mais complicações, diz Luiz Augusto Maltoni Júnior. Não se deve temer o diagnóstico, mas, sim, estar predisposto a seguir o tratamento. Afinal, as taxas de sucesso chegam à média de 50%, considerando todos os tipos de tumor. Infelizmente, ainda não é possível falar em cura. Até porque não se trata de um único mal, mas de um conjunto de mais de 100 doenças. A melhor arma é velha conhecida: submeter-se periodicamente a exames preventivos, como a mamografia e o toque retal, para flagrar o inimigo enquanto há grandes chances de controlá-lo.
DIVIDIR PARA MULTIPLICAR
Células cancerosas presentes na bexiga se encontram no estágio final de divisão. Esse tumor é mais comum nos homens. Seus principais fatores de risco são o histórico familiar, o tabagismo e a exposição a certos compostos químicos
ATAQUE E DEFESA
Três linfócitos T se ligam à superfície de uma célula maligna. Em seguida, esses glóbulos, que integram a tropa de choque do sistema imune, disparam um sinal para outras células de defesa darem cabo do exemplar canceroso
O TUMOR NA HISTÓRIA
Coube aos egípcios o pioneirismo dos relatos sobre o câncer. Casos de tumores de mama tratados com cauterização foram descritos em papiros. Há divergências sobre as datas desses registros (3000 a.C-1500 a.C). Dá para deduzir que esse tratamento era paliativo, o que indica o provável grau de extensão da doença, conta Mauricio Monaco, gerente médico de grupo de produtos do laboratório Pfizer.
ESTRATÉGIAS ANTICÂNCER
Veja o que propõe o neuropsiquiatra David Servan-Schreiber para barrar o mal. O mix sugerido por ele contribuiria para reduzir inflamações associadas à doença e reforçar as células de defesa:

• Quando possível, tente evitar produtos químicos. Por exemplo: depois de lavagens a seco, deve-se deixar arejar as roupas antes de guardá-las no armário.
• Consuma de preferência alimentos orgânicos e reduza a ingestão de açúcar, farinhas refinadas e fontes de ômega-6, como o óleo de girassol.
• Incremente o prato com alimentos ricos em ômega-3, como o salmão.
• Exercite-se de 20 a 30 minutos por dia e tome sol por pelo menos 20 minutos, o que ativa a produção de vitamina D.
• Purifique a água da torneira com um filtro de carbono ou beba água mineral.
• Libere-se do sentimento de impotência tente resolver os traumas passados, aprenda a aceitar seus sentimentos e tente encontrar uma pessoa com quem possa compartilhar suas emoções.

OS TIPOS DO PROBLEMA
As várias formas da doença são classificadas da seguinte maneira:
CARCINOMA trata-se de um tumor que se desenvolve na pele ou nos tecidos que recobrem os órgãos internos.
SARCOMA esse tipo de câncer acomete ossos, cartilagem, tecido adiposo, músculos e vasos sangüíneos.
LEUCEMIA origina-se na medula óssea, a encarregada de produzir componentes do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Esse tumor deflagra o surgimento de um grande número de células sangüíneas defeituosas.
LINFOMA E MIELOMA são tumores que eclodem nas células do sistema imune, já fora da medula onde foram produzidas
TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL desenvolvem-se no cérebro e na medula espinhal.
O SUICÍDIO Esta célula com câncer está se autodestruindo. Trata-se do que os especialistas denominam de apoptose, uma espécie de morte programada. Esse processo normalmente ocorre quando uma célula se torna velha ou, por algum outro motivo, é danificada.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O ranking do barulho

O ranking do barulho
A poluição sonora é produzida por fontes de vários tipos – de um motor de carro à turbina de um avião.
Confira abaixo os ruídos que podem ser mais do que um simples incômodo e aqueles que são totalmente inócuos:
Turbina do avião a jato: 140 decibéis
Arma de fogo: 130-140 decibéis
Cortador de grama: 107 decibéis
Latido de rottweiler: 105 decibéis
Shows de Rock, com distância de 1 a 2 metros da caixa de som: 105-120 decibéis
Furadeira: 100-105 decibéis
Piano tocando forte: 92-95 decibéis
Boeing 737-700 decolando do aeroporto de Congonhas, a 100 metros de distância: 91 decibéis
Pátio do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: 80-85 decibéis
Avenida movimentada: 85 decibéis
Bronca: 84 decibéis
Motor de um ônibus municipal: 82 decibéis
Tráfego pesado: 80 decibéis
Automóvel (passando a 20 metros): 70 decibéis
Limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde: 55 decibéis
Conversação a 1 metro 50: 60 decibéis
Sala silenciosa: 50 decibéis
Área residencial à noite: 40 decibéis
Telefone: 40 decibéis
Passos: 35 decibéis
Falar sussurrando: 20 decibéis

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

ODEIO segunda-feira!

Domingo à noite, é só ouvir a música daquele fantástico programa de televisão e bate aquela deprê. Reunião com o chefe, entrega de um trabalho, início de dieta e das aulas na academia...Vêm à mente todas as obrigações e os planos que foram postergados ou programados para o primeiro dia útil da semana, a segunda-feira. Se institutos de pesquisa como Ibope e Datafolha realizassem um levantamento sobre o dia mais detestado da semana, a resposta de mais de 99,9% dos entrevistados seria óbvia: Odeio segunda... E sem margem de erro. Exageros à parte, por que a segundona gera tanta aversão e ansiedade? Um dos motivos para tanto mau humor talvez esteja na mudança dos ponteiros do nosso relógio biológico, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, uma entidade internacional dedicada ao estudo do estresse. Os horários geralmente são menos rígidos no sábado e no domingo, explica a especialista. Não é à toa que a gente quebra a rotina nessas 48 horas: dorme mais do que de costume, come fora de hora ou mais tarde que o habitual. Daí, chega a segunda-feira e o organismo tem de, numa curta fração de tempo, reajustar seus ponteiros para voltar à labuta cotidiana. É esse processo de readaptação, segundo Ana Maria, que está por trás do cansaço e da preguiça que pintam logo de manhãzinha.
Uma pesquisa conduzida na Universidade Flinders, na Austrália, dá crédito a essa teoria, pelo menos no que diz respeito às horas de sono prolongadas no fim de semana. Os cientistas pediram para 16 indivíduos dormirem duas horas a mais em relação aos dias de batente. Em seguida, eles coletaram amostras de saliva e de hormônios dos voluntários. Além de o relógio biológico dos participantes estar atrasado 45 minutos, os questionários respondidos na segunda e na terça-feira seguintes revelaram que eles estavam mais cansados. Ou seja, pregar os olhos na noite de domingo acaba demorando mais e, como conseqüência, o corpo sente na segunda-feira efeitos similares aos do jet lag. Além do sono, o coração também padece nesse dia. Uma pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública mostrou que o pico de hospitalizações por problemas cardiovasculares e infarto do miocárdio na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, ocorria na... Nem precisa dizer, né?
Novamente os exageros do fim de semana justificam a eclosão de males cardíacos na segunda-feira. A ingestão de sal, bebida e comida em excesso, sobrecarrega o coração. Sem falar daquele sedentário que resolve jogar futebol, detalha o cardiologista Ricardo Pavanello, do Hospital do Coração, em São Paulo. Daí, o estresse do trabalho na segunda é a gota que faltava para o copo derramar. No entanto, como lembra o especialista, isso não quer dizer que os infartos vão acontecer categoricamente no dia mais odiado da semana. Na verdade, aquela conjunção de fatores favorece a ocorrência desses problemas cardiovasculares na segunda. Mas eles podem acontecer em qualquer dia, explica Pavanello.
Além do corpo, a mente sofre, principalmente em quem começa a antecipar de forma negativa a chegada da segunda-feira no almoço de domingo. De acordo com a psicóloga Ana Maria Rossi, trata-se de uma atitude recorrente em quem está de mal com o trabalho, por exemplo seja porque não se dá bem com os colegas, seja porque o salário não compensa o esforço. A pessoa arruina seu domingão antes mesmo de a música daquele fantástico programa ecoar na telinha à noite. Nesse caso, o importante é ficar no aqui e agora, curtir o momento, aconselha Ana Maria. Para evitar a antecipação desse stress, a dica é, antes de mais nada, procurar estímulos recompensatórios. Ok, o ambiente na empresa não está aquelas coisas, mas o cheque no fim do mês justifica carregar esse fardo, por exemplo. Em outras palavras, deve-se focar em algo positivo. Se essa estratégia não surtir efeito, a saída é enfrentar a situação: mudar de emprego.
O também psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lembra que o fim de semana é uma espécie de libertação do peso do cotidiano. E passa rápido. Mas por que o trabalho tem de ser encarado de forma tão dura? E por que a gente só pode se sentir relaxado no sábado e no domingo?, ele pergunta. Sair somente aos domingos também vira rotina. É preciso criar alternativas, diz Pereira. sair no meio da semana, quem sabe. Com equilíbrio, dá para criar outras rotinas e tornar a segunda- feira menos chata.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

É pior ser obeso ou sedentário?

Manter a forma física é melhor do que apenas ser magro
Dois homens estão lado a lado. Um é magro, com pouco índice de gordura no corpo, porém sedentário. O outro é obeso, mas pratica exercícios físicos com regularidade. Qual dos dois tem chance de viver por mais tempo? A resposta pode surpreender muita gente: o obeso.

Esse é o resultado de uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association (Jama). Um grupo de 2 603 sexagenários foi acompanhado durante 12 anos. Eles foram classificados de acordo com o índice de massa corporal, medida da cintura e porcentagem de gordura localizada. A forma física foi avaliada de acordo com o desempenho na corrida.
Durante a pesquisa, 450 participantes morreram, a maioria por diabete e infarto, relacionados a ambos os fatores (falta de exercício e obesidade). O risco maior de morte era o de quem tinha sobrepeso, mas essa propensão diminuía à medida em se levava em conta a forma física.
Os médicos acreditam que o mesmo resultado pode ser aplicado às populações mais jovens e às mulheres (do grupo pesquisado, 80% eram homens).


Novos estudos, porém, devem ser conduzidos para essa confirmação. É notícia alentadora para os obesos. O resultado do estudo, acreditam os médicos, pode motivar os gordinhos a não achar que o jogo está perdido. A boa nova, no entanto, precisa vir acompanhada de um alerta: o sobrepeso ainda é um fator de risco.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sesta faz bem a saúde!

Sesta faz bem à saúde, mas insones devem evitá-la.
Dormir após o almoço restaura as energias e melhora o estado de vigília à tarde, diz o pneumologista Maurício Bognato, responsável pela medicina do sono no hospital Sírio Libanês, São Paulo. Bognato explica que, durante o dia, o corpo tem dois momentos de baixa temperatura, que propicia a chegada do sono: um por volta de 23h e outro às 12h. O pneumologista diz que ter sono após o almoço é, em partes, coincidência, pois a sonolência é fisiológica, mas as comidas calóricas facilitam a baixa na temperatura do corpo. Médicos alertam que a sesta não é benéfica para quem sofre de insônia, para que o sono à noite não seja afetado. A neurofisiologista Estella Márcia Tavares, do hospital Albert Einstein, diz que a sesta é benéfica, mas acredita que é uma questão de hábito. Segundo Tavares, deve-se ficar alerta se a prática da sesta não for diária. "Há pessoas que dormem mal à noite e tentam dormir de dia. A sesta pode estar camuflando problemas do sono."O neurologista Pedro Paulo Porto Júnior, do hospital Albert Einstein, diz que não há regra para duração do cochilo pós-almoço. "O normal são 40 minutos, mas o tempo deve ser medido de acordo com o rendimento do trabalho à tarde."


Vida moderna extingue sesta


O ritmo da vida moderna, acelerado com o capitalismo e a expansão urbana desde meados do século 20, extinguiram a sesta da vida dos brasileiros que moram em grandes cidades, dizem antropólogos ouvidos pela Folha. A doutora em antropologia pela USP Rita Amaral diz que o modo de produção capitalista não permite que as pessoas durmam à tarde. "Tempo é dinheiro. Além disso, com as distâncias, as pessoas não voltam para casa para almoçar. Não podem dormir, mesmo se quisessem", diz. Para o antropólogo Luiz Fernando Duarte, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o principal fator para a extinção do cochilo após o almoço também são as mudanças culturais. Duarte conta que, até os anos 40 do século 20, as pessoas ficavam em casa após o almoço, para fugir do calor e do sol, e acabavam descansando um pouco. "Hoje a relação com a saúde é diferente. Há a cultura da praia e da exposição do corpo. As pessoas aproveitam o tempo que sobra para ir à academia, fazer exercícios ao ar livre."Roberto Albergaria, doutor em antropologia pela Ufba (Universidade Federal da Bahia), diz que a criação de shoppings facilitou a extinção da sesta. Diferente das lojas de rua, o centro comercial não fecha às 12h para almoço."Por que a sesta acabou? É mais um tributo que pagamos à bendita civilização, essa maluquice que as pessoas chamam de progresso. O progresso torna a vida mais agitada, mas traz, como conseqüência, o estresse."

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dieta rica em gordura altera o relógio biológico

CHICAGO, EUA (AFP) - Uma dieta rica em gordura não é apenas ruim para o coração, mas também pode afetar o relógio biológico, deflagrando uma série de reações que interferem nas funções metabólicas, revelou um estudo nesta terça-feira.
O estudo em ratos sugere que o funcionamento do relógio interno, que regula o ciclo de sono e de vigília e graças ao qual se sente fome, está relacionado aos ritmos de certos processos metabólicos.
Uma dieta do estilo ocidental, com muitas calorias provenientes de gorduras saturadas, pode afetar o relógio biológico, iniciando um círculo vicioso que rompe os tempos de certos processos metabólicos, aumentando o risco de obesidade e diabetes.
"O ritmo e o metabolismo evoluíram juntos e são quase um sistema conjunto", disse Joe Bass, principal autor de um trabalho sobre o tema e endocrinologista da Universidade de Northwestern, em Chicago.
"Se perturbarmos o delicado balanço entre os dois, veremos efeitos nocivos", afirmou Bass, no estudo publicado no jornal "Cell Metabolism".
Durante seis meses, Bass separou dois grupos de ratos e submeteu um deles a uma dieta regular, e o outro, a uma rica em calorias e gorduras.
Depois de duas semanas, os ratos sob a dieta de estilo ocidental, com 45% de calorias em forma de gordura, mostraram uma mudança espontânea nos padrões de alimentação e ritmos de descanso e sono.
Além disso, começaram a comer em seu tempo típico de descanso ou sono.
"Não é apenas que os animais estejam comendo mais", acrescentou Bass. "O que está acontecendo é que, realmente, mudaram seus hábitos alimentares de forma tal que todos os excessos de comida acontecem durante seu período normal de descanso".
Além de mudanças no comportamento, os testes de laboratório mostraram que os níveis de certas moléculas de genes que regulam o ritmo circadiano estavam baixos no cérebro, fígado e tecidos de gordura do rato com dieta ocidental.
"Um dos efeitos danosos do excesso de calorias é que perturba este muito delicado e importante mecanismo de tempo que está presente em todos nós", afirmou Bass, destacando que esse relógio interno está presente tanto em plantas, animais como humanos.
"Fazendo isso, pode-se exacerbar o processo que conecta a dieta ao diabetes e à obesidade", completou.