quinta-feira, 27 de setembro de 2007

VOZ: você cuida da sua?

Só vale responder que sim se você costuma dar ouvidos às alterações de sonoridade. Elas podem denunciar o envelhecimento das cordas vocais e até mesmo problemas de saúde
Os sons vibram diferente em gente madura, já notou? É natural. A voz, assim como tudo no corpo, envelhece. É por isso que ela sai do tom — fica menos firme. No caso dos homens, ainda por cima, torna-se mais fina e, no das mulheres, mais grossa. O tratamento antienvelhecimento consiste em malhar as cordas vocais. Isso mesmo. Afinal, elas são formadas por fibras musculares, mas a sessão de exercícios deve ser feita sob orientação de um fonoaudiólogo.

Maus hábitos também contribuem. Talvez você fique sem fala de espanto, mas gravata apertada, por exemplo, prejudica a voz. Pelo menos por proximidade, isso faz algum sentido. Mas o que me diz de um cinto muito justo? “Esse acessório, assim como o nó que comprime o pescoço e, conseqüentemente, a garganta, atrapalha a passagem do ar, o que é fundamental para a fala”, explica a fonoaudióloga Kennia Iumatti, do Instituto Cecaf, entidade paulistana que tem como especialidade a comunicação oral.
E pensar que até a TPM pode afetar os sons que saem do aparelho fonador, formado por pulmões, brônquios e traquéia. Isso, vamos logo esclarecendo, se a mulher falar demais. “O inchaço, típico dessa fase, afeta as cordas na garganta”, avisa a fonoaudióloga Márcia Toledo, que também trabalha no Instituto Cecaf.

Tudo isso mostra o quão vulneráveis são as pregas vocais (outro nome para as cordas) diante de fatores externos e problemas orgânicos capazes de alterar o timbre — alterações que, muitas vezes, soam mal. O uso inadequado da voz, instrumento de trabalho de cerca de 30% da população do planeta, tem culpa no cartório, sem dúvida. Mas todos — não só os que tiram dela o seu sustento, caso de professores, operadores de telemarketing, locutores e tantos outros — precisam ficar atentos nas modulações, que, às vezes, indicam alguma encrenca — de refluxo gastroesofágico a câncer.

“Em geral a rouquidão resulta de um pólipo, que é um inchaço nas cordas vocais, ou um calo, que nada mais é do que um nódulo provocado pelo atrito entre elas”, exemplifica o otorrinolaringologista Eduardo Lutaif Dolci, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O certo é ficar de ouvidos bem ligados para diferenciar uma aspereza vocal passageira, provocada por uma gripe ou algo assim, daquela que denuncia um problema mais grave. “Se uma modificação do tom durar mais do que 20 dias, procure um médico”, avisa Dolci. Vale mesma recomendação para as pessoas que vira e mexe ficam roucas.

Às vezes a rouquidão é tão forte que a voz vira um fiapo, perdendo a força até desaparecer. O risco de ficar afônico aumenta quando se é obrigado a ingerir certos medicamentos. “Os ansiolíticos, por exemplo, interferem na circulação sangüínea e chegam mesmo a alterar o controle dos músculos envolvidos na fala”, afirma Márcia Toledo. “Já os diuréticos ressecam as cordas vocais, enquanto o ácido acetilsalicílico dilata os vasos e pode até provocar o rompimento de um deles se a pessoa falar demais.” O que fazer? Bem, se não for possível evitar essas drogas, capriche na hidratação. “Quem usa muito a voz ou trabalha em ambientes com ar condicionado, que retira boa parte da umidade do ar, também deve beber muita água ao longo do dia”, indica a fonoaudióloga Mara Behlau, diretora do Centro de Estudos da Voz, em São Paulo.

Se apesar de todos os cuidados a voz teimar em falhar, não é uma boa idéia apelar para tratamentos paliativos, como pastilhas para a garganta e sprays. Diferentemente do que se pensa, esses recursos não resolvem o problema. Ao contrário, podem até piorá-lo. Não à toa. As cordas vocais ficam anestesiadas, a pessoa se sente mais confortável e acaba falando além da conta. A primeira medida para qualquer alteração de voz é simples: repouso. “Dá até para traçar um paralelo entre a voz judiada e um atleta que torce o tornozelo e, em vez de imobilizá-lo, prefere usar um medicamento anestésico para voltar ao jogo”, compara Eduardo Lutaif Dolci. “A lesão ficará ainda mais grave.” Portanto, prefira fazer alguns minutos de silêncio.
SONS CRISTALINOS Uma voz harmoniosa depende de uma série de hábitos.
O QUE FAZ BEM:

MAÇÃ E FRUTAS CÍTRICAS Elas são tonificantes e reduzem a viscosidade da saliva, o que ajuda a evitar o pigarro, capaz de machucar as cordas vocais.

UMA BOA NOITE DE SONO contribui para descansar essas estruturas depois de um dia cheio de falatório.

O REPOUSO VOCAL durante o dia também é recomendado para quem precisa falar horas a fio.

O QUE FAZ MAL:

CAFÉ, REFRIGERANTES, CHÁ PRETO. A cafeína resseca os tecidos das pregas vocais.

MEL, LEITE E CHOCOLATE. Eles aumentam a viscosidade do muco. Evite leite quando sentir que está pigarreando.

CONDIMENTOS FORTES e uso constante de própolis irritam a mucosa.

CIGARRO pode provocar câncer de laringe e, claro, leva àquela rouquidão típica dos fumantes.

FALAR MUITO ALTO ou cochichar também são hábitos capazes de lesionar as cordas vocais.

COMER DEMAIS E IR PARA A CAMA em seguida. Isso provoca refluxo, outro vilão.

TREINO AFINADO. O fonoaudiólogo bem que poderia ser considerado um personal trainer da voz. Afinal, ele domina técnicas capazes de dar uma guinada naquele timbre que é incompatível com a imagem de quem o emite. “São comuns os casos de pessoas cuja voz nada tem a ver com o porte físico ou a profissão que exerce”, lembra Márcia Toledo. Pense, por exemplo, num homem alto e cheio de músculos, mas com voz fininha, fininha. “Ela pode ser trabalhada”, garante Kennia Iumatti.

MANTENHA O TOM O que você deve evitar para manter a juventude da sua voz por muitos anos

1. NÃO SEGURE O TELEFONE ENTRE O OMBRO E O QUEIXO
As mãos ficam livres, mas isso exige mais de um lado das cordas vocais do que do outro. Esse desequilíbrio favorece o envelhecimento vocal com o tempo.

2. GRITAR EM SHOWS
Quem compete com o barulho ambiente pode acordar afônico no dia seguinte. O trauma nas cordas vocais provoca um inchaço semelhante ao que surge com uma gripe. E se ele for constante, já viu...

3. ALIMENTOS E BEBIDAS MUITO QUENTES OU GELADOS
O choque térmico danifica os vasos sangüíneos. Aprenda: tomar água em temperatura normal antes e depois atenua essa reação.

4. FALAR DURANTE A MALHAÇÃO
O bate-papo pressiona as cordas vocais e obriga a soltar o ar para que elas vibrem, o que acaba atrapalhando o fôlego.

5. BEBER ÁLCOOL
Ele resseca as cordas vocais. É melhor deixar de lado as bebidas destiladas. Se for bebericar, tome água entre um gole e outro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Cuidado com as Frituras!

Confesse: pastéis, batata e afins ficam uma delícia preparados desse jeito e podem fazer parte do cardápio de vez em quando. Mas com óleo reaproveitado jamais!
Ok., o pastel que sai da frigideira fumegante encharcado de gordura, como o que ilustra esta reportagem, pode ameaçar a saúde. Um estudo assinado por especialistas de diversas universidades espanholas chega para reforçar a acusação e apontar o elo entre as frituras e o aumento da circunferência abdominal, um problema associado ao infarto.
“Nesse tipo de preparação é contínua a exposição do óleo a fatores responsáveis por reações químicas”, conta a nutricionista Bianca Chimenti, do Instituto do Coração, em São Paulo. “E aí as moléculas de ácido graxo se transformam, passando de poliinsaturadas, que são benéficas, a saturadas, que só fazem mal. O processo pode até levar à temida gordura trans.”
Não raro o resultado de toda essa metamorfose afeta perigosamente o coração. Não custa lembrar que as gorduras saturadas e as do tipo trans aumentam a fração ruim do colesterol, o LDL, e fazem despencar a boa porção, que atende pelo nome de HDL — e isso torna os vasos sangüíneos vulneráveis ao entupimento. Para piorar, muitos nutrientes do óleo, como os ômegas-3 e 6, que protegem o sistema cardiovascular, acabam virando fumaça. Literalmente. “O aquecimento exagerado favorece essa perda”, explica o bioquímico Jorge Mancini, professor da Universidade de São Paulo.
Até mesmo o riquíssimo azeite de oliva sai com a boa fama chamuscada da frigideira. É que o calor faz os festejados compostos fenólicos simplesmente desaparecerem, cedendo espaço a uma concentração de moléculas oxidadas, nocivas às membranas celulares.
Só que essas reações são bem mais intensas quando o óleo fica tempo demais na frigideira ou, pior, é reaproveitado. Com um óleo novinho e uma preparação zás-trás, dá até para comer fritura vez ou outra. Só cuidado para não abusar na quantidade. Para você ter um idéia, uma escumadeira cheia de batata cozida fornece 68 calorias, enquanto a mesma quantidade da que passou por fritura apresenta nada menos do que 182.
No óleo velho ou naquele submetido a altas temperaturas por muito tempo, a concentração de substâncias nocivas aumenta e o risco de problemas também. “Durante o preparo, não adianta despejar óleo novo sobre o que já está na panela achando que assim a mistura fica mais saudável”, alerta Gláucia de Souza. Isso também provoca a deterioração do produto recém-saído da lata.
Ninguém vai banir iguarias fritas do cardápio para todo o sempre. Mas, por favor, se a vontade bater forte, pense na saúde do planeta e, depois de preparar sua receita, não despeje o líquido engordurado no ralo da pia. Esse péssimo hábito contamina os rios. Estimativas do Grupo Pão de Açúcar, que está à frente de um programa de proteção ambiental, dão conta de que cada litro de óleo jogado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de 1 milhão de litros de água! “Formam-se crostas de gordura na superfície, o que impede a passagem de luz e compromete a vegetação e os peixes nos rios”, alerta Adriano Ferreira Calhau, coordenador do Instituto Triângulo, uma ONG sediada em Santo André, na Grande São Paulo. Além de acabar com a vida aquática, os resquícios gordurentos podem formar uma espécie de capa oleosa que impermeabiliza o solo e dificulta o escoamento das chuvas, aumentando as chances de enchentes. Há quem desconfie, inclusive, que essa seja uma das causas das inundações na cidade de São Paulo.
TIPOS E TIPOS Uns mais, outros menos, todos os óleos de cozinha apresentam nutrientes essenciais CANOLA Aclamado como um dos óleos mais nobres, possui uma das maiores quantidades de ômega-3, uma molécula protetora dos vasos. SOJA Contém um bom percentual de ômega-6, substância que ajuda a regular os níveis de colesterol. MILHO Mais um bom fornecedor do ômega-6. GIRASSOL Oferece boas quantidades de ácidos graxos monoinsaturados, aliados das artérias.
FIQUE ESPERTO NA FEIRA Para quem não resiste a um pastel frito fora de casa, a dica é prestar muita atenção em alguns sinais de perigo para não acabar com uma baita diarréia. Quando a gordura é reutilizada além da conta, formam-se compostos químicos capazes de irritar a parede do intestino e levar ao desarranjo. “Se o óleo estiver escurecido, avermelhado ou marrom e ainda houver excesso de resíduos no fundo do tacho, está velho”, ensina a nutricionista Gláucia de Andrade Rolim de Souza, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Outra: espuma ou fumaça denunciam uma temperatura alta demais, que favorece a formação de radicais livres, moléculas perigosas para nossas células.

Saúde é Vital. Abril

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Cuide da sua Digestão

Os médicos garantem: a pressa do dia-a-dia é uma das maiores culpadas por um sistema digestivo que não funciona a contento. Mas há outros maus hábitos que precisam ser corrigidos. E você ganhará muito com isso.

Ao primeiro toque do despertador você pula da cama, se arruma e sai de casa correndo. Desfrutar de um belo desjejum nem passa pela cabeça. No almoço a ansiedade acelera as garfadas e encurta o tempo de mastigação. À tarde não há aquela paradinha para um lanche. E à noite, graças ao cansaço e à fome, a vontade é de atacar depressa tudo o que estiver à mesa ou na geladeira. Pois bem. Os especialistas afirmam que esse cenário, em que não há espaço para refeições balanceadas e tranqüilas, está por trás do aumento das queixas de problemas digestivos — e até da obesidade.

Os experts não se cansaram de bater nessa tecla em dois grandes eventos científicos recentes — a Semana de Doenças Digestivas, que juntou médicos do mundo inteiro em Washington, nos Estados Unidos, e o 34° Curso de Atualização em Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia, o Gastrão, que aconteceu na capital paulista no mês passado.
O corre-corre faz mal em dois sentidos. Além de atrapalhar as refeições em si, indica nervosismo e agitação, emoções que atrapalham, sim, a digestão. “Ela é regulada por uma rede de células nervosas interligadas com o cérebro, inclusive com aquelas áreas que têm a ver com os sentimentos”, descreve o gastrenterologista Ivan Cecconello, do Hospital das Clínicas de São Paulo, que foi o presidente do Gastrão deste ano. “Prova disso é que situações estressantes muitas vezes causam diarréia”, diz. A boa notícia, alardeada pelos médicos daqui e de lá, é que pequenas alterações no dia-a-dia podem fazer maravilhas e contribuir no tratamento dos males mais comuns. “Os remédios ajudam, mas, se não houver mudança de hábitos, o risco de os sintomas voltarem é grande”, enfatiza o gastrenterologista Orlando Ambrogini Júnior, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O estilo de vida — dizem em uníssono — influi diretamente no processo de absorção dos nutrientes. E, quando ele acontece direito, não é só a barriga que sai mais leve. Até o coração pode ser beneficiado. Está provado, por exemplo, que a má digestão favorece problemas com o colesterol, entre outros. Por isso, vale a pena prestar mais atenção nas reações do seu corpo depois de uma boa refeição.

PROBLEMAS INDIGESTOS Muitos males atacam os órgãos envolvidos na digestão. Conheça os mais comuns e saiba como tratá-los:

GASTRITE Queimação e dor de estômago são as principais queixas de quem sofre com essa inflamação da mucosa estomacal. O desconforto esporádico, porém, não é suficiente para o veredicto de gastrite. Só vale a pena marcar uma consulta médica quando ele dura mais de duas semanas. Para o diagnóstico o especialista pedirá uma endoscopia. As imagens obtidas no exame revelarão se o indivíduo tem um dos dois tipos mais comuns da doença, a aguda, provocada pelo consumo abusivo de álcool ou de remédios, por exemplo, ou a crônica, que tem como causas principais o estresse constante, o cigarro e o café. Uma bactéria, a Helicobacter pylori, também pode estar por trás do mal. “De qualquer forma, a dieta precisa sofrer mudanças”, avisa Orlando Ambrogini Júnior. “Alimentos ácidos, gorduras, cafeína e álcool devem ser banidos.” Os remédios só entram em cena se, apesar das alterações no cardápio, a dor não for embora.

ÚLCERA É uma ferida no estômago ou no duodeno, o início do intestino. Os sintomas são os mesmos da gastrite. Isso leva muita gente a imaginar, erroneamente, digase, que as lesões provocadas pela úlcera resultaram da evolução do processo inflamatório nas paredes do estômago. Para aumentar a confusão, as causas dos dois problemas — uso prolongado de alguns remédios e ação da Helicobacter pylori — são semelhantes. Fatores como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o cigarro também podem contribuir para o desenvolvimento da úlcera. O tratamento, em princípio, é medicamentoso. A cirurgia só é cogitada se os remédios não surtirem o efeito esperado ou se houver complicações, como uma perfuração ou suspeita de câncer.

AZIA Quem é que nunca sentiu aquela queimação depois de uma refeição muito pesada? A azia acontece quando parte do alimento que estava no estômago retorna para o esôfago e traz consigo os ácidos usados na digestão. Em geral o desconforto surge quando comemos demais. Isso porque a grande quantidade de alimento, juntamente com o ar que entra pela boca naturalmente enquanto mastigamos, faz muita pressão no esfíncter, a válvula que liga o esôfago ao estômago. Quando a azia aparece de vez em quando, tudo bem. Aí basta um antiácido para acabar com o mal-estar.

REFLUXO Se a azia é freqüente, ou seja, dá as caras pelo menos uma vez por semana, é bem provável que seja provocada pelo refluxo gastroesofágico. “Trata-se de um defeito no esfíncter, que não trabalha de maneira eficiente”, explica o gastrenterologista e nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. “O problema pode ser congênito ou provocado por fatores como obesidade”, acrescenta Ivan Cecconello. Daí, vira e mexe as paredes do esôfago são agredidas pelos ácidos que estão misturados à comida. “Isso pode provocar dor e até rouquidão”, diz Cukier. Em casos mais graves há risco de infl amação no esôfago, a esofagite, e até de um câncer. O refl uxo costuma ser controlado com drogas e ajustes na dieta. Em alguns casos, no entanto, uma cirurgia pode ser necessária.

CONSTIPAÇÃO Trata-se da famosa prisão de ventre. “O normal é evacuar diariamente”, afirma o gastrenterologista e cirurgião do aparelho digestivo Carlos José Lazzarini Mendes, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Se as idas ao banheiro forem espaçadas demais, é preciso analisar os hábitos que podem estar contribuindo para o intestino preguiçoso”, opina Mendes. Algumas pessoas, principalmente as mulheres, evitam utilizar o vaso sanitário em qualquer lugar e, com o tempo, é como se o intestino perdesse o hábito de se movimentar. Sim, porque ele produz movimentos para empurrar os alimentos.
Já quem apresenta prisão de ventre passageira quando viaja não precisa esquentar a cabeça. Isso é considerado uma reação normal em organismos mais sensíveis a mudanças de rotina. Quem tem o problema no dia-a-dia, porém, precisa procurar ajuda. “A prática de exercícios físicos ajuda a resolver a situação, porque aumenta o fluxo sangüíneo no abdômen e estimula os tais movimentos intestinais”, garante Celso Cukier.

FLATULÊNCIA O incômodo provocado pelo excesso de gases vai muito além de situações vexatórias. Por sua causa a barriga incha, aparecem cólicas abdominais e às vezes uma dor tão forte no peito que chega a ser confundida com uma angina. Os gases podem se formar tanto em razão do ar que ingerimos junto com a comida, a bebida ou mesmo durante um bate-papo como pela ação das bactérias que fermentam os alimentos durante a digestão. Alguns cuidados diminuem a probabilidade do desconforto. “Comer devagar e moderar o consumo de alimentos que provocam mais fermentação, como o feijão e a lentilha, ajudam muito”, exemplifi ca Ivan Cecconelo. Certos remédios dão alívio, porque diminuem a agregação das bolhas de ar, que fi cam fracas e estouram dentro do organismo. Não adianta, porém, consumi-los a torto e a direito sem mudar alguns hábitos.

DIARRÉIA Ela pode ser causada por um alimento que não caiu bem. Ou por microorganismos, como bactérias e vírus, capazes de alterar o funcionamento do intestino. No entanto, algumas doenças inflamatórias no próprio órgão às vezes têm culpa no cartório. “Caso a disfunção perdure por cerca de 48 horas, evite gorduras e açúcares e beba bastante líquido, principalmente os isotônicos”, aconselha Carlos José Lazzarini Mendes. “Se mesmo assim o desarranjo persistir ou então se notar um pouco de sangue e ainda surgir febre, procure depressa um especialista”, alerta. “Em circunstância nenhuma tome remédios para estancar a diarréia ou analgésicos sem a supervisão de um médico”, aconselha. “Isso pode esconder os sintomas e mascarar um problema mais sério.”

HEMORRÓIDAS “Elas consistem na dilatação dos vasos sangüíneos do reto e do canal do ânus”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Marçal Rossi, de São Paulo. “Embora as causas não sejam totalmente conhecidas, já se sabe que podem ser provocadas pela prisão de ventre”, conta Rossi. As hemorróidas apresentam-se em quatro graus. As do primeiro são internas. As do segundo chegam a se projetar para fora do corpo, mas voltam espontaneamente. As do terceiro só retornam com um empurrãozinho de um especialista. Finalmente, no quarto grau, a mucosa do ânus fica exposta e o tratamento deve ser cirúrgico. O sintoma mais comum sempre é o sangramento, sem contar a sensação de coceira ou ardor.

6 ATITUDES PARA A COMIDA CAIR BEM O que você deve fazer para digerir direito uma refeição
1 – Concentre-se no que está comendo. Isso é primordial.
2 - Faça as refeições em locais tranqüilos.
3 - Estabeleça um horário relativamente fixo para o café da manhã, o almoço e o jantar. Seu corpo gosta dessa disciplina.
4 - Não fique mais do que seis horas em jejum.
5 - Evite tomar muito líquido junto com a comida.
6 – Não faça lanches pesados antes de ir para a ginástica ou para a cama.

O QUE CAI BEM. Alguns alimentos são nossos aliados na batalha contra os problemas gastrintestinais:

IOGURTE: ajuda a curar diarréias. Um pote por dia já é o sufi ciente para prevenir a encrenca.• GENGIBRE: mastigá-lo cru ou usá-lo na forma de chá é uma ótima opção contra o enjôo. Mas essa dica não vale para o mal-estar matinal das grávidas.
BANANA: substâncias dessa fruta formam uma espécie de filme protetor na parede do estômago, diminuindo os ataques da acidez.
AMEIXA E PÊRA: eis aqui duas frutas com uma excelente combinação de fibras para combater a prisão de ventre.
CHÁ VERDE: tomado logo após as refeições, é um ótimo antiácido.
ARROZ: por ter pouca proteína, ele vai rapidamente para o intestino sem liberar muito ácido no estômago, o que evita que a azia piore quando a pessoa está em plena crise.

O QUE CAI MAL. Guarde bem a lista de alimentos abaixo e modere o consumo:

FRITURAS: a gordura dificulta a digestão e pode provocar a sensação de estômago pesado.
FRUTAS MUITO ÁCIDAS: elas aumentam a produção de sucos digestivos, provocando azia ou dor de estômago.
CARNES GORDUROSAS: a grande quantidade de proteína torna a digestão mais lenta. Se tiver gordura então...
SAL EM EXCESSO: estudos apontam que pode provocar câncer de estômago, além de aumentar a atividade da Helicobacter pylori.
BEBIDAS ALCOÓLICAS: agridem a mucosa estomacal e sobrecarregam o fígado. Para quem sofre com refl uxo é pior ainda, pois elas irritam o esôfago e relaxam o esfíncter.

Revista Saúde.

Coma mais Amêndoas

Esta fruta e outras oleaginosas deliciosas e funcionais são consideradas uma rica fonte de proteína vegetal. Por exemplo: 20 gramas de castanhascontêm em média 3 gramas de proteína, o que equivale a duas colheres de sopa de feijão ou 15 gramas de frango. As vantagens não param por aí.
Armas secretas: proteína, gorduras monoinsaturadas, vitamina E, folato (nos amendoins),> bras, magnésio, fósforo e selênio (na castanha-do-pará).
Lutam contra: obesidade, doenças cardíacas, perda de massa muscular e câncer.
Aliados: sementes de abóbora, sementes de girassol e abacate.
Vilões: versões salgadas e torradas têm mais sódio, que aumenta a pressão sangüínea.

BARRA DE CEREAIS CASEIRA

O QUE VOCÊ PRECISA:
200 g de aveia em flocos
100 g de damascos secos
50 g de sementes de linhaça
50 g de amêndoas
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de chá de canela
1 colher de sopa de azeite extra virgem

COMO FAZER:
Em uma panela esquente o azeite em fogo baixo e adicione a aveia até ficar dourada. Misture os outros ingredientes e coloque o mel. Quando o mel derreter, mexa tudo muito bem para que ele dê liga. Com a ajuda de uma espátula, vá formando dez barrinhas e tire-as do fogo. Guarde as barras quentes em sacos herméticos com fecho e deixe esfriar.

Cuide da Garganta

Diga ahhhh...
Sua garganta volta e meia dá problemas. Veja os principais sintomas, por que ocorrem e o que fazer em cada caso.

Sintoma: dor constante
Significado: as fibras nervosas da faringe reagem a uma inflamação devido à ação de vírus ou bactérias.
Remédio: se a dor estiver forte, procure um médico.A infecção pode levar à febre. Antibióticos resolvem.

Sintoma: pigarro ou tosse
Significado: terminações nervosas reagem a uma infecção e despertam os receptores da tosse.
Remédio: gargarejo com água e sal e uso de medicamento prescrito pelo médico.
Sintoma: rouquidão ou falta de voz
Significado: laringite ou inflamação nas cordas vocais, comumente causada por infecção viral.
Remédio: vírus é combatido com medicamento. Sussurrar pode ser mais prejudicial do que falar.
Sintoma: tosse com muco
Significado: infecção causada pela inflamação nos brônquios. Você gera muco (catarro) para se livrar dela.
Remédio: o mesmo que para o pigarro. O uso de expectorante sugerido pelo médico vai ajudá-lo.
Sintoma: inflamação dos nódulos linfáticos
Signifi cado: um vírus agressivo ou uma infecção por mononucleose. Seus nódulos estão trabalhando demais para defender seu corpo da doença.
Remédio: consulte um médico para um exame.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Mitos sobre o inverno

Na semana passada, boa parte dos brasileiros teve que enfrentar as temperaturas mais baixas do ano. Além do frio, o inverno traz também outros problemas, como a diminuição da umidade do ar. Para ajudar a enfrentar os quase dois meses que ainda restam da estação fria, o G1 ouviu o médico pneumologista Edimar Pedrosa Gomes, da Universidade Federal de Juiz de Fora. Gomes respondeu o que é mito e o que é verdade na hora de se proteger do frio. Confira!

Tomar banho muito quente mesmo durante o inverno faz mal?

Verdade! Os banhos quentes, independente da estação do ano, causam o ressecamento da pele por eliminar, com a ajuda do uso de sabonetes, uma camada protetora e superficial da pele rica em gordura, que serve como proteção. Aliado ao clima frio e ao vento, o problema se agrava. Os banhos não devem ser muito prolongados (mais de 20 minutos) e a temperatura deve variar entre os 29° a 37°.

No inverno, o clima fica mais seco. Colocar baldes de água pela casa realmente funciona?

Mito! Na verdade, a utilização de baldes ou toalhas molhadas no interior de residências surte pouco efeito no aumento da umidade do ar, uma vez que a evaporação é lenta. O uso de vaporizadores ou mesmo de água quente do chuveiro é mais indicado.

A maioria dos aquecedores de ar também é desumidificadora. Seu uso faz mal para a saúde?

Verdade! Todo tipo de aquecedor que cause a redução da umidade do ar pode aumentar o ressecamento de mucosas e a transmissão de microrganismos. O ideal é o uso de aquecedores que não causem redução da umidade do ar ou aquecer os ambientes, mas mantendo uma porta ou janela aberta.

É verdade que o frio dá mais fome? Nosso corpo precisa de mais comida no inverno?

Verdade! O corpo humano é homeotérmico, ou seja, necessita manter uma temperatura constante. No inverno, com a perda de energia para o meio externo, o organismo humano acaba necessitando de mais calorias, o que acaba sendo interpretado, pelo cérebro, como uma necessidade maior de alimento. Como temos alimentos à nossa disposição ricos em calorias, o risco é que antes de usarmos nossas reservas calóricas (gorduras), acabemos por adquirir uns quilinhos a mais com a ingestão maior de alimentos. O ideal é manter a prática de exercícios físicos e uma dieta equilibrada mesmo no inverno.

Estamos livres da desidratação no inverno?

Mito! Um adulto de 70 kg deve ingerir diariamente em torno de 2,5l de água. Apesar de, no inverno, reduzirmos perdas como o suor, continuamos a eliminar líquido, como na urina. Por isso, a dica é ingerir líquidos, mesmo sem sede.

Há perigo em tomar gelado no inverno? Tomar sorvete realmente dá dor de garganta?

Mito! Algumas pessoas, devido à sensibilidade maior que apresentam, podem sentir dor após a exposição a alimentos frios, mas os verdadeiros motivos são desconhecidos.

A vitamina C durante o inverno realmente diminui o risco de gripe?

Mito! Embora seja uma crença popular, não há comprovação científica de que a vitamina C seja capaz de reduzir a ocorrência de gripes e resfriados.

É preciso usar filtro solar no inverno?

Verdade! O uso de filtro solar independe da temperatura ambiente, e sim do nível de exposição à luz solar, que é até maior no inverno, com dias menos nublados e maiores índices de poluição.

Edredon é melhor que cobertor de pêlo?

Para algumas pessoas! Para portadoras de doenças alérgicas como asma e rinite, o uso de cobertores de pêlo pode aumentar a exposição a ácaros, poeiras, desencadeando os sintomas destas doenças. Alguns indivíduos apresentam maior sensibilidade à lã, podendo também provocar sintomas dessas doenças alérgicas.
Fonte: Edimar Gomes, da Universidade Federal de Juiz de Fora. Globo.com

segunda-feira, 16 de julho de 2007

A importância dos exercícios abdominais para a manutenção saúde da coluna

Durante a realização de atividades diárias, (caminhada, corridas, carregamento de pesos), a coluna vertebral está constantemente submetida a forças compressivas de tensão, de torção e de cisalhamento (ADAMS et al., 1994). Estas forças são distribuídas ao longo da coluna vertebral através de um eficiente sistema biomecânico, constituído por vértebras, ligamentos, músculos e discos (WATKINS, 1999). Entre estas estruturas da coluna vertebral, os discos intervertebrais realizam um papel fundamental na absorção e distribuição destas forças. Os discos funcionam como um sistema visco-elástico que quando submetidos a forças de compressão deformam-se radialmente e o fluído contido no núcleo pulposo e ânulo fibroso são expelidos (ADAMS e HUTTON, 1983). A combinação destes mecanismos faz com que os discos intervertebrais percam a altura e causem uma redução no comprimento da coluna (REILLY, et al.1984).Quando as cargas compressivas são removidas ou reduzidas, os discos intervertebrais reabsorvem fluido e gradativamente retornam à sua altura inicial (KAPANDJI, 2000) e permitem que os sujeitos recuperem o comprimento da coluna vertebral e do corpo (estatura). As variações no comprimento da coluna vertebral, decorrentes de diferentes tipos de forças ou cargas podem ser quantificados através de medidas de pequenas variações na estatura - estadiometria (EKLUND e CORLETT 1984, VAN DIEËN et al. 1994). Vários estudos têm descrito que as deformações dos discos intervertebrais são proporcionais à magnitude das forças impostas sobre a coluna vertebral (TYRRELL et al. 1985 LEATT et al. 1986 ALTHOFF et al. 1992 Rodacki et al. 2000).Os músculos também realizam um papel relevante na absorção de forças e estabilização da coluna vertebral durante as atividades do cotidiano. Por exemplo, quando os músculos flexores e extensores do tronco são fortalecidos há um aumento na pressão intra-abdominal, a qual estabiliza e reduz o estresse aplicado a coluna (WATKINS, 1999). Desta forma um equilíbrio de força entre os músculos flexores e extensores do tronco auxilia na manutenção da boa postura e na redução das sobrecargas nos discos intervertebrais e nas estruturas mais sensíveis da coluna vertebral. A força destes músculos tem sido descrita como um importante fator na prevenção de problemas de dores nas costas. Os músculos flexores do tronco fracos têm sido associados com a incidência de lombalgias, por exemplo se os abdominais são fracos, além da redução da pressão intra-abdominal, há pouco controle sobre a pelve desencadeando uma postura hiperlordótica, a qual sobrecarrega indevidamente as articulações apofisárias posteriores e o disco intervertebral (WATKINS, 1999). Borenstein et al (1995) descreve a importância do fortalecimento dos músculos flexores do tronco para a manutenção de uma boa postura e na prevenção de lesões na coluna vertebral. A forma mais adequada de fortalecer os músculos abdominais é através do exercício abdominal. Os exercícios abdominais são executados em uma posição deitada (similar à posição utilizada para a descompressão da coluna vertebral, onde as forças compressivas são reduzidas), Porém deve -se observar os exercícios abdominais realizados com os coluna totalmente retificada a qual produz uma redução na curvatura da lordose, forçando a pelve posteriormente. O resultado da redução da lordose causa um aumento na pressão do disco intervertebral, ocasionando desta forma uma maior sobrecarga na coluna vertebral durante a prática destes exercícios (HAMILL e KNUTZEN, 1999). De fato vários estudos sugerem que os abdominais devem ser avaliados de acordo com sua efetividade, segurança (Plowman, 1992 HAMILL e KNUTZEN, 1999 ).Clinicas de reabilitação apresentam diferentes enfoques para o tratamento de dores na coluna, porém o método desenvolvido por Joseph Pilates vem sendo utilizado com um meio alternativo para devolver a funcionalidade às pessoas que sofrem de problemas de coluna (Comerford&Mottram,2001), e que não necessitem intervenções clinicas. No método Pilates existe uma variedade de exercícios que auxiliam o fortalecimento dos músculos abdominais. Desta forma essa e uma das razões pela qual muitas pessoas começam a utilizar o Pilates tanto para o tratamento quanto para a profilaxia de dores nas costas, aumentando a já grande legião de aficionados pelo método.

terça-feira, 26 de junho de 2007

A vantagem de ser Vegetariano

Nos últimos anos, extensivos estudos médicos têm provado que os Ocidentais seguem uma dieta com quantidade excessiva de açúcares, proteínas, gorduras saturadas, colesterol, pesticidas e com poucas fibras. Este tipo de dieta causa várias doênças e elevados custos médicos. Aqueles que seguem uma alimentação rica em carnes onde consomem várias vezes mais proteínas do que as que são necessárias morrem mais cedo. Essas proteínas extras não só são um desperdício como causam doenças desnecessárias. O consumo exagerado de produtos animais na dieta ocidental é responsável, em parte ou na totalidade, pelo alto índice de morte causadas pelas seguintes doenças: ataque cardíaco, artrite, câncer de mama, câncer de próstata, câncer do cólon, osteoporose, diabetes, asma, pedra nos rins, impotência e obesidade. Os vegetarianos são, por regra, mais saudáveis, como comprovam vários estudos (da American Dietetic Association and Dietitians of Canada ou do PCRM - Phisicians Committee for Responsible Medicine - http://www.pcrm.org/ , por exemplo). Com uma alimentação isenta de produtos animais é possível obter todos os nutrientes (excepção da B12) - como já escrevi no artigo anterior, necessária ao bom funcionamento do organismo. A chave de uma alimentação vegetariana está, pois, na variedade e em saber combinar os alimentos. Os vegetarianos escolhem uma dieta menos poluída com toxinas e, também, em venenos como o mercúrio, que polui as águas do mar e dos rios. Nenhum vegetariano precisa se preocupar com a vaca louca, a febre aftosa, os hormônios das galinhas ou o colesterol da carne de porco ou da pele dos frangos. Os peixes, que até bem pouco eram considerados uma alternativa mais saudável do que a carne, também não escapam às agressões ambientais. Pior ainda é que estes não têm um sistema de eliminação capaz de expelir as toxinas que ingerem nas águas poluídas em que vivem. Portanto, quem come peixe está inevitavelmente também ingerindo toxinas.

Doenças cardíacas: Uma das maiores vantagens que se pode ter ao diminuir o consumo de produtos de origem animal é a redução do risco de doenças cardíacas. As doenças do coração são uma das principais causas de morte nos países que mantêm um consumo alto de produtos de origem animal. Só os Estados Unidos gastam anualmente cerca de 100 biliões de dólares no tratamento de doenças cardíacas. E a cada 45 segundos, nesse mesmo país, ocorrem mortes devido a ataques cardíacos. É principalmente nas carnes magras que mais se encontra colesterol (que, consequentemente, aumenta o risco de doenças coronárias), embora possa parecer razoável o contrário. Os legumes, os grãos, os vegetais e as frutas são alimentos totalmente isentos de colesterol (este é exclusivamente de origem animal, e não está presente em nenhum produto exclusivamente vegetal). Alguns números sobre a média de risco de morte por ataque cardíaco: Em homens americanos que consomem carne é de 50%. Em homens americanos que não comem carnes é de 15%. Em homens americanos que não consomem carne, ovos ou produtos lácteos é de 4%.

Câncer: O risco de contrair muitas das formas de câncer pode ser reduzido com a diminuição do consumo de produtos que contêm alta quantidade de gorduras animais. Na Inglaterra, onde os vegetarianos já têm desconto no seguro de vida, o Journal of National Medicine (principal órgão técnico-informativo britânico sobre saúde) publicou um estudo que prova que os vegetarianos têm menos 40% de probabilidades de desenvolver câncer ou doenças cardíacas, se comparados aos que comem carne. O grupo de pesquisadores comparou 6115 vegetarianos com 5015 carnívoros, ao longo de 12 anos. O objetivo era constatar se a dieta vegetariana é capaz de reduzir o risco de morte prematura. Depois de incluírem variantes como tabaco, grau de obesidade e classe social, os pesquisadores concluíram que a dieta à base de verduras reduziu efectivamente o risco de câncer e de doenças cardíacas. Por exemplo: Aumenta-se o risco do câncer da mama em mais 2,8 ao comerem ovos e produtos lácteos uma vez por semana. Aumenta mais 3,2 vezes o risco de ter câncer de mama ao se comer manteiga e queijo 2 a 4 vezes por semana. Aumenta em 3 a 8 vezes mais o risco de ter câncer de mama a mulher ao comer carne pelo menos uma vez por semana. Aumenta mais 3,6 vezes o risco de ter câncer dos ovários a mulher que consome 3 ou mais ovos durante a semana. Aumenta em 3 vezes mais o risco de câncer na próstata o homem que consome carne, ovos e produtos lácteos.

Nota:
“Cristo deu a seu povo definidas instruções acerca de seus hábitos de vida, e assegurou-lhe:"E o Senhor de ti desviará toda enfermidade." Deut. 7:15. Quando cumpriam as condições, verificavam-se as promessas. "Entre as suas tribos não houve um só enfermo." Sal. 105:37.

Sobre as Carnes:
“Verduras, frutas e cereais, devem constituir nosso regime. Nem uma grama de carne deve entrar em nosso estômago.” *CSRA, p. 380
“Os animais estão doentes, e participando de sua carne, plantamos as sementes de enfermidades em nossos tecidos e sangue.” *CSRA, p. 386

* Livro: Conselho Sobre Regime Alimentar E.G.W

domingo, 17 de junho de 2007

Carência de B12 em Vegetarianos Estritos.

Os principais tipos de dieta vegetariana são: Vegetarianismo estrito - evitam o consumo de todos os produtos animais incluindo ovos, leite e queijo. Os seguidores deste tipo de dietas também são conhecidos como veganos. Ovo-lacto-vegetarianismo - Essa prática proíbe a ingestão de todas as carnes, porém permite o consumo de produtos animais como ovos e leite. Lacto-vegetarianismo - Elimina a ingestão de todas as carnes, mas permite o consumo de leite e seus derivados, como queijo, manteiga e iogurte. Ovo-vegetarianismo - proíbe o consumo de carnes, mas permite comer ovos.

Estatísticas indicam que pessoas que seguem as dietas vegetarianas têm menor incidência de contrair doenças cardíacas, câncer e osteoporose.
A American Dietetic Association diz que: "embora fatores não relacionados à dieta, como atividade física e abstinência do fumo e álcool, possam ter um papel importante, a dieta [sem carne, vegetariana] é claramente um fator" que contribui para a redução das taxas de várias doenças degenerativas. Pesquisadores como Dean Ornish têm obtido bons resultados no tratamento de pacientes cardíacos com dieta vegetariana estrita, exercício físico e programa de redução de Stress. Há também aspectos nutricionais que encorajam o consumo de frutas, vegetais e cereais e a diminuição de carnes e gorduras. Mas atenção, para os vegetarianos estritos, há o risco de deficiência de vitamina B12, enquanto que quase todos os alimentos animais contêm boas quantidades de B12, os vegetais não são fonte desta vitamina. A vitamina B12 é armazenada no corpo por vários meses, então os sintomas de deficiência desta vitamina, que podem ser severos, não aparecem imediatamente após entrar numa dieta vegetariana estrita. Alguns nutrientes importantes (aminoácidos, gorduras, vitaminas A, D, K e E) estão presentes em boas quantidades nas carnes, porém uma dieta vegetariana pode ser elaborada de modo a contê-los também. A American Dietetic Association afirma que: "fontes de proteína vegetal podem fornecer sozinhas as quantidades adequadas de aminoácidos se uma boa variedade de alimentos vegetais for consumida e as necessidades de energia forem atendidas". Entretanto, é importante que os vegetarianos estejam atentos à sua ingestão de proteínas, vitamina B12 e outros nutrientes. Como qualquer dieta, as que eliminam produtos animais precisam ser balanceadas e incluir boa variedade de alimentos. As deficiências de vitamina B12 podem provocar lesões irreversíveis do sistema nervoso causadas pela morte de neurônios. Os sintomas neurológicos são os mais variados e decorrem da morte ou perda de função das células atingidas nos mais diferentes setores do cérebro e medula. As alterações neurológicas podem acontecer mesmo não havendo ainda anemia.

A B12 É essencial para o metabolismo normal de todas as células, especialmente as do trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso, co-fator no sistema de defesa antioxidante.

Os principais problemas causados pela carência de B12 são:
fraqueza e cansaço excessivos, entorpecimento, formigação e queimação dos pés, pontadas nas mãos e pés, rigidez e fraqueza generalizada das pernas, pouca coordenação muscular, incapacidade de manter o equilíbrio ao caminhar, diminuição da sensação de vibração e posição, memórias de curto prazo e recente prejudicadas, raciocínio prejudicado e depressão podem estar presentes, memória precária, alucinações, distúrbios do humor, irritabilidade, irregularidade do ciclo menstrual.

As taxas ideias de Vitamina B12 por pessoa são:
Normal: 300 - 800 [pg/ml]
Deficiência: < 150 Metabolismo prejudicado por deficiência em vitamina B12)
Deficiência: < 100 Comprometimento Clínico (Anemia por deficiência de B12)

Suplementos: Via Oral: Comprimidos de 5000 [mcg]: Absorção por simples difusão - Apróx. 1 % da dose - 50 [mcg]. (Citoneurin 5000 / Vitatonus 5000)

Dependendo da atividade fisica e mental exigida, de 2 a 4 comprimidos por mês.

Material extraido do Seminário Saúde e Estilo de Vida. (IASD Central de Salvador 9 a 16 de Junho de 2007).
Palestrante e Pesquisador: Dr. Manuel Antônio Tápia.
Diretora de Saúde e Temperança: Kismary Reis.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Alimentos Envenenados

Nove alimentos têm agrotóxicos fora dos padrões permitidos. A conclusão é de estudo da Agência de Vigilância Sanitária(Anvisa), divulgado ontem. Não é só má fama. Os morangos consumidos no País de fato têm agrotóxicos fora dos padrões permitidos. E antes fosse só essa fruta. Alface, batata, cenoura, laranja, maçã, mamão e tomate estão na mesma situação. A comprovação foi divulgada pela Anvisa. Ano a ano, desde 2001, Anvisa, centros de Vigilância Sanitária de 12 Estados e laboratórios especializados, como o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo , o Instituto Tecnológico de Pernambuco e o Instituto Otávio Magalhães de Minas Gerais, analisam amostras de nove tipos de alimentos. "Escolhemos os alimentos mais suscetíveis ao agrotóxico", diz Luiz Cláudio Meirelles, gerente-geral de toxicologia da Anvisa.

Foram analisadas 4.345 amostras coletadas em grandes redes de supermercados (no mínimo quatro em cada Estado ), entre elas Pão de Açúcar, Carrefour, Extra e Bom Preço. No total, são 92 tipos de agrotóxicos testados. As irregularidades foram classificadas em dois tipos: quando os limites de tolerância ao agrotóxico são excedidos e quando o agrotóxico encontrado não é permitido para aquele alimento. A maioria analisada, 80% dos casos, se encaixou no segundo tipo."Para a saúde, não faz diferença se o resíduo está acima do normal ou é proibido para o alimento, o mal é o mesmo", alerta Meirelles. A maioria dos agrotóxicos é atraída pelas membranas celulares do organismo humano. Além de preservar a célula, a membrana tem a função de regular tudo que passa por ela, como glicose e aminoácidos.

"O agrotóxico gruda nas membranas, desestruturando suas funções", explica Paulo Olzon, chefe da Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo. "Mesmo com alta capacidade de regeneração, a membrana pode não suportar a ação constante do agrotóxico. As piores conseqüências são doenças como câncer e mal de Parkinson." A boa notícia, se é que dá para dizer que se trata de uma boa notícia, é que a média total de amostras problemáticas analisadas vem diminuindo um pouco. Das amostras testadas desde de 2002 com 15% vem diminuindo cerca de 2% ao ano. "Só dá para ficar satisfeito com 0%", conclui Meirelles.

O trabalho da Anvisa não tem como objetivo fiscalizar diretamente os produtores. Indiretamente, talvez sim, já que os supermercados têm acesso aos nomes dos produtores dos alimentos testados. "O brasileiro está exposto a um risco sanitário inaceitável pelo mau uso dos agrotóxicos", diz Sezifredo Paz, coordenador do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). "O programa da Anvisa é importante, já que traça um panorama de contaminação de alimentos in natura. Mas ainda não serve como instrumento de defesa para o consumidor. Para que isso ocorra, o tempo entre a coleta dos alimentos e a avaliação deve ser mais curto e os nomes dos produtores, divulgados abertamente. "

Fonte: Estado de São Paulo