segunda-feira, 21 de julho de 2008

11 VERDADES MÉDICAS

11 verdades médicas que até parecem mentira

Celular causa ou não câncer? Gente magra também tem problemas cardíacos? Ou isso é privilégio dos obesos? Descubra as respostas para essas e outras questões que deixam muita gente com a pulga atrás da orelha

Separar o joio do trigo, o mito da verdade, a médica americana Nancy L. Snyderman se incumbiu dessa missão no recém-lançado livro Medical Myths That Can Kill You and the 101 Truths That Will Save, Extend and Improve Your Life (algo como Mitos Médicos Que Podem Matar Você e 101 Verdades Que Vão Salvar, Estender e Melhorar Sua Vida). Best seller nos Estados Unidos, a obra procura derrubar lendas médicas que estão na boca do povo e lista o que há de comprovado cientificamente.

Nancy, que atende no Departamento de Otorrinolaringologia — Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade da Pensilvânia e é editora da área de saúde da rede de TV NBC, destrincha nos sete capítulos iniciais mitos como o de que adultos não precisam tomar vacina ou ainda de que somente indivíduos idosos estão passíveis de ter problemas cardíacos e derrames. O melhor do livro são os fatos verídicos, como os que estão selecionados ao longo desta reportagem. Mas, como boa especialista, Nancy deixa claro nas entrelinhas que não existe verdade absoluta na medicina. Confira!

1- Cuidado com a escova de dentes, Ela é um poço de germes.
Chega a ser mais suja do que a de cabelo. Pesquisas mostram que ela contém micróbios provenientes da boca, do banheiro (a descarga do vaso sanitário é uma propagadora de microorganismos) e até de escovas vizinhas. O microbiologista João Carlos Tórtora, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, concorda e recomenda: “Não deixe o utensílio exposto. Guarde-o no armário ou num recipiente apropriado”.
2- A obesidade é contagiante.
A epidemia dos quilos a mais é algo socialmente transmissível. E aquele amigo ou sua cara-metade podem ser um dos agentes disseminadores de pneus — desde, é claro, que esbanjem uma barriga de chope, segundo pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Se um amigão se torna obeso, o risco de a sua cintura se expandir para os lados se eleva em 57%. “A convivência faz as pessoas adquirirem hábitos alimentares semelhantes”, endossa a endocrinologista Zuleika Halpern, de São Paulo.
3- Felicidade é sinônimo de saúde.
Nancy L. Snyderman cita a conclusão de um estudo da Universidade Carnegie Mellon, na terra do Tio Sam. Indivíduos que se diziam felizes ficaram menos vulneráveis aos efeitos deletérios dos vírus por trás da gripe e do resfriado. Outra pesquisa americana, dessa vez realizada com 678 freiras, mostrou o seguinte: as irmãs que empregavam palavras positivas com maior freqüência viveram em média dez anos mais do que suas colegas afeitas a expressões negativas.
4- Não, celular não causa câncer.
Essa dúvida assombra os usuários inveterados do telefone móvel. O aparelho funciona por meio de freqüência de rádio, um tipo de energia eletromagnética. Assim, cientistas ao redor do planeta vêm investigando há alguns anos se o uso prolongado do celular pode provocar tumores cerebrais. Até agora, escreve Nancy L. Snyderman, nenhum estudo conseguiu comprovar esse elo.
5- Quem vê cara......não vê coração.
Quando o assunto é saúde cardíaca, esse ditado descreve com perfeição a realidade de muita gente magra por aí. Isso porque ter um peso normal não é sinônimo de peito saudável. “Algumas pessoas, por exemplo, têm uma predisposição genética para níveis elevados de colesterol”, ensina Nancy. Daí, não adianta estar em dia com a balança. É preciso ficar de olho nas taxas da gordura para prevenir o entupimento das artérias.
6- Estresse e úlceras: nada a ver.
É o que afirma Nancy L. Snyderman. De acordo com a médica americana, tensão demais pode rimar com outras doenças, mas não com úlceras. O flagelo estomacal é em grande parte resultado da ação de uma bactéria que resolve estabelecer moradia ali: a Helicobacter pylori. Antibióticos bem receitados dão um basta a ela.
7- Menos sono, mais tristeza.
Noites maldormidas disparam a produção de cortisol, o hormônio do estresse. Aí, descreve Nancy, a pressão arterial sobe, as defesas baixam a guarda e a depressão se instala. “Quando o indivíduo não dorme direito, fica mais ansioso na noite seguinte”, faz coro. O neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Daí não prega os olhos como deveria. “O sono é um reparador físico e emocional”, conclui Reimão.
8- Viva o trabalho voluntário!
Engajar-se num trabalho comunitário, ajudar um vizinho ou simplesmente doar dinheiro. Tudo isso faz um bem danado. De acordo com Nancy L. Snyderman, pesquisas demonstram que quem dá mais a família e amigos do que recebe relata ter saúde de sobra.
9- Cantando na chuva.
O frio em si não provoca resfriados. Eles são causados por vírus — que, fique claro, nada têm a ver com os da gripe. Esses microorganismos podem ser transmitidos de indivíduo para indivíduo por meio de um simples aperto de mão, conta Nancy. Daí, basta levá-la à boca ou coçar o olho em qualquer estação do ano.
10- A caixa de remédios.
“Erra feio quem a deixa no banheiro”, sentencia Nancy. A farmacêutica Janeth Naves, da Universidade de Brasília, assina embaixo: “Não é bom guardar medicamentos em locais onde a temperatura, a luminosidade e a umidade podem variar muito”. O calor e a luz aceleram as reações químicas que degradam os remédios. E a umidade favorece o crescimento de fungos e outros germes que contaminam as drogas.
11- Ler com luz fraca.
Bobagem acreditar que passar os olhos pelas páginas de um livro num ambiente pouco iluminado é prejudicial à saúde ocular. Não é bem assim. “A visão fica mais cansada porque a leitura não está sendo realizada em condições ideais”, diz o oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, da Universidade Federal de São Paulo. “Mas isso não causa cegueira nem piora o grau.”

Nota: Apesar de tudo que lemos acima, muita coisa ainda nos deixa com uma pulga atrás da orelha, principalmente "verdades" que durante anos fomos levados a acreditar e aceitar. Cabe a você leitor decidir, se tudo que Nancy afima no texto acima é verdade.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O ar que respiramos

Qual é o combustível que mais polui a atmosfera e prejudica nossa saúde? o álcool, o diesel, ou a gasolina?

No Brasil, o diesel ainda é, de longe, o grande vilão. "É que as normas de fabricação são muito ruins, daí a baixa qualidade do combustível. Sem contar que os veículos movidos a diesel, como ônibus, vans, caminhonetes e caminhões, não são equipados com bons catalisadores, uma peça vital para reduzir a emissão de gases poluentes", explica Paulo Nascimento Saldiva, chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Metais pesados, pra lá de nocivos, também fazem parte da composição do diesel. Eles vão se acumulando dentro do corpo humano e, depois de alguns anos, chegam a causar até mesmo males neurológicos. E as dioxinas, então? Além de distúrbios hormonais e fortes dores de cabeça, elas são acusadas de provocar câncer no aparelho respiratório. Mas os problemas não param por aí. A própria fuligem desse combustível serve como um facilitador para as alergias nas vias aéreas.

Graças ao bendito catalisador, o álcool e a gasolina poluem consideravelmente menos do que seu primo. Esse importante equipamento faz com que gases mais prejudiciais, como os monóxidos de carbono, sejam transformados em substâncias menos perigosas. "Mesmo assim, ambos são responsáveis pela emissão do perigoso dióxido de carbono", diz Maurício Ferreira, professor de engenharia mecânica da Fundação Educacional Inaciana, a FEI. Esse poluente, aliás, contribui para o efeito estufa e o aquecimento global.

Para diminuir a emissão desses malfeitores à saúde, é fundamental respeitar as revisões e as recomendações de manutenção presentes no manual de cada automóvel. A maioria delas é muito simples. Pneus calibrados, por exemplo, são sinônimo de menos poluição. É que eles diminuem o atrito com o solo e, conseqüentemente, reduzem o consumo de combustível. "O ideal mesmo é fugir dos horários de trânsito e, claro, usar o sistema de transporte coletivo sempre que possível".

domingo, 18 de maio de 2008

A comida que Deus recomenda

A ciência confirma o que Deus recomenda.
Confirmadíssimo: os vegetais afastam a ameaça de vários tumores. Sem contar que, ao incrementar as porções de frutas e hortaliças no prato, sobra literalmente menos espaço para a gordura e ela tem tudo a ver com o surgimento da doença.

Não tire conclusões precipitadas: os alimentos destas páginas não são milagrosos. Mas a ciência da nutrição, que investiga sua ação anticancerígena, constata que eles de fato têm efeito preventivo. “Vários levantamentos estatísticos apontam, e não é de hoje,(Ver livros do Espírito de Profecia) que nas pessoas habituadas a devorar vegetais os casos de câncer são mais raros”, garante o gastrenterologista Dan Linetzky Waitzberg, professor da Universidade de São Paulo. Mas, na hora do ver para crer, isso só era observado em tubos de ensaio, nos chamados testes in vitro. Só agora é que os pesquisadores passaram a enxergar o mecanismo antitumor de vários nutrientes dentro de organismos vivos no caso, cobaias. É um belo avanço.

Na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, por exemplo, concluiu-se que o sulforafane, presente na família dos crucíferos couves, brócolis, repolhos, é capaz de brecar o avanço do câncer colorretal em animais de laboratório. Já em Taiwan, cientistas da Universidade Nacional Chung Hsing testaram o licopeno em animais, nos quais provocaram de propósito um câncer de fígado igual ao que acomete os seres humanos. O resultado? O pigmento que dá o tom vermelho ao tomate e a frutas como a goiaba simplesmente barrou a temida metástase, ou seja, impediu que as células malignas se espalhassem pelo corpo.
A essa altura, você deve estar se perguntando: por que certos nutrientes funcionam contra um tipo específico de tumor mas são praticamente inertes contra outros? Nem os cientistas têm respostas prontas, embora arrisquem algumas hipóteses. Uma delas é a facilidade de alguns tecidos para acumular determinadas substâncias, criando verdadeiras reservas. É o caso do licopeno, o tal pigmento vermelho dos vegetais. Os pesquisadores notam que ele tem uma afinidade especial com os tecidos da próstata e das mamas, ficando concentrado bem ali, enquanto passa depressa por outras partes do corpo talvez sem o tempo necessário para agir. O resveratrol da uva e do vinho, por sua vez, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, fariam escala no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos. No entanto, não movem uma palha contra tumores em outras regiões.

Pode parecer confuso e é.
Não tente decorar quanto deve comer disso ou daquilo, como se a travessa à mesa fosse um vidro de remédio. O grande mérito de tantas pesquisas é ensinar aos médicos, inclusive que um cardápio adequado (leia-se bem colorido também) pode prevenir 30% dos casos de câncer, incluídos aí tumores de boca, laringe, faringe, estômago e intestino, muito freqüentes na população brasileira. Já é um feito e tanto se a gente pensar que, não faz muito tempo assim, ninguém achava que havia um caminho seguro para prevenir essa doença muito menos desconfiava que ele estaria no prato. “Hoje se tem clareza da importância de comer frutas, verduras, legumes e peixes, limitando ao mesmo tempo as porções de carnes vermelhas, sal e embutidos”, resume Dan Linetzky Waitzberg. Segundo Sueli Couto, nutricionista do Instituto Nacional de Câncer, o Inca, sediado no Rio de Janeiro, a questão não é quantidade de vegetais, mas regularidade. “Tem de comer sempre”, declara. “No mínimo, cinco porções diárias, preferindo sempre grãos integrais aos refinados.”

Do mesmo modo que sobram evidências de que vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias presentes em frutas e hortaliças podem barrar o avanço de tantos tipos de tumor, há provas suficientes para incriminar o álcool, os embutidos e as gorduras, especialmente as das carnes vermelhas. Estas ressalve-se têm também seu lado bom, fornecendo proteínas de excelente qualidade, ferro, zinco e vitaminas B12. Não se trata, portanto, de bani-las do menu. “A recomendação é reduzir a ingestão para duas porções semanais”, diz Sueli Couto, do Inca. Ela, no entanto, insiste: “Pior do que comer carne sempre, é não comer salada nunca”.
Além de repletas de substâncias protetoras, as saladas tornam a refeição mais light. E, embora não haja consenso em torno do assunto, a gordura corporal vem sendo examinada com desconfiança. O peso extra, dizem cientistas como os que observaram isso em ratos, na Universidade do Texas, nos Estados Unidos contribui para reações inflamatórias dentro do organismo. Até há pouco tempo, essas reações só eram associadas a doenças cardiovasculares. “Hoje se sabe que elas podem aumentar em 30% as chances de um câncer aparecer”, afirma Alfredo Halpern. Portanto, a melhor dieta anticâncer é aquela leve, bem leve.

Vai um suplemento aí?
Diga não se você adota uma dieta balanceada. A menos, claro, que um médico ou um nutricionista recomende, avaliando bem os seus hábitos à mesa. Sem esse olhar, você corre o risco de engolir, em cápsulas, altas doses de um nutriente em detrimento de outros. E isso, por sua vez, pode acabar com o balanceamento das substâncias protetoras no organismo. Ou seja, você fica sem escudo contra o câncer.

SINAL VERDE
Ele se acende principalmente para alimentos cheios de fibras e substâncias antioxidantes

CÂNCER DE PRÓSTATA
A abóbora, lado a lado com a cenoura, é famosa pela concentração de betacaroteno. Afirmar que essa substância protege contra os tão (mal) falados radicais livres não é chover no molhado. Ela ajuda mesmo a restaurar o DNA de células danificadas por agentes químicos, físicos ou biológicos. Quando o dano no material genético de nossas células acontece, abre-se o caminho para a reprodução desenfreada de exemplares defeituosos eis o câncer. É possível que o betacaroteno aja positivamente contra muitos tipos de tumor, mas um trabalho recente da respeitadíssima Universidade de São Paulo avalizou suas benesses especificamente para a glândula masculina. Outros estudos apontam que o tomate, o feijão, a lentilha, a ervilha, as uvas vermelhas, as amoras e a soja também reforçam as defesas dos homens contra esse câncer mas, aí, tudo o que a ciência conhece é a relação entre o hábito de comê-los e o aparecimento mais raro dessa doença, sem entender direito qual seria a relação direta.

CÂNCER COLORRETAL
Cientistas da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, provaram que é possível reduzir um câncer colorretal já existente consumindo verduras crucíferas, como a couve-manteiga e sua prima couve-flor. Fazem ainda parte da família o repolho e os brócolis. Os pesquisadores viram essa redução com os próprios olhos ao menos em ratos. E atribuem o efeito a um componente desses vegetais chamado sulforafane. “Outra pesquisa com 520 mil europeus apontou uma queda de 40% no risco dessa doença entre aqueles que não deixavam faltar no prato, uma vez ao dia, pelo menos uma dessas crucíferas”, relata Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo. O efeito do sulforafane, aliás, parece potencializado à medida que aumentam os teores de fibras no cardápio, quando comemos outras folhas, como rúcula ou espinafre, e desfrutamos, por exemplo, de uma laranja como sobremesa.

CÂNCER DE MAMA
As fibras, abundantes na melancia, por exemplo, são poderosas contra esse tipo de tumor. Uma das explicações é que elas passam mais lentamente pelo aparelho digestório, o que aumenta a saciedade e, por tabela, diminui a vontade de cair de boca em açúcares e gorduras. O risco de quilos a mais, assim, despenca. “O excesso de peso tem ligação estreita com o aparecimento da doença nas glândulas mamárias, sobretudo em mulheres que já passaram pela menopausa”, afi rma o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre outros motivos porque, quando há muita gordura, o corpo tem matéria-prima à vontade para fabricar hormônios que alimentam o tumor. Bem, se as frutas da dieta têm muitas fibras e ainda por cima são vermelhas como a melancia do nosso exemplo, tanto melhor. O consumo regular de licopeno, o pigmento vegetal dessa cor, anda cada vez mais associado à baixa incidência desse câncer.
Também são fortes os sinais de que os polifenóis estão ligados à proteção das mamas. Daí a recomendação dos cientistas de que as mulheres consumam toda semana suas fontes uvas vermelhas, amora, morango, cereja, vinho tinto... Quanto às isoflavonas, célebres componentes da soja, elas também atuam pra valer contra esse tumor. Na última década, diversos estudos, feitos sobretudo com populações orientais, confirmaram o elo entre o alto consumo do grão e a baixa incidência de câncer de mama e atenção de próstata também!

SINAL VERMELHO
Pode parar o primeiro e diminuir os outros! Álcool, sal, carne vermelha e embutidos estão fortemente relacionados a vários tipos de tumor

BEBIDA ALCOÓLICA
Diversos estudos associam álcool ao câncer de boca, esôfago, fígado, reto e, muito possivelmente, ao de mama também. As evidências tornaram-se mais fortes dos anos 1990 para cá. Os cientistas ainda estão pesquisando como o álcool causa a doença. No caso do aparelho digestivo, fi ca mais claro: a agressão é por meio do contato direto com as mucosas. De um jeito ou de outro, a bebida alcoólica danifica o DNA, aumentando as chances de surgirem células malignas.

SAL EM EXCESSO
Ele já carrega má fama porque faz o organismo reter mais água do que deveria, contribuindo, assim, para o aumento da pressão arterial. “Só que, ainda por cima, irrita a mucosa do aparelho digestivo de tal maneira que provoca lesões capazes de evoluir para um câncer”, avisa Sueli Couto. Segundo ela, só afastar o saleiro da mesa não basta. Lembre-se de que a maior concentração do sal está nos alimentos industrializados. Então, evite ao máximo molhos, condimentos, macarrões instantâneos e comida pronta em geral. Prefira, de longe, as preparações caseiras.

FUJA DOS EMBUTIDOS
Salsicha, salame, presunto e mortadela — outras armadilhas armadas no prato — são, de longe, os maiores vilões. Não bastasse serem produzidos com carnes vermelhas geralmente muito gordas, ainda levam na fórmula aditivos químicos chamados nitratos, que, no estômago, podem se transformar em nitritos. Estes, por sua vez, se convertem em nitrosaminas, verdadeiros agentes cancerígenos, perigosos sobretudo para o estômago e o esôfago. E atenção: até as carnes brancas perdem suas vantagens nutricionais quando transformadas em embutido. “Como recebem os tais nitritos e são defumadas, também se tornam nocivas”, alerta Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo.

LIMITE AS CARNES VERMELHAS
E não estamos falando apenas da suculenta picanha. Carne de porco deve ser totalmente evitada e as processadas, como hambúrguer devem ser limitadas a duas porções semanais. Nos outros dias, coma peixes e aves. O problema é a gordura saturada que por si só já é um ingrediente cancerígeno e substâncias que lhe dão cor, como o ferro-heme, ou ferro orgânico, aquele mesmo que combate a anemia. Pesquisas americanas associam sua ingestão excessiva ao aparecimento do câncer colorretal. Quando a carne é esturricada na grelha ou na frigideira, o perigo aumenta. Há uma reação química nesse processo que libera outras substâncias cancerígenas bem naquela casquinha escura e crocante.

Todo esse material vem confirmar o que nosso Deus nos vem dizendo ano após ano desde o Éden através da Bíblia e do Espírito de profecia, que uma alimentação rica em frutas, vegetais e grãos nos trás saúde e fortalescendo nosso corpo e mente.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O que é Caloria?

CALORIA é o que mesmo?
Ela está na boca do povo, mas poucos conhecem pra valer essa célebre unidade de medida, o combustível que atormenta quem precisa (ou quer) perder peso

Segundo o sistema internacional de unidades, 1 caloria equivale a 4,18 joules a quantidade de calor necessária para elevar em 1 grau Celsius a temperatura de 1 mililitro de água. Interessante. Só não responde à pergunta curta e grossa: afinal, que raio é uma caloria? Pois bem. Imaginemos que você está à mesa, pronto para o café-da-manhã, mas na dúvida se vai se contentar com uma mísera fatia de papaia acompanhada de um suco de laranja ou se ataca logo várias fatias de bolo e um bom copo de leite com achocolatado. Não importa a escolha, esses alimentos têm algo em comum: são fontes de quilocalorias (kcal). Ah, sim! No mundo da nutrição, o correto é chamar essa unidade de medida pelo prefixo quilo.

Por mais que sua dieta seja daquelas magérrimas pra valer, o certo é que você vai consumir as benditas calorias. Não, por favor, não desanime nem interrompa a leitura deste texto. Calorias são, fique sabendo, indispensáveis por uma série de razões: fazem seu coração bater, mantêm a temperatura do corpo em torno dos 35 °C e até conduzem seus olhos por essas linhas. Quando dizemos que um alimento tem xis calorias, nos referimos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, explica Pablius Staduto, médico do esporte do centro de diagnósticos Fleury Medicina e Saúde. E, sem a energia e o calor retirados da comida, o organismo simplesmente não funciona.

MORTE E VIDA ENERGIA

Retirada de proteínas, carboidratos e gorduras, essa dose de energia é processada pelas células e responde por funções vitais do corpo
As calorias levam o prefixo quilo por mera coincidência, ok. Só que, como todos sabemos, ingeri-las em excesso e não gastar toda a energia acumulada origina outros tipos de quilos, aqueles que vão ficar sobrando na barriga. O organismo transforma o excesso em gorduras e o armazena no tecido adiposo, explica o fisiologista do exercício Cassiano Merussi Neiva, do Laboratório de Metabolismo e Fisiologia do Esforço da Universidade Estadual Paulista, em Bauru, no interior de São Paulo. Aí ocorre o que os especialistas chamam de balanço energético positivo. Um fenômeno, aliás, nada positivo para quem pretende perder peso. Nas ciências econômicas existe o superávit quando se economiza mais do que se gasta, e no corpo ocorre o mesmo, ilustra Cassiano.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo em torno de 2 mil quilocalorias diárias para ambos os sexos. E o que não falta são tabelas de calorias para orientar quem vive de olho no ponteiro da balança. Mas será que você já parou para pensar como se faz para descobrir quantas calorias tem, por exemplo, uma empadinha? Pois existe uma máquina, com o curioso nome de calorímetro bomba, que é uma espécie de forno em que o quitute é literalmente incendiado. Isso vai liberar calor, que é transmitido para um recipiente com água. E, aí, a cada grau Celsius que se eleva em 1 mililitro do líquido soma-se 1 caloria à conta da empadinha.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Por quê temos cãibras

As cãibras são contrações involuntárias e quase sempre dolorosas dos músculos. Elas são comuns e podem ser solucionadas simplesmente alongando-se o músculo afetado.

As principais causas das cãibras e dores musculares incluem:
Reumatismo
Tensão e estresse
Estiramentos, fadiga muscular, exercícios intensos
Desequilíbrios nas concentrações de sais minerais no organismo (p.ex.: desidratação, diminuição nas reservas de cálcio, magnésio ou potássio)
Gravidez
Hipotireoidismo
Alcoolismo
Problemas renais
Certos medicamentos e drogas (p.ex.: captopril, enalapril, estatinas, cocaína)
Abscessos e outras doenças infecciosas associadas à febre

A maioria dos casos de cãibras e dores musculares é benigna e termina desaparecendo espontaneamente. Contudo, é recomendável que você procure avaliação médica se:
A dor muscular persistir por mais de 3 dias
A dor for muito intensa e não possuir uma causa óbvia
Você estiver apresentando sinais de infecção, como inchaço ou vermelhidão nas redondezas do local da dor
Você apresentar algum tipo de problema na circulação sangüínea na área afetada (p.ex.: varizes de grosso calibre nas pernas)
Você estiver com urticária, vômitos, falta de ar ou febre associada à dor
A dor muscular estiver associada ao início ou aumento da dose de certos medicamentos (p.ex.: estatinas).
O que você pode fazer para ajudar?
A maioria dos casos de cãibras pode ser solucionada simplesmente alongando-se o músculo afetado.
Analgésicos, compressas frias (nas primeiras 24-72h do início da dor) e mornas (após 72h do início da dor), massagens leves e fisioterapia (principalmente com exercícios de alongamento) costumam resolver a imensa maioria dos casos.
Enquanto estiver sentido dor, evite erguer pesos e atividades físicas aeróbicas de alto impacto (p.ex.: correr, pular, saltar, chutar, etc).
Manter um bom padrão de sonotambém é uma ferramenta valiosa para reduzir a dor.

DENGUE, O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO.

Muita gente e água limpa - é disso que o transmissor do vírus da dengue gosta, principalmente as fêmeas, pra lá de interessadas em garantir um local para se reproduzir e alimento farto para suas crias. Foi o que descobriram pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Dentre todos os criadouros avaliados, caixas-dágua e tonéis destampados foram responsáveis por 65% dos ovos coletados, conta o parasitologista Ricardo Lourenço de Oliveira, coordenador do estudo. Eliminar esses focos, é claro, diminuiria a incidência da doença.

O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO

Para afastar esse perigo da sua casa é preciso ficar atento nos lugares que acumulam água

Caixas-dágua e tonéis: confira se a tampa está bem fechada e vede qualquer pequena brecha ou rachadura. Isso impede que as larvas se instalem.

Vasos de planta: sempre coloque areia nos pratos para nunca deixar água parada.Garrafas, frascos e pneus: eles podem acumular água. Assim, não devem ficar descobertos. Se não tiver onde guardá-los, cubra-os com lona ou plástico.

SINAIS DE ALERTA

Se você está sentindo algum dos sintomas abaixo há mais de dois dias, evite se automedicar e procure um médico imediatamente

Febre alta, Dores de cabeça (principalmente na região dos olhos) Dores nas articulações e nos músculos, Cansaço, Náusea, Falta de apetite, Vermelhidão na pele e Diarréia.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cascas x Polpas

Tanto uma quanto outra concorrem em variedade de nutrientes. Será que dessa competição sai uma vencedora? Confira aqui

1. Limão CASCA Contém seis vezes mais fibras. Uma boa pedida é incrementar receitas com ela ralada. POLPA Fornece o dobro de vitamina C. Se você gosta do suco, beba imediatamente.

2. Banana CASCA Oferece 20 vezes mais carotenóides, de ação antioxidante. Aproveite-a em receitas de bananada. POLPA Em relação à casca, tem o dobro de fósforo, fundamental para nossa estrutura óssea.


3. Maçã CASCA Ela tem três vezes o teor da vitamina C em relação à polpa. POLPA Tem mais do que o dobro de carboidratos, o nutriente da energia.


4. Abacaxi CASCA Apresenta um pouco mais de vitamina C. Leve ao fogo para fazer suco — mesmo a alta temperatura não anula todos os seus efeitos. POLPA Concentra um montão de carotenóides — 70 vezes mais!


5. Maracujá CASCA Fornece dez vezes mais fibras do que sua polpa. Por isso, consumir a farinha feita da casca pode ser uma boa. POLPA Tem cinco vezes mais gorduras do que a casca, mas de nocivas elas não têm nada.


6. Mamão CASCA Contém três vezes mais proteínas. Então, em vez de jogá-la fora, aproveite para fazer doce. POLPA Cheia de carboidratos, fornece duas vezes mais do que a casca.


7. Laranja CASCA Rica pra valer em fibras, tem seis vezes mais dessa substância. Então, não desperdice. Use-a como ingrediente de compotas. POLPA É campeã em vitamina C, já que oferece o dobro na comparação com a casca.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dificuldade de Concentração

A capacidade de concentração e a qualidade do sono andam lado a lado. Concentrar-se significa direcionar seus esforços mentais para uma determinada atividade, situação ou problema.
Vários fatores podem influenciar sua capacidade de concentração, desde o modo como você organiza a informação até a maneira como utiliza seu cérebro durante o processo.
Para melhorar sua concentração, além de manter um padrão regular de sono, você pode empregar algumas estratégias bastante simples:
Procure deixar o ambiente calmo, livre de distrações, e com todos os materiais necessários à mão.
Estabeleça metas realistas sobre o que você quer resolver e em quanto tempo pretende realizar aquela tarefa. A sobrecarga de metas pode gerar uma sensação de incapacidade, com se você não fosse bom ou boa o suficiente para resolver o problema. Na verdade, você simplesmente agendou tarefas demais em um espaço de tempo excessivamente curto. Vá com calma.
Comprometa-se com a tarefa: um dos principais combustíveis do cérebro é o entusiasmo. Acenda seu raciocínio com ele.
Para aumentar o rendimento durante o estudo, vá por camadas: familiarize-se primeiro com as idéias principais, e então passe para os detalhes.
Ao organizar seu tempo, escreva para si mesmo um recado com o horário em que você estará livre para preocupar-se. Sempre que sentir que está perdendo o foco, leia o recado.
Ao lidar com novas habilidades, informe-se bem a respeito (como aquilo pode ser feito, quais as possíveis dificuldades, quais as dicas dos especialistas, etc). A ansiedade da expectativa pode comprometer sua capacidade de raciocínio.
Procure fazer conexões entre o que você está aprendendo e o seu dia a dia ou coisas que você já sabe. Dar um significado real à informação facilita enormemente o aprendizado.
Planeje alguma forma de recompensa para você mesmo, após atingir seu objetivo. Por exemplo: ao estudar para uma prova, prometa para você mesmo um passeio ou um presente caso atinja um aproveitamento acima de 80%.
Manter um bom estado de saúde é essencial: o condicionamento físico aumenta a autoconfiança e promove relaxamento, facilitando o fluxo de idéias e melhorando a capacidade de concentração.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

CÂNCER: por quê?

CÂNCER: por quê?
Essa pergunta ainda intriga médicos, cientistas e pacientes. Apesar dos avanços consideráveis no tratamento e no diagnóstico desse mal, os especialistas ainda não têm respostas definitivas sobre a sua gênese

O organismo humano passa por uma renovação constante. Isso porque a maioria de seus 100 trilhões de células têm prazo de validade. Nesse meio-tempo, obedecendo a comandos moleculares, essas unidades microscópicas se dividem, dando origem a novos exemplares. Mas alguns deles podem sair da linha de montagem com defeito de fabricação. As células defeituosas, no entanto, costumam ser pouco longevas. O organismo dispõe de vários mecanismos para eliminá-las, não permitindo que elas se reproduzam, explica o oncologista clínico Artur Katz, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E esses mecanismos fiscalizam uns aos outros, se complementando.
É como se fosse um controle de qualidade. Ele precisa ser perfeito, acrescenta o cirurgião oncologista Benedito Mauro Rossi, do Hospital A.C. Camargo, na capital paulista. Veja o caso das células do intestino, continua Rossi. Elas existem aos milhões e se renovam a cada 48 horas. Imagine esse processo continuamente? Daí a necessidade de uma monitoração constante do próprio corpo.
Dessa forma, uma célula recém-saída do forno e que foge aos padrões de excelência, com profundas alterações em seu material genético, se autodestrói. Esse suicídio celular, conhecido como apoptose, vem à tona graças a uma série de reações deslanchadas por uma proteína encontrada no núcleo, a p53. Só que, por algum motivo, todo esse esquema de proteção às vezes entra em pane e a célula defeituosa começa a se multiplicar loucamente. É a gênese do tumor. Mas por que isso acontece? E por que algumas pessoas desenvolvem câncer e outras não? Como preveni-lo?
O neuropsiquiatra francês David Servan-Schreiber foi atrás de algumas respostas para essas questões. Servan-Schreiber lançou na França, no segundo semestre do ano passado, o livro Anticancer (Éditions Robert Laffont) anticâncer, em português , obra que já vendeu quase 800 mil exemplares por lá. Aos 46 anos, ele descobriu que tinha um tumor cerebral aos 31, no auge de sua carreira científica. Quase duas décadas mais tarde e depois de uma recidiva, o neuropsiquiatra mergulhou numa série de estudos sobre a doença e chegou à conclusão de que hábitos como a alimentação e afins, mais do que os genes, são os grandes responsáveis pelo crescimento de casos de tumores, sobretudo nos países ocidentais. Servan-Schreiber cita os resultados de um trabalho dinamarquês para comprovar sua tese.
DE PAI PARA FILHO?
Publicada no periódico americano The New England Journal of Medicine, a pesquisa analisou os dados genéticos dos pais biológicos de mais de mil crianças adotadas e constatou: ter herdado os genes de pai ou mãe natural mortos de câncer antes dos 50 anos não influencia tanto o risco de desenvolver o mal. Na verdade, os cientistas têm demonstrado que essa possibilidade é de 15%. Por outro lado, a morte de um pai adotivo (que transfere seu estilo de vida, mas não os genes) em razão de um tumor multiplica por cinco a probabilidade de o filho sucumbir ao mesmo problema, escreve o autor.
Assim sendo, também baseado em evidências científicas, Servan-Schreiber descreve em seu livro estratégias para tentar prevenir tumores ou, no caso de quem já enfrentou um, para evitar uma recaída. Elas vão de ajustes na dieta, com ênfase no consumo de substâncias que afastam o mal, até o papel das emoções tudo para reforçar nossas defesas naturais contra a doença.
A maioria dos oncologistas está de acordo que, sim, os hábitos, principalmente o tabagismo, têm um grande peso na conflagração da enfermidade. Mais de 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados com o cigarro, revela o oncologista Luiz Augusto Maltoni Júnior, coordenador de assistência do Instituto Nacional de Câncer. A ingestão de carnes processadas, como salame e mortadela, também representa um perigo para o intestino. Se o consumo for diário, e dependendo de sua proporção no cardápio, aumenta-se de 30 a 40 vezes o risco de tumores nesse órgão, diz Benedito Mauro Rossi. O motivo: conservantes como os nitritos, presentes nesses alimentos, agridem as mucosas intestinais.
Exagerar nas porções de gordura também não é nada bom. Isso porque o intestino passa a trabalhar mais lentamente, o que facilita a absorção de substâncias cancerígenas, explica o oncologista clínico Francisco Miguel Correa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Além disso, quando esse órgão não trabalha direito, as fezes ficam em maior contato com suas paredes, outro fator que ajudaria a disparar a doença nesse órgão.
Já virou lugar-comum, mas a obesidade, fator de risco para um sem-número de problemas, também elevaria o risco de câncer. Quem tem muitos quilos a mais costuma desenvolver resistência à insulina. Quer dizer, grande quantidade desse hormônio fica circulando sem conseguir realizar sua função primordial, que é botar o açúcar para dentro das células. Em excesso e mal utilizada, a insulina favorece o crescimento celular em geral, revela Benedito Mauro Rossi.
O PAPEL DAS EMOÇÕES
O neuropsiquiatra David Servan-Schreiber acredita que o estresse emocional pode contribuir para o surgimento de um câncer, mas não causá-lo em si. Um quadro depressivo muitas vezes mina o batalhão de defesa do corpo, disseram em quase uníssono os especialistas.
A observação é empírica, mas constato que os pacientes que se entregam à doença geralmente apresentam mais complicações, diz Luiz Augusto Maltoni Júnior. Não se deve temer o diagnóstico, mas, sim, estar predisposto a seguir o tratamento. Afinal, as taxas de sucesso chegam à média de 50%, considerando todos os tipos de tumor. Infelizmente, ainda não é possível falar em cura. Até porque não se trata de um único mal, mas de um conjunto de mais de 100 doenças. A melhor arma é velha conhecida: submeter-se periodicamente a exames preventivos, como a mamografia e o toque retal, para flagrar o inimigo enquanto há grandes chances de controlá-lo.
DIVIDIR PARA MULTIPLICAR
Células cancerosas presentes na bexiga se encontram no estágio final de divisão. Esse tumor é mais comum nos homens. Seus principais fatores de risco são o histórico familiar, o tabagismo e a exposição a certos compostos químicos
ATAQUE E DEFESA
Três linfócitos T se ligam à superfície de uma célula maligna. Em seguida, esses glóbulos, que integram a tropa de choque do sistema imune, disparam um sinal para outras células de defesa darem cabo do exemplar canceroso
O TUMOR NA HISTÓRIA
Coube aos egípcios o pioneirismo dos relatos sobre o câncer. Casos de tumores de mama tratados com cauterização foram descritos em papiros. Há divergências sobre as datas desses registros (3000 a.C-1500 a.C). Dá para deduzir que esse tratamento era paliativo, o que indica o provável grau de extensão da doença, conta Mauricio Monaco, gerente médico de grupo de produtos do laboratório Pfizer.
ESTRATÉGIAS ANTICÂNCER
Veja o que propõe o neuropsiquiatra David Servan-Schreiber para barrar o mal. O mix sugerido por ele contribuiria para reduzir inflamações associadas à doença e reforçar as células de defesa:

• Quando possível, tente evitar produtos químicos. Por exemplo: depois de lavagens a seco, deve-se deixar arejar as roupas antes de guardá-las no armário.
• Consuma de preferência alimentos orgânicos e reduza a ingestão de açúcar, farinhas refinadas e fontes de ômega-6, como o óleo de girassol.
• Incremente o prato com alimentos ricos em ômega-3, como o salmão.
• Exercite-se de 20 a 30 minutos por dia e tome sol por pelo menos 20 minutos, o que ativa a produção de vitamina D.
• Purifique a água da torneira com um filtro de carbono ou beba água mineral.
• Libere-se do sentimento de impotência tente resolver os traumas passados, aprenda a aceitar seus sentimentos e tente encontrar uma pessoa com quem possa compartilhar suas emoções.

OS TIPOS DO PROBLEMA
As várias formas da doença são classificadas da seguinte maneira:
CARCINOMA trata-se de um tumor que se desenvolve na pele ou nos tecidos que recobrem os órgãos internos.
SARCOMA esse tipo de câncer acomete ossos, cartilagem, tecido adiposo, músculos e vasos sangüíneos.
LEUCEMIA origina-se na medula óssea, a encarregada de produzir componentes do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Esse tumor deflagra o surgimento de um grande número de células sangüíneas defeituosas.
LINFOMA E MIELOMA são tumores que eclodem nas células do sistema imune, já fora da medula onde foram produzidas
TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL desenvolvem-se no cérebro e na medula espinhal.
O SUICÍDIO Esta célula com câncer está se autodestruindo. Trata-se do que os especialistas denominam de apoptose, uma espécie de morte programada. Esse processo normalmente ocorre quando uma célula se torna velha ou, por algum outro motivo, é danificada.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O ranking do barulho

O ranking do barulho
A poluição sonora é produzida por fontes de vários tipos – de um motor de carro à turbina de um avião.
Confira abaixo os ruídos que podem ser mais do que um simples incômodo e aqueles que são totalmente inócuos:
Turbina do avião a jato: 140 decibéis
Arma de fogo: 130-140 decibéis
Cortador de grama: 107 decibéis
Latido de rottweiler: 105 decibéis
Shows de Rock, com distância de 1 a 2 metros da caixa de som: 105-120 decibéis
Furadeira: 100-105 decibéis
Piano tocando forte: 92-95 decibéis
Boeing 737-700 decolando do aeroporto de Congonhas, a 100 metros de distância: 91 decibéis
Pátio do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: 80-85 decibéis
Avenida movimentada: 85 decibéis
Bronca: 84 decibéis
Motor de um ônibus municipal: 82 decibéis
Tráfego pesado: 80 decibéis
Automóvel (passando a 20 metros): 70 decibéis
Limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde: 55 decibéis
Conversação a 1 metro 50: 60 decibéis
Sala silenciosa: 50 decibéis
Área residencial à noite: 40 decibéis
Telefone: 40 decibéis
Passos: 35 decibéis
Falar sussurrando: 20 decibéis