quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Conheça o poder de cascas, talos e folhas.

Um cardápio no qual se aproveitam talos, cascas e folhas pode parecer estranho. Mas um estudo concluído recentemente pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), encomendado pelo Sesi-SP, pode fazer com que as donas de casa revejam a atitude de jogar fora essas partes "não-comestíveis" de frutas, verduras e legumes. A pesquisa analisou 19 alimentos e comprovou que, em muitos casos, os itens geralmente descartados podem ter tantos ou até mais nutrientes que a polpa e a semente de frutas e das verduras, ou a folhagem de vegetais.

Um dos resultados que mais surpreendeu foi sobre a cenoura. "A rama e a casca são muito mais nutritivas que a polpa. Em 100 gramas da rama há quatro vezes mais proteína, três vezes mais vitamina C e quantidade ainda maior de ferro do que na polpa", destaca a nutricionista Tereza Watanabe, do Sesi-SP. "O fato é que, nas feiras, os vendedores sempre perguntam se queremos levar cenouras com ou sem rama. A cada dez pessoas, nove preferem sem. Infelizmente, falta conhecimento à população", comenta Tereza. Outro resultado surpreendente é em relação ao potássio. "Geralmente, as pessoas associam a banana como a principal fonte de potássio. No entanto, descobrimos que 100 gramas da casca do pepino é ainda mais rica em potássio que a fruta. Além disso, a casca do pepino é riquíssima em fibras, o que torna a digestão mais fácil", diz Tereza.

A professora da Unesp, Giuseppina Pace Pereira Lima, destaca que 60% do lixo produzido no Brasil é orgânico. "Nosso lixo é o mais rico do mundo. Não podemos pensar que sementes de abóbora ou folhas do brócolis, por exemplo, são jogadas fora", diz. Ela ainda cita que o reaproveitamento de alimentos deveria ser adotado em programas para a população de baixa renda. "Tudo pode ser aproveitado. Além de se diminuir gastos com a alimentação, a saúde do brasileiro só tem a agradecer", finaliza. Lavagem com água corrente e uso de cloro são indispensáveis. A diretora de alimentação do Sesi-SP, Tereza Watanabe, destaca os cuidados com a higienização dos alimentos. "Eles devem ser bem lavados em água corrente e deixados de molho por pelo menos 15 minutos em água clorada", diz. Mas ela destaca que é preciso ter cuidado na dosagem de cloro. "Deve-se colocar somente uma colher (sopa) de água sanitária (com 2% a 2,5 % de hipoclorito na formulação) para cada litro de água", ensina Tereza.

A nutricionista lembra que as cascas e os talos dos alimentos devem ser consumidos de preferência crus. "Ao cozinhá-los, perde-se uma parte dos nutrientes", explica Tereza Watanabe. E ela dá a dica: "As cascas fatiadas ou raladas são ideais para serem adicionadas em saladas". Já sobre as sementes de abóbora a especialista destaca que podem ser consumidas como petiscos. "As sementes devem ser assadas no forno. Ficam gostosas e são nutritivas. A concentração de proteínas em 100 gramas de sementes é 10 vezes maior que a da polpa da abóbora."

terça-feira, 7 de outubro de 2008

9 motivos sérios para perder a barriga

Conheça razões, muito além da estética, para dar adeus à gordura que se instala no ventre e as medidas essenciais para eliminá-la de uma vez por todas.

O abdômen avantajado se tornou o símbolo do que muitos cientistas e profissionais de saúde acreditam ser um dos males mais proeminentes do século 21: a síndrome metabólica, uma conjugação de problemas que, além da dura barriga de "chope", engloba o colesterol alto, a hipertensão e o diabete. A famosa pança, no entanto, é apenas a ponta do iceberg. A gordura que estufa o ventre e se esconde entre órgãos como fígado e intestino é capaz de fazer naufragar o organismo. Chamada de visceral, é como se ela se depositasse no lugar errado, diz a endocrinologista Maria Teresa Zanella, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Sob aqueles pneuzinhos que teimam em escapar da calça e que não são, atenção, formados de gordura visceral em si pode se esconder essa ameaça. Daí a associação entre as medidas e a gordureba entre as vísceras. Mas dá para enxugar a cintura e exterminar o perigo. Vamos explicar aqui por que é preciso dar um fim à barriga e mostra as estratégias mais certeiras para desinflá-la.
1. ELA CAUSA DIABETES
Diferentemente de muita gente barriguda até os magros podem ser barrigudos, lembre-se disso, as células que estocam gordura na região abdominal não costumam ser sedentárias. São mais ativas do que se imagina. Nessa região, elas vivem fabricando substâncias que destrambelham algumas funções do organismo. Além disso, sua gordura tem a capacidade de migrar e fixar moradia em locais como o fígado. Ali, está por trás de alterações que deixam essa glândula confusa, deflagrando uma produção excessiva de glicose. Para suprir a necessidade de insulina, o hormônio que bota todo esse açúcar para dentro das células, entra em cena o pâncreas, que enlouquece na tentativa de atender à enorme demanda. Mas essa gordura estocada no ventre também promove a liberação de muitos ácidos graxos livres, explica o endocrinologista Marcos Tambascia, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. E eles, por sua vez, impedem a ação correta da insulina, completa. Daí, como a substância não consegue cumprir sua missão, sobra açúcar e abrem-se as portas ao diabete tipo 2.

2.FAVORECE A HIPERTENSÃO
O corpo que exibe uma barriga saliente fica refém de um verdadeiro efeito dominó. Para dar cabo de tanta glicose correndo pelas veias conseqüência número um da cintura larga, o organismo intensifica cada vez mais a produção de insulina, até não dar mais conta do recado. A elevação dos níveis desse hormônio acarreta um aumento da atividade do sistema nervoso simpático, que ordena uma maior contração dos vasos sangüíneos, explica Maria Teresa. Sem contar que os rins passam a reabsorver mais sódio. O resultado desse combinado: a pressão vai às alturas.
3. AUMENTA O RISCO DE INFARTO E DERRAME
As células gordurosas localizadas na barriga produzem substâncias inflamatórias relacionadas a doenças cardiovasculares, afirma o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo. Nas pessoas com cintura farta, há geralmente gordura em demasia na circulação. Nesse cenário, predominam moléculas de LDL, o colesterol ruim. Elas podem se alojar na parede de um vaso, disparando um processo inflamatório. Em meio a essa reação, forma-se uma placa que fechará a assagem do sangue e essa é a origem dos infartos e derrames.

4. INFLUENCIA O ALZHEIMER
A constatação é recente e, por isso, ainda não se sabe ao certo o mecanismo que conecta a gordura visceral à maior prevalência da doença que apaga a memória. Um estudo do Centro de Pesquisa Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, sugere que indivíduos com barriga e outro fator envolvido na síndrome metabólica correm um risco três vezes maior de desenvolver Alzheimer. O vilão pode ser um mal que é pura conseqüência do excesso de banha no abdômen, o diabete. O aumento dos níveis de glicose danifica os neurônios, justifica o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Unifesp.

5. PREJUDICA O FÍGADO
A gordura que está debaixo da parede abdominal pode passear entre os órgãos e, num belo dia, fixar residência no fígado. Ela consegue se depositar dentro das células dessa glândula, os hepatócitos, conta a médica Edna Strauss, da Universidade de São Paulo. Quando mais de 10% delas estão obesas, por assim dizer, instala-se a esteatose hepática, caracterizada por inflamações que, com o tempo, provocam a morte dos tais hepatócitos e podem até mesmo levar o fígado à falência.

6. CONTRIBUI PARA A DISFUNÇÃO ERÉTIL
A notícia é de assustar qualquer homem, sobretudo os que têm mais de 40 anos e cultivam uma barriga saltada. A gordura visceral, associada a altos níveis de colesterol e triglicérides, patrocina a perda da ereção e do apetite sexual. Quem tem síndrome metabólica está mais sujeito às baixas de testosterona, alerta o médico Carlos Da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia. Não à toa. É que, nesse pessoal, os testículos passam a produzir uma menor quantidade do hormônio masculino, que é essencial à ereção. Antes de afetar o desempenho do homem durante a relação sexual, a queda dos níveis de testosterona rouba a sua própria libido. A síntese do hormônio tende a cair com a idade, mas nunca cessa por completo. Dosagens mínimas, porém, achatadas pela gordura da barriga, podem esfriar o apetite sexual.

7. ESTÁ LIGADA À DEPRESSÃO
E isso vai além da insatisfação com o próprio corpo. As alterações na pressão e nas taxas de açúcar que acompanham os barrigudos favorecem quadros depressivos. A bagunça armada no corpo e mesmo certas medidas para controlá-la interferem na atividade cerebral. Quando se mexem nos níveis de colesterol, pode-se prejudicar a síntese de neurotransmissores por trás da sensação de bem-estar, exemplifica Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. Ou seja, tudo colabora para a tristeza sem fim.

8.PROVOCA DORES NAS COSTAS
Aquela gordura extra acima da cintura modifica o centro de gravidade corporal, obrigando a coluna a se contorcer para não perder o equilíbrio. Assim, surgem as dores constantes, inclusive musculares. Sem contar que a pança pesa e todo quilo a mais, não importa onde esteja, sobrecarrega as costas. Isso pode ser um fator de risco para a hérnia de disco, diz o ortopedista Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em São Paulo.

9.DETONA OS JOELHOS
A postura que o barrigudo quase que fatalmente adota para compensar o peso concentrado na barriga acaba com essas juntas. A pélvis, localizada na cintura, vive mal encaixada. Isso faz com que o joelho se desgaste ao trabalhar em dobro, descreve Arnaldo José Hernandez. Daí a predisposição para fraturas por estresse, que ocorrem quando realizamos movimentos errados com freqüência. De quebra, esse tipo de sobrecarga pode gerar uma inflamação nas articulações, a artrite, e desestabilizar uma peça fundamental para o joelho se mexer, o tendão que liga a patela, o seu osso, à tíbia, o osso da canela.

Leia também meu artigo sobre abdominais. Abraços, Emerson.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

10 Dicas para um Casamento Saudável

Para um Casamento Feliz e saudável é necessário muito amor, confiança e sinceridade. Mas claro que podemos auxilia-la(o) com 10 Dicas para melhorar o relacionamento, mas o importante é tentar entender o próximo e aceitar as diferenças.

1) Faça suas próprias escolhas e siga seus próprios caminhos. Nunca abandone seus sonhos e ideais só por não serem também os sonhos do outro.

2) Não espere ocasiões ou momentos especiais para fazer-lhe carinho, declarar o seu amor e dizer-lhe o quanto ele(a) é especial para você.

3) Lembre-se de lhe dar pequenos presentes de surpresa, sem que haja nenhum motivo especial para isso.

4) Mantenha sua relação sempre viva, sobretudo quando surgirem problemas.Você está junto dele(a) para crescer e ser feliz, não para sofrer e se degradar.

5) Ajude-o(a) a superar seus defeitos e limitações.

6) Diga claramente o que você quer e precisa do outro. Não espere que ele(a) adivinhe as suas necessidades.

7) Produza-se sempre para se encontrarem, pois intimidade não autoriza você a tratá-lo(a) com descaso e desleixo.

8) Confie no outro: o ciúme é a pior doença que pode atingir uma relação. Jamais o(a) espione, controle seus passos ou faça inspeção nas suas coisas, nem por simples curiosidade.

9) Mantenha seu espaço individual e cultive seus momentos de privacidade.

10) Aceite-o(a) como ele(a) é, sem procurar mudá-lo(a), apenas para atender às suas próprias expectativas e interesses. Se for necessário e oportuno, faça-lhe sugestões, nunca imposições.

O desejo de Deus é que vivamos felizes no casamento, respeitanto nosso conjuge nas mais variadas vertentes. Provações virão, mas Cristo está sempre pronto a nos ajudar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Computador demais piora nota dos alunos

Conclusão é de pesquisa da Unicamp que analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame federal)
Resultado foi o mesmo em todas as séries e entre pobres e ricos; uma das hipóteses é de que o aluno diminua as horas de estudo

Piero Bonavita, 16, costumava ficar em frente ao computador seis horas por dia. Nas férias, chegava a 12. Em boa parte das vezes, a máquina era ligada para fazer pesquisas pedidas pela escola. Rapidamente, porém, seus colegas o chamavam para conversas on-line. "A lição ia para o espaço", conta o aluno do colégio São Luís, um dos mais conceituados de São Paulo. O excesso de horas no computador trouxe um resultado negativo. Suas notas caíram, principalmente em matemática e química (ambas nota 3,5). Com o susto, ele passou a ficar menos tempo na máquina, a partir da metade de 2007.
A situação de Piero pode ilustrar uma pesquisa recém-concluída pela Unicamp, que mostrou que o uso intensivo do computador está diretamente ligado à queda das notas dos estudantes do ensino básico.
A constatação foi válida para todas as séries analisadas (4ª e 8ª séries do fundamental e 3º ano do médio), tanto para alunos ricos quanto para pobres. A pesquisa analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame aplicado pelo governo federal) em 2001 -apesar da data, os autores dizem que dificilmente teria ocorrido uma mudança significativa do padrão desde então.
Entre os alunos da 4ª série, de melhores condições financeiras, as menores médias em matemática (225.1) foram dos que disseram usar "sempre" o computador para suas lições - o estudante também responde a um questionário na prova.
As maiores médias foram dos alunos que usam a máquina "raramente" (246.5). Mas até mesmo os que "nunca" o fazem tiveram nota melhor (237.1) do que os que usam intensamente.
A mesma lógica foi verificada nas outras séries e nas outras camadas sociais. Segundo os autores da pesquisa, uma possível explicação é que os alunos que usam intensamente o computador dedicam menos horas aos estudos.
Também pode contribuir o fato de os usuários intensivos do computador terem amplo domínio de ferramentas de correção ortográfica e cálculos. Assim, não se estimulariam na aprendizagem dessas áreas, ao menos no formato escolar.
Colégio de São Paulo com as melhores notas no Enem (exame do ensino médio), o Vértice já detectou que o uso intenso do computador é um problema."Quando analisamos os casos dos estudantes que estão com um desempenho ruim, quase sempre vemos que isso está ligado ao excesso de computador", disse Adilson Garcia, diretor do colégio. "Muitos ficam sonolentos a aula inteira."
Colega de Piero no São Luís, Alexandre Mesquita, 15, conta que desliga o MSN na hora de estudar. Aluno de boas notas, ele diz que usa o computador "para tudo", até jogar. "Mas tem que conciliar."

Informatização
Os pesquisadores da Unicamp decidiram analisar o impacto das políticas públicas para oferecer acesso ao computador aos estudantes. A última é referente ao governo federal, que pretende comprar 150 mil laptops para os alunos (o MEC não se pronunciou sobre os dados).
Segundo os autores do estudo, a decisão de investir em computadores foi feita sem embasamento científico. "Parece óbvio agora que a informatização não trará automaticamente benefícios no desempenho escolar", disse Jacques Wainer, um dos autores.
"Para mim, a discussão deve ser feita em "como" se deve usar o computador e não "se" é preciso usá-lo", afirmou Marcelo Neri, da FGV, que fez em 2003 um estudo chamado "Mapa da Exclusão Digital", que defendeu a ampliação do acesso da informática aos alunos.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

11 VERDADES MÉDICAS

11 verdades médicas que até parecem mentira

Celular causa ou não câncer? Gente magra também tem problemas cardíacos? Ou isso é privilégio dos obesos? Descubra as respostas para essas e outras questões que deixam muita gente com a pulga atrás da orelha

Separar o joio do trigo, o mito da verdade, a médica americana Nancy L. Snyderman se incumbiu dessa missão no recém-lançado livro Medical Myths That Can Kill You and the 101 Truths That Will Save, Extend and Improve Your Life (algo como Mitos Médicos Que Podem Matar Você e 101 Verdades Que Vão Salvar, Estender e Melhorar Sua Vida). Best seller nos Estados Unidos, a obra procura derrubar lendas médicas que estão na boca do povo e lista o que há de comprovado cientificamente.

Nancy, que atende no Departamento de Otorrinolaringologia — Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade da Pensilvânia e é editora da área de saúde da rede de TV NBC, destrincha nos sete capítulos iniciais mitos como o de que adultos não precisam tomar vacina ou ainda de que somente indivíduos idosos estão passíveis de ter problemas cardíacos e derrames. O melhor do livro são os fatos verídicos, como os que estão selecionados ao longo desta reportagem. Mas, como boa especialista, Nancy deixa claro nas entrelinhas que não existe verdade absoluta na medicina. Confira!

1- Cuidado com a escova de dentes, Ela é um poço de germes.
Chega a ser mais suja do que a de cabelo. Pesquisas mostram que ela contém micróbios provenientes da boca, do banheiro (a descarga do vaso sanitário é uma propagadora de microorganismos) e até de escovas vizinhas. O microbiologista João Carlos Tórtora, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, concorda e recomenda: “Não deixe o utensílio exposto. Guarde-o no armário ou num recipiente apropriado”.
2- A obesidade é contagiante.
A epidemia dos quilos a mais é algo socialmente transmissível. E aquele amigo ou sua cara-metade podem ser um dos agentes disseminadores de pneus — desde, é claro, que esbanjem uma barriga de chope, segundo pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Se um amigão se torna obeso, o risco de a sua cintura se expandir para os lados se eleva em 57%. “A convivência faz as pessoas adquirirem hábitos alimentares semelhantes”, endossa a endocrinologista Zuleika Halpern, de São Paulo.
3- Felicidade é sinônimo de saúde.
Nancy L. Snyderman cita a conclusão de um estudo da Universidade Carnegie Mellon, na terra do Tio Sam. Indivíduos que se diziam felizes ficaram menos vulneráveis aos efeitos deletérios dos vírus por trás da gripe e do resfriado. Outra pesquisa americana, dessa vez realizada com 678 freiras, mostrou o seguinte: as irmãs que empregavam palavras positivas com maior freqüência viveram em média dez anos mais do que suas colegas afeitas a expressões negativas.
4- Não, celular não causa câncer.
Essa dúvida assombra os usuários inveterados do telefone móvel. O aparelho funciona por meio de freqüência de rádio, um tipo de energia eletromagnética. Assim, cientistas ao redor do planeta vêm investigando há alguns anos se o uso prolongado do celular pode provocar tumores cerebrais. Até agora, escreve Nancy L. Snyderman, nenhum estudo conseguiu comprovar esse elo.
5- Quem vê cara......não vê coração.
Quando o assunto é saúde cardíaca, esse ditado descreve com perfeição a realidade de muita gente magra por aí. Isso porque ter um peso normal não é sinônimo de peito saudável. “Algumas pessoas, por exemplo, têm uma predisposição genética para níveis elevados de colesterol”, ensina Nancy. Daí, não adianta estar em dia com a balança. É preciso ficar de olho nas taxas da gordura para prevenir o entupimento das artérias.
6- Estresse e úlceras: nada a ver.
É o que afirma Nancy L. Snyderman. De acordo com a médica americana, tensão demais pode rimar com outras doenças, mas não com úlceras. O flagelo estomacal é em grande parte resultado da ação de uma bactéria que resolve estabelecer moradia ali: a Helicobacter pylori. Antibióticos bem receitados dão um basta a ela.
7- Menos sono, mais tristeza.
Noites maldormidas disparam a produção de cortisol, o hormônio do estresse. Aí, descreve Nancy, a pressão arterial sobe, as defesas baixam a guarda e a depressão se instala. “Quando o indivíduo não dorme direito, fica mais ansioso na noite seguinte”, faz coro. O neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Daí não prega os olhos como deveria. “O sono é um reparador físico e emocional”, conclui Reimão.
8- Viva o trabalho voluntário!
Engajar-se num trabalho comunitário, ajudar um vizinho ou simplesmente doar dinheiro. Tudo isso faz um bem danado. De acordo com Nancy L. Snyderman, pesquisas demonstram que quem dá mais a família e amigos do que recebe relata ter saúde de sobra.
9- Cantando na chuva.
O frio em si não provoca resfriados. Eles são causados por vírus — que, fique claro, nada têm a ver com os da gripe. Esses microorganismos podem ser transmitidos de indivíduo para indivíduo por meio de um simples aperto de mão, conta Nancy. Daí, basta levá-la à boca ou coçar o olho em qualquer estação do ano.
10- A caixa de remédios.
“Erra feio quem a deixa no banheiro”, sentencia Nancy. A farmacêutica Janeth Naves, da Universidade de Brasília, assina embaixo: “Não é bom guardar medicamentos em locais onde a temperatura, a luminosidade e a umidade podem variar muito”. O calor e a luz aceleram as reações químicas que degradam os remédios. E a umidade favorece o crescimento de fungos e outros germes que contaminam as drogas.
11- Ler com luz fraca.
Bobagem acreditar que passar os olhos pelas páginas de um livro num ambiente pouco iluminado é prejudicial à saúde ocular. Não é bem assim. “A visão fica mais cansada porque a leitura não está sendo realizada em condições ideais”, diz o oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, da Universidade Federal de São Paulo. “Mas isso não causa cegueira nem piora o grau.”

Nota: Apesar de tudo que lemos acima, muita coisa ainda nos deixa com uma pulga atrás da orelha, principalmente "verdades" que durante anos fomos levados a acreditar e aceitar. Cabe a você leitor decidir, se tudo que Nancy afima no texto acima é verdade.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O ar que respiramos

Qual é o combustível que mais polui a atmosfera e prejudica nossa saúde? o álcool, o diesel, ou a gasolina?

No Brasil, o diesel ainda é, de longe, o grande vilão. "É que as normas de fabricação são muito ruins, daí a baixa qualidade do combustível. Sem contar que os veículos movidos a diesel, como ônibus, vans, caminhonetes e caminhões, não são equipados com bons catalisadores, uma peça vital para reduzir a emissão de gases poluentes", explica Paulo Nascimento Saldiva, chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Metais pesados, pra lá de nocivos, também fazem parte da composição do diesel. Eles vão se acumulando dentro do corpo humano e, depois de alguns anos, chegam a causar até mesmo males neurológicos. E as dioxinas, então? Além de distúrbios hormonais e fortes dores de cabeça, elas são acusadas de provocar câncer no aparelho respiratório. Mas os problemas não param por aí. A própria fuligem desse combustível serve como um facilitador para as alergias nas vias aéreas.

Graças ao bendito catalisador, o álcool e a gasolina poluem consideravelmente menos do que seu primo. Esse importante equipamento faz com que gases mais prejudiciais, como os monóxidos de carbono, sejam transformados em substâncias menos perigosas. "Mesmo assim, ambos são responsáveis pela emissão do perigoso dióxido de carbono", diz Maurício Ferreira, professor de engenharia mecânica da Fundação Educacional Inaciana, a FEI. Esse poluente, aliás, contribui para o efeito estufa e o aquecimento global.

Para diminuir a emissão desses malfeitores à saúde, é fundamental respeitar as revisões e as recomendações de manutenção presentes no manual de cada automóvel. A maioria delas é muito simples. Pneus calibrados, por exemplo, são sinônimo de menos poluição. É que eles diminuem o atrito com o solo e, conseqüentemente, reduzem o consumo de combustível. "O ideal mesmo é fugir dos horários de trânsito e, claro, usar o sistema de transporte coletivo sempre que possível".

domingo, 18 de maio de 2008

A comida que Deus recomenda

A ciência confirma o que Deus recomenda.
Confirmadíssimo: os vegetais afastam a ameaça de vários tumores. Sem contar que, ao incrementar as porções de frutas e hortaliças no prato, sobra literalmente menos espaço para a gordura e ela tem tudo a ver com o surgimento da doença.

Não tire conclusões precipitadas: os alimentos destas páginas não são milagrosos. Mas a ciência da nutrição, que investiga sua ação anticancerígena, constata que eles de fato têm efeito preventivo. “Vários levantamentos estatísticos apontam, e não é de hoje,(Ver livros do Espírito de Profecia) que nas pessoas habituadas a devorar vegetais os casos de câncer são mais raros”, garante o gastrenterologista Dan Linetzky Waitzberg, professor da Universidade de São Paulo. Mas, na hora do ver para crer, isso só era observado em tubos de ensaio, nos chamados testes in vitro. Só agora é que os pesquisadores passaram a enxergar o mecanismo antitumor de vários nutrientes dentro de organismos vivos no caso, cobaias. É um belo avanço.

Na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, por exemplo, concluiu-se que o sulforafane, presente na família dos crucíferos couves, brócolis, repolhos, é capaz de brecar o avanço do câncer colorretal em animais de laboratório. Já em Taiwan, cientistas da Universidade Nacional Chung Hsing testaram o licopeno em animais, nos quais provocaram de propósito um câncer de fígado igual ao que acomete os seres humanos. O resultado? O pigmento que dá o tom vermelho ao tomate e a frutas como a goiaba simplesmente barrou a temida metástase, ou seja, impediu que as células malignas se espalhassem pelo corpo.
A essa altura, você deve estar se perguntando: por que certos nutrientes funcionam contra um tipo específico de tumor mas são praticamente inertes contra outros? Nem os cientistas têm respostas prontas, embora arrisquem algumas hipóteses. Uma delas é a facilidade de alguns tecidos para acumular determinadas substâncias, criando verdadeiras reservas. É o caso do licopeno, o tal pigmento vermelho dos vegetais. Os pesquisadores notam que ele tem uma afinidade especial com os tecidos da próstata e das mamas, ficando concentrado bem ali, enquanto passa depressa por outras partes do corpo talvez sem o tempo necessário para agir. O resveratrol da uva e do vinho, por sua vez, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, fariam escala no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos. No entanto, não movem uma palha contra tumores em outras regiões.

Pode parecer confuso e é.
Não tente decorar quanto deve comer disso ou daquilo, como se a travessa à mesa fosse um vidro de remédio. O grande mérito de tantas pesquisas é ensinar aos médicos, inclusive que um cardápio adequado (leia-se bem colorido também) pode prevenir 30% dos casos de câncer, incluídos aí tumores de boca, laringe, faringe, estômago e intestino, muito freqüentes na população brasileira. Já é um feito e tanto se a gente pensar que, não faz muito tempo assim, ninguém achava que havia um caminho seguro para prevenir essa doença muito menos desconfiava que ele estaria no prato. “Hoje se tem clareza da importância de comer frutas, verduras, legumes e peixes, limitando ao mesmo tempo as porções de carnes vermelhas, sal e embutidos”, resume Dan Linetzky Waitzberg. Segundo Sueli Couto, nutricionista do Instituto Nacional de Câncer, o Inca, sediado no Rio de Janeiro, a questão não é quantidade de vegetais, mas regularidade. “Tem de comer sempre”, declara. “No mínimo, cinco porções diárias, preferindo sempre grãos integrais aos refinados.”

Do mesmo modo que sobram evidências de que vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias presentes em frutas e hortaliças podem barrar o avanço de tantos tipos de tumor, há provas suficientes para incriminar o álcool, os embutidos e as gorduras, especialmente as das carnes vermelhas. Estas ressalve-se têm também seu lado bom, fornecendo proteínas de excelente qualidade, ferro, zinco e vitaminas B12. Não se trata, portanto, de bani-las do menu. “A recomendação é reduzir a ingestão para duas porções semanais”, diz Sueli Couto, do Inca. Ela, no entanto, insiste: “Pior do que comer carne sempre, é não comer salada nunca”.
Além de repletas de substâncias protetoras, as saladas tornam a refeição mais light. E, embora não haja consenso em torno do assunto, a gordura corporal vem sendo examinada com desconfiança. O peso extra, dizem cientistas como os que observaram isso em ratos, na Universidade do Texas, nos Estados Unidos contribui para reações inflamatórias dentro do organismo. Até há pouco tempo, essas reações só eram associadas a doenças cardiovasculares. “Hoje se sabe que elas podem aumentar em 30% as chances de um câncer aparecer”, afirma Alfredo Halpern. Portanto, a melhor dieta anticâncer é aquela leve, bem leve.

Vai um suplemento aí?
Diga não se você adota uma dieta balanceada. A menos, claro, que um médico ou um nutricionista recomende, avaliando bem os seus hábitos à mesa. Sem esse olhar, você corre o risco de engolir, em cápsulas, altas doses de um nutriente em detrimento de outros. E isso, por sua vez, pode acabar com o balanceamento das substâncias protetoras no organismo. Ou seja, você fica sem escudo contra o câncer.

SINAL VERDE
Ele se acende principalmente para alimentos cheios de fibras e substâncias antioxidantes

CÂNCER DE PRÓSTATA
A abóbora, lado a lado com a cenoura, é famosa pela concentração de betacaroteno. Afirmar que essa substância protege contra os tão (mal) falados radicais livres não é chover no molhado. Ela ajuda mesmo a restaurar o DNA de células danificadas por agentes químicos, físicos ou biológicos. Quando o dano no material genético de nossas células acontece, abre-se o caminho para a reprodução desenfreada de exemplares defeituosos eis o câncer. É possível que o betacaroteno aja positivamente contra muitos tipos de tumor, mas um trabalho recente da respeitadíssima Universidade de São Paulo avalizou suas benesses especificamente para a glândula masculina. Outros estudos apontam que o tomate, o feijão, a lentilha, a ervilha, as uvas vermelhas, as amoras e a soja também reforçam as defesas dos homens contra esse câncer mas, aí, tudo o que a ciência conhece é a relação entre o hábito de comê-los e o aparecimento mais raro dessa doença, sem entender direito qual seria a relação direta.

CÂNCER COLORRETAL
Cientistas da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, provaram que é possível reduzir um câncer colorretal já existente consumindo verduras crucíferas, como a couve-manteiga e sua prima couve-flor. Fazem ainda parte da família o repolho e os brócolis. Os pesquisadores viram essa redução com os próprios olhos ao menos em ratos. E atribuem o efeito a um componente desses vegetais chamado sulforafane. “Outra pesquisa com 520 mil europeus apontou uma queda de 40% no risco dessa doença entre aqueles que não deixavam faltar no prato, uma vez ao dia, pelo menos uma dessas crucíferas”, relata Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo. O efeito do sulforafane, aliás, parece potencializado à medida que aumentam os teores de fibras no cardápio, quando comemos outras folhas, como rúcula ou espinafre, e desfrutamos, por exemplo, de uma laranja como sobremesa.

CÂNCER DE MAMA
As fibras, abundantes na melancia, por exemplo, são poderosas contra esse tipo de tumor. Uma das explicações é que elas passam mais lentamente pelo aparelho digestório, o que aumenta a saciedade e, por tabela, diminui a vontade de cair de boca em açúcares e gorduras. O risco de quilos a mais, assim, despenca. “O excesso de peso tem ligação estreita com o aparecimento da doença nas glândulas mamárias, sobretudo em mulheres que já passaram pela menopausa”, afi rma o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre outros motivos porque, quando há muita gordura, o corpo tem matéria-prima à vontade para fabricar hormônios que alimentam o tumor. Bem, se as frutas da dieta têm muitas fibras e ainda por cima são vermelhas como a melancia do nosso exemplo, tanto melhor. O consumo regular de licopeno, o pigmento vegetal dessa cor, anda cada vez mais associado à baixa incidência desse câncer.
Também são fortes os sinais de que os polifenóis estão ligados à proteção das mamas. Daí a recomendação dos cientistas de que as mulheres consumam toda semana suas fontes uvas vermelhas, amora, morango, cereja, vinho tinto... Quanto às isoflavonas, célebres componentes da soja, elas também atuam pra valer contra esse tumor. Na última década, diversos estudos, feitos sobretudo com populações orientais, confirmaram o elo entre o alto consumo do grão e a baixa incidência de câncer de mama e atenção de próstata também!

SINAL VERMELHO
Pode parar o primeiro e diminuir os outros! Álcool, sal, carne vermelha e embutidos estão fortemente relacionados a vários tipos de tumor

BEBIDA ALCOÓLICA
Diversos estudos associam álcool ao câncer de boca, esôfago, fígado, reto e, muito possivelmente, ao de mama também. As evidências tornaram-se mais fortes dos anos 1990 para cá. Os cientistas ainda estão pesquisando como o álcool causa a doença. No caso do aparelho digestivo, fi ca mais claro: a agressão é por meio do contato direto com as mucosas. De um jeito ou de outro, a bebida alcoólica danifica o DNA, aumentando as chances de surgirem células malignas.

SAL EM EXCESSO
Ele já carrega má fama porque faz o organismo reter mais água do que deveria, contribuindo, assim, para o aumento da pressão arterial. “Só que, ainda por cima, irrita a mucosa do aparelho digestivo de tal maneira que provoca lesões capazes de evoluir para um câncer”, avisa Sueli Couto. Segundo ela, só afastar o saleiro da mesa não basta. Lembre-se de que a maior concentração do sal está nos alimentos industrializados. Então, evite ao máximo molhos, condimentos, macarrões instantâneos e comida pronta em geral. Prefira, de longe, as preparações caseiras.

FUJA DOS EMBUTIDOS
Salsicha, salame, presunto e mortadela — outras armadilhas armadas no prato — são, de longe, os maiores vilões. Não bastasse serem produzidos com carnes vermelhas geralmente muito gordas, ainda levam na fórmula aditivos químicos chamados nitratos, que, no estômago, podem se transformar em nitritos. Estes, por sua vez, se convertem em nitrosaminas, verdadeiros agentes cancerígenos, perigosos sobretudo para o estômago e o esôfago. E atenção: até as carnes brancas perdem suas vantagens nutricionais quando transformadas em embutido. “Como recebem os tais nitritos e são defumadas, também se tornam nocivas”, alerta Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo.

LIMITE AS CARNES VERMELHAS
E não estamos falando apenas da suculenta picanha. Carne de porco deve ser totalmente evitada e as processadas, como hambúrguer devem ser limitadas a duas porções semanais. Nos outros dias, coma peixes e aves. O problema é a gordura saturada que por si só já é um ingrediente cancerígeno e substâncias que lhe dão cor, como o ferro-heme, ou ferro orgânico, aquele mesmo que combate a anemia. Pesquisas americanas associam sua ingestão excessiva ao aparecimento do câncer colorretal. Quando a carne é esturricada na grelha ou na frigideira, o perigo aumenta. Há uma reação química nesse processo que libera outras substâncias cancerígenas bem naquela casquinha escura e crocante.

Todo esse material vem confirmar o que nosso Deus nos vem dizendo ano após ano desde o Éden através da Bíblia e do Espírito de profecia, que uma alimentação rica em frutas, vegetais e grãos nos trás saúde e fortalescendo nosso corpo e mente.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O que é Caloria?

CALORIA é o que mesmo?
Ela está na boca do povo, mas poucos conhecem pra valer essa célebre unidade de medida, o combustível que atormenta quem precisa (ou quer) perder peso

Segundo o sistema internacional de unidades, 1 caloria equivale a 4,18 joules a quantidade de calor necessária para elevar em 1 grau Celsius a temperatura de 1 mililitro de água. Interessante. Só não responde à pergunta curta e grossa: afinal, que raio é uma caloria? Pois bem. Imaginemos que você está à mesa, pronto para o café-da-manhã, mas na dúvida se vai se contentar com uma mísera fatia de papaia acompanhada de um suco de laranja ou se ataca logo várias fatias de bolo e um bom copo de leite com achocolatado. Não importa a escolha, esses alimentos têm algo em comum: são fontes de quilocalorias (kcal). Ah, sim! No mundo da nutrição, o correto é chamar essa unidade de medida pelo prefixo quilo.

Por mais que sua dieta seja daquelas magérrimas pra valer, o certo é que você vai consumir as benditas calorias. Não, por favor, não desanime nem interrompa a leitura deste texto. Calorias são, fique sabendo, indispensáveis por uma série de razões: fazem seu coração bater, mantêm a temperatura do corpo em torno dos 35 °C e até conduzem seus olhos por essas linhas. Quando dizemos que um alimento tem xis calorias, nos referimos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, explica Pablius Staduto, médico do esporte do centro de diagnósticos Fleury Medicina e Saúde. E, sem a energia e o calor retirados da comida, o organismo simplesmente não funciona.

MORTE E VIDA ENERGIA

Retirada de proteínas, carboidratos e gorduras, essa dose de energia é processada pelas células e responde por funções vitais do corpo
As calorias levam o prefixo quilo por mera coincidência, ok. Só que, como todos sabemos, ingeri-las em excesso e não gastar toda a energia acumulada origina outros tipos de quilos, aqueles que vão ficar sobrando na barriga. O organismo transforma o excesso em gorduras e o armazena no tecido adiposo, explica o fisiologista do exercício Cassiano Merussi Neiva, do Laboratório de Metabolismo e Fisiologia do Esforço da Universidade Estadual Paulista, em Bauru, no interior de São Paulo. Aí ocorre o que os especialistas chamam de balanço energético positivo. Um fenômeno, aliás, nada positivo para quem pretende perder peso. Nas ciências econômicas existe o superávit quando se economiza mais do que se gasta, e no corpo ocorre o mesmo, ilustra Cassiano.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo em torno de 2 mil quilocalorias diárias para ambos os sexos. E o que não falta são tabelas de calorias para orientar quem vive de olho no ponteiro da balança. Mas será que você já parou para pensar como se faz para descobrir quantas calorias tem, por exemplo, uma empadinha? Pois existe uma máquina, com o curioso nome de calorímetro bomba, que é uma espécie de forno em que o quitute é literalmente incendiado. Isso vai liberar calor, que é transmitido para um recipiente com água. E, aí, a cada grau Celsius que se eleva em 1 mililitro do líquido soma-se 1 caloria à conta da empadinha.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Por quê temos cãibras

As cãibras são contrações involuntárias e quase sempre dolorosas dos músculos. Elas são comuns e podem ser solucionadas simplesmente alongando-se o músculo afetado.

As principais causas das cãibras e dores musculares incluem:
Reumatismo
Tensão e estresse
Estiramentos, fadiga muscular, exercícios intensos
Desequilíbrios nas concentrações de sais minerais no organismo (p.ex.: desidratação, diminuição nas reservas de cálcio, magnésio ou potássio)
Gravidez
Hipotireoidismo
Alcoolismo
Problemas renais
Certos medicamentos e drogas (p.ex.: captopril, enalapril, estatinas, cocaína)
Abscessos e outras doenças infecciosas associadas à febre

A maioria dos casos de cãibras e dores musculares é benigna e termina desaparecendo espontaneamente. Contudo, é recomendável que você procure avaliação médica se:
A dor muscular persistir por mais de 3 dias
A dor for muito intensa e não possuir uma causa óbvia
Você estiver apresentando sinais de infecção, como inchaço ou vermelhidão nas redondezas do local da dor
Você apresentar algum tipo de problema na circulação sangüínea na área afetada (p.ex.: varizes de grosso calibre nas pernas)
Você estiver com urticária, vômitos, falta de ar ou febre associada à dor
A dor muscular estiver associada ao início ou aumento da dose de certos medicamentos (p.ex.: estatinas).
O que você pode fazer para ajudar?
A maioria dos casos de cãibras pode ser solucionada simplesmente alongando-se o músculo afetado.
Analgésicos, compressas frias (nas primeiras 24-72h do início da dor) e mornas (após 72h do início da dor), massagens leves e fisioterapia (principalmente com exercícios de alongamento) costumam resolver a imensa maioria dos casos.
Enquanto estiver sentido dor, evite erguer pesos e atividades físicas aeróbicas de alto impacto (p.ex.: correr, pular, saltar, chutar, etc).
Manter um bom padrão de sonotambém é uma ferramenta valiosa para reduzir a dor.

DENGUE, O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO.

Muita gente e água limpa - é disso que o transmissor do vírus da dengue gosta, principalmente as fêmeas, pra lá de interessadas em garantir um local para se reproduzir e alimento farto para suas crias. Foi o que descobriram pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Dentre todos os criadouros avaliados, caixas-dágua e tonéis destampados foram responsáveis por 65% dos ovos coletados, conta o parasitologista Ricardo Lourenço de Oliveira, coordenador do estudo. Eliminar esses focos, é claro, diminuiria a incidência da doença.

O BÊ-Á-BÁ DA PREVENÇÃO

Para afastar esse perigo da sua casa é preciso ficar atento nos lugares que acumulam água

Caixas-dágua e tonéis: confira se a tampa está bem fechada e vede qualquer pequena brecha ou rachadura. Isso impede que as larvas se instalem.

Vasos de planta: sempre coloque areia nos pratos para nunca deixar água parada.Garrafas, frascos e pneus: eles podem acumular água. Assim, não devem ficar descobertos. Se não tiver onde guardá-los, cubra-os com lona ou plástico.

SINAIS DE ALERTA

Se você está sentindo algum dos sintomas abaixo há mais de dois dias, evite se automedicar e procure um médico imediatamente

Febre alta, Dores de cabeça (principalmente na região dos olhos) Dores nas articulações e nos músculos, Cansaço, Náusea, Falta de apetite, Vermelhidão na pele e Diarréia.