quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não fumantes têm poluente do cigarro no organismo

Mais de um terço dos moradores de São Paulo que não fumam possuem concentração de monóxido de carbono nos pulmões similar à dos fumantes, aponta levantamento do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, os resultados obtidos na capital paulista são semelhantes aos apresentados em estudos internacionais, que apontam que entre 30% e 40% dos não-fumantes consomem monóxido de carbono da fumaça do cigarro cronicamente.
A Secretaria de Saúde fez o levantamento no ano passado e ouviu 1.310 não-fumantes em locais fechados e abertos. Além de responderem a um questionário específico, os participantes fizeram o teste do monoxímetro -aparelho que mede a concentração de monóxido de carbono no organismo.

Ar expirado. O teste é similar ao do bafômetro e avalia a quantidade da substância no ar expirado. O voluntário sopra em uma boqueira, e a concentração aparece no visor digital.
"É um teste muito fácil de ser aplicado. Todas as cidades deveriam ter esse equipamento, pois ele consegue apontar com eficiência a dependência do cigarro", afirma a psiquiatra Luizemir Lago, diretora do Cratod.

Segundo Lago, em não-fumantes, a concentração aceitável varia de zero a seis partes por milhão (ppm) porque é preciso considerar a poluição ambiental. Entre os fumantes leves, essa concentração varia de 6,1 ppm a 10 ppm; entre os fumantes moderados, o nível fica entre 10,1 ppm e 20 ppm e, entre os pesados, o valor oscila entre 20,1 ppm e 60 ppm.
Do total de avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com a concentração em fumantes leves, 15,27% dos testes apontaram resultados similares aos de fumantes moderados, e 2,29% indicaram níveis compatíveis com fumantes pesados. Os 64,12% restantes apresentaram níveis normais.

De acordo com o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do PrevFumo (ambulatório de controle do tabagismo) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ao inalar a fumaça do cigarro, o fumante passivo joga diretamente para o pulmão o monóxido de carbono, que é absorvido e cai na corrente sanguínea.

Uma vez no sangue, ele se liga às moléculas de hemoglobina (responsáveis pelo transporte de oxigênio) e ocupa as áreas de ligação com o oxigênio. Com o tempo, o sangue perde a capacidade de transportar oxigênio, o que pode causar problemas cardiovasculares mais graves.
"O monóxido de carbono é vasoconstritor e pode provocar o fechamento dos vasos sanguíneos. Além disso, há menos irrigação sanguínea e há alteração do funcionamento dos órgãos. São os mesmos fenômenos observados nos fumantes", explica o pneumologista.

A cardiologista Jaqueline Scholz Issa, coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração), diz que já fez estudos semelhantes em São Paulo e constatou que mesmo quem sofre com a exposição contínua à poluição (como guardas de trânsito) não apresenta níveis tão elevados de monóxido de carbono no organismo.
"Os resultados são preocupantes porque mostram valores compatíveis com o organismo de quem fuma. O levantamento comprova que o tabagismo passivo não é inócuo e que essas pessoas estão expostas a riscos reais", afirma.

Segundo os especialistas, a única forma de se proteger desses danos provocados pelo cigarro é evitar frequentar lugares em que o fumo é permitido.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bebidas como Coca-Cola macham os dentes

Entenda por que algumas bebidas podem tornar o seu sorriso amarelado e saiba como minimizar esse problema

Basta tomar um café, uma cevada, coca-cola ou comer uma salada de beterrabas que pigmentos presentes na bebida ou na hortaliça logo, logo impregnam a superfície dos dentes. Com o tempo e uma higiene bucal incorreta, a tinta dá origem a manchas na dentição ou escurece literalmente o sorriso.

Qualquer comida dotada de pigmentação intensa pode provocar essa chateação. “Molhos de soja, refrigerantes à base de cola e sucos coloridos artificialmente estão entre os que mais mancham”, afirma o dentista carioca Alexandre Cardoso, da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral. “Quando o esmalte dentário já se encontra mais desgastado, surgem microporos que permitem a deposição de pigmentos sobre os dentes”, explica Cardoso. Assim, a idade ou o péssimo hábito de exagerar nos doces podem contribuir para o surgimento desses buraquinhos que patrocinam esse atentado à estética.

Para minimizar o problema, o especialista recomenda fazer bochechos com água logo após a ingestão de certos alimentos e bebidas. Isso ajuda a eliminar o excesso de substâncias capazes de tingir os dentes. Mais tarde, porém, não deixe de investir na escova e no fio dental para garantir a limpeza completa. Lembre-se apenas de que, depois de ingerir algo ácido e rico em pigmentos o melhor a fazer é esperar cerca de uma hora para realizar a escovação. Dessa forma, evita-se um maior desgaste do esmalte que protege os dentes.

Há também quem desconfie que vegetais aparentemente inofensivos, como a alface, já abrigariam substâncias que povoam de manchinhas a dentição. “Mas isso não se compara ao risco oferecido pelo café”, compara Cardoso. O problema dessa bebida, assim como a coca-cola é que seus amantes a degustam o dia inteiro. E é improvável que, a cada gole, corram ao banheiro para lavar a boca. Não por acaso, quem mantém esse costume por anos e anos fica com os dentes amarelos ou até enegrecidos. O conselho, portanto, é maneirar no seu consumo e enxaguar a boca sempre depois de saboreá-lo. O mesmo recado vale para os outros refrigerantes que, além de cheios de corantes, são ácidos e danificam o esmalte dental.

Não é preciso excluir alimentos que marcam presença no seu cardápio, sobretudo os saudáveis como a beterraba. O fundamental é higienizar os dentes após as refeições inclusive depois do lanche da tarde e conservá-los firmes e fortes para afastar de manchas a encrencas mais sérias. E, claro, não deixe de visitar o dentista a cada seis meses.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O consumismo não deve estragar no Natal.

Já é Natal? Ainda faltam alaguns dias, na verdade, mas é como se fosse. As ruas e os prédios já estão enfeitados, todas as vitrines estão decoradas e o apelo comercial é forte.
São muitas promoções para que você compre a maior quantidade de presentes possível. “Tudo em 10 vezes sem juros no cheque ou no cartão”. “Você só começa a pagar depois do Carnaval!”. É uma enxurrada de propostas tentadoras e indecentes.

O consumismo de Natal faz com que muitos comprem o que não podem pagar, ou que, no mínimo, vão levar quase até o outro Natal para terminar de pagar. Os comerciantes são os que saem ganhando todo fim de ano. Alguns produtos chegam a crescer até 80% em número de vendas no período natalino.

Mães e pais compram presentes para a família inteira: mais de um para cada um, muitas vezes. Filhos pedem tudo a que têm direito. Fora o dinheiro gasto com a roupa nova para a ceia e a própria comida.

Certas comprinhas e atos de consumismo são realmente uma forma de unir a família: uma ceia farta na casa dos avós com a família inteira marca qualquer criança. O que dizer, então, de montar a árvore de Natal em conjunto? É uma atividade tão especial! Cada enfeitinho acaba tendo uma história.

O que não deve acontecer é esquecermos o significado dessa festa. Afinal, quem comemora, deve acreditar que há um significado nisso tudo, certo? E se há algum sentido, então, é bom não perdê-lo de vista. Presentes são ótimos e trazem momentos maravilhosos. Mas unir a família pode ser o melhor de todo Natal.

Texto escrito por: Isabel Rocha

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Coração e Exercícios

Toda e qualquer atividade física, não só as esportivas, ativa o metabolismo e leva ao gasto energético. Até mesmo as mais simples, como escovar os dentes. Mas, claro, o consumo diário vai depender da modalidade e da intensidade do exercício.

Quem quer emagrecer deveria prestar atenção na freqüência cardíaca durante a corrida ou caminhada, exatamente como fazem os que se preocupam só com o condicionamento cardiorespiratório. “O ritmo dos batimentos indica o quanto de gordura o corpo está queimando”.

Mas atenção: isso não significa que você tem que se acabar na esteira. Suar a camiseta não emagrece. Então, não se engane se, ao subir na balança após o exercício aeróbico, o ponteiro apontar para baixo. O que você eliminou, na verdade, foi apenas água e sais minerais. Basta ingerir o primeiro copo do líquido e pronto: ele é reposto e o peso volta ao normal. Para derreter a gordura, os batimentos devem ficar entre 60 e 75% da sua freqüência cardíaca máxima. Quem desrespeita esse limite fica sujeito a um mal-estar súbito de um desmaio a um problema cardiovascular.

É fácil calcular qual a intensidade mais adequada ao seu caso. Basta fazer esta conta bem simples: 220 – idade x 0,60 ou 0,75. O número obtido refere-se aos batimentos cardíacos que você deve atingir em 1 minuto de atividade. E, para a queima calórica, você tem que se exercitar no mínimo três vezes por semana durante meia hora.
Você há de concordar que não é nenhum sacrifício, certo? E que o emagrecimento depende do metabolismo individual, mas, em geral, pode-se perder cerca de 2 quilos ao final de três semanas.

Importante: seja qual for a sua idade, consulte um cardiologista antes de iniciar seu programa de atividade física. Assim, além de atingir o peso dos sonhos, você garante a saúde do coração.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O mundo se reapaixona pelos EUA é a Obamamania!

O mundo parece ter se reapaixonado pelos Estados Unidos depois da eleição Barack Obama como novo presidente.

Os turistas no "Marco Zero", a zona sul de Manhattan devastada pelos ataques terroristas de 11 de setembro, por exemplo, não escondem sua admiração e empolgação pelo triunfo de Obama.
"Obama nos dá esperanças", afirma Leticia Giorello, estudante uruguaia, que observa o gigantesco buraco do World Trade Center. "Todo mundo na América Latina queria que Obama vencesse", acrescenta.
Há oito anos, o mundo deu seu apoio aos Estados Unidos em resposta à tragédia que derrubou as Torres Gêmeas e deixou 3.000 mortos.
"Somos todos americanos", foi a manchete do jornal francês Le Monde na ocasião.

Mas esse movimento de solidariedade se evaporou quando o mundo se viu confrontado pela invasão sem sentido do Iraque decidida pelo governo de George W. Bush e o escândalo das torturas dos prisioneiros da chamada "guerra contra o terrorismo".
A imagem degradada dos Estados Unidos, muito distante da época em que o país ainda podia ser considerado como um modelo, voltou a sofrer um novo golpe há dois meses, com o colapso de seus sistema bancário.
No entanto, a avassaladora eleição de Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos e partidário de restaurar a imagem de seu país, parece estar mudando as coisas.
Os festejos explodiram em todo o mundo, dos territórios palestinos até os Bálcãs, da África à Ásia.

O "Marco Zero" é um bom lugar para constatar o entusiasmo das pessoas oriundas das mais variadas partes do planeta.
"Muita gente no Japão gosta de atacar os Estados Unidos. Está na moda fazer isso", conta Daisuke Yamagapa, piloto de 27 anos, que visita Nova York com seus pais. "Mas isso vai mudar com Obama. Acho que os Estados Unidos estão mudando, especialmente no que se refere à diplomacia. As pessoas esperam por isso", acrescenta.
Shirley Mellor, uma britânica de 62 anos, explica que o governo Bush virou motivo de piada.
"Por isso Obama é tão importante. Isso vai influenciar o mundo inteiro", afirma.
Anna Grethe Jensen, uma dinamarquesa de 53 anos, opina que os Estados Unidos ganharam uma reputação de país arrogante. "Sempre olham o mundo de sua perspectiva e ignoram o que o resto do planeta pensa. Acho que isso vai mudar e que a Europa vai olhar os Estados Unidos de maneira diferente agora".

Mas quanto tempo vai durar essa lua-de-mel é o que muitos se perguntam.
O vice-presidente eleito Joseph Biden advertiu durante a campanha que é certo que alguma potência estrangeira não vai demorar a colocar à prova a inexperiência de Obama.
E, enquanto chegavam as felicitações de todas as capitais do mundo e cenas de comemoração da vitória eram vistas nos mais distintos lugares do planeta, o presidente russo Dmitry Medvedev anunciou a colocação de mísseis de curto alcance em Kaliningrado, território russo encravado na zona européia.

Nota: O que vemos no mundo hoje é uma verdadeira obamamania, e vemos também pessoas vendo Obama não só como presidente dos Estados Unidos da América, mas como um genuíno lider mundial. O mundo precisava de um "Obama", ele nos trás esperança de um mundo melhor.
E Jesus Cristo, aonde fica nisso tudo?
"Não devemos achar que esse homem é um novo Messias porque não é. Ele não vai resolver todos os nossos problemas".

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Conheça o poder de cascas, talos e folhas.

Um cardápio no qual se aproveitam talos, cascas e folhas pode parecer estranho. Mas um estudo concluído recentemente pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), encomendado pelo Sesi-SP, pode fazer com que as donas de casa revejam a atitude de jogar fora essas partes "não-comestíveis" de frutas, verduras e legumes. A pesquisa analisou 19 alimentos e comprovou que, em muitos casos, os itens geralmente descartados podem ter tantos ou até mais nutrientes que a polpa e a semente de frutas e das verduras, ou a folhagem de vegetais.

Um dos resultados que mais surpreendeu foi sobre a cenoura. "A rama e a casca são muito mais nutritivas que a polpa. Em 100 gramas da rama há quatro vezes mais proteína, três vezes mais vitamina C e quantidade ainda maior de ferro do que na polpa", destaca a nutricionista Tereza Watanabe, do Sesi-SP. "O fato é que, nas feiras, os vendedores sempre perguntam se queremos levar cenouras com ou sem rama. A cada dez pessoas, nove preferem sem. Infelizmente, falta conhecimento à população", comenta Tereza. Outro resultado surpreendente é em relação ao potássio. "Geralmente, as pessoas associam a banana como a principal fonte de potássio. No entanto, descobrimos que 100 gramas da casca do pepino é ainda mais rica em potássio que a fruta. Além disso, a casca do pepino é riquíssima em fibras, o que torna a digestão mais fácil", diz Tereza.

A professora da Unesp, Giuseppina Pace Pereira Lima, destaca que 60% do lixo produzido no Brasil é orgânico. "Nosso lixo é o mais rico do mundo. Não podemos pensar que sementes de abóbora ou folhas do brócolis, por exemplo, são jogadas fora", diz. Ela ainda cita que o reaproveitamento de alimentos deveria ser adotado em programas para a população de baixa renda. "Tudo pode ser aproveitado. Além de se diminuir gastos com a alimentação, a saúde do brasileiro só tem a agradecer", finaliza. Lavagem com água corrente e uso de cloro são indispensáveis. A diretora de alimentação do Sesi-SP, Tereza Watanabe, destaca os cuidados com a higienização dos alimentos. "Eles devem ser bem lavados em água corrente e deixados de molho por pelo menos 15 minutos em água clorada", diz. Mas ela destaca que é preciso ter cuidado na dosagem de cloro. "Deve-se colocar somente uma colher (sopa) de água sanitária (com 2% a 2,5 % de hipoclorito na formulação) para cada litro de água", ensina Tereza.

A nutricionista lembra que as cascas e os talos dos alimentos devem ser consumidos de preferência crus. "Ao cozinhá-los, perde-se uma parte dos nutrientes", explica Tereza Watanabe. E ela dá a dica: "As cascas fatiadas ou raladas são ideais para serem adicionadas em saladas". Já sobre as sementes de abóbora a especialista destaca que podem ser consumidas como petiscos. "As sementes devem ser assadas no forno. Ficam gostosas e são nutritivas. A concentração de proteínas em 100 gramas de sementes é 10 vezes maior que a da polpa da abóbora."

terça-feira, 7 de outubro de 2008

9 motivos sérios para perder a barriga

Conheça razões, muito além da estética, para dar adeus à gordura que se instala no ventre e as medidas essenciais para eliminá-la de uma vez por todas.

O abdômen avantajado se tornou o símbolo do que muitos cientistas e profissionais de saúde acreditam ser um dos males mais proeminentes do século 21: a síndrome metabólica, uma conjugação de problemas que, além da dura barriga de "chope", engloba o colesterol alto, a hipertensão e o diabete. A famosa pança, no entanto, é apenas a ponta do iceberg. A gordura que estufa o ventre e se esconde entre órgãos como fígado e intestino é capaz de fazer naufragar o organismo. Chamada de visceral, é como se ela se depositasse no lugar errado, diz a endocrinologista Maria Teresa Zanella, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Sob aqueles pneuzinhos que teimam em escapar da calça e que não são, atenção, formados de gordura visceral em si pode se esconder essa ameaça. Daí a associação entre as medidas e a gordureba entre as vísceras. Mas dá para enxugar a cintura e exterminar o perigo. Vamos explicar aqui por que é preciso dar um fim à barriga e mostra as estratégias mais certeiras para desinflá-la.
1. ELA CAUSA DIABETES
Diferentemente de muita gente barriguda até os magros podem ser barrigudos, lembre-se disso, as células que estocam gordura na região abdominal não costumam ser sedentárias. São mais ativas do que se imagina. Nessa região, elas vivem fabricando substâncias que destrambelham algumas funções do organismo. Além disso, sua gordura tem a capacidade de migrar e fixar moradia em locais como o fígado. Ali, está por trás de alterações que deixam essa glândula confusa, deflagrando uma produção excessiva de glicose. Para suprir a necessidade de insulina, o hormônio que bota todo esse açúcar para dentro das células, entra em cena o pâncreas, que enlouquece na tentativa de atender à enorme demanda. Mas essa gordura estocada no ventre também promove a liberação de muitos ácidos graxos livres, explica o endocrinologista Marcos Tambascia, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. E eles, por sua vez, impedem a ação correta da insulina, completa. Daí, como a substância não consegue cumprir sua missão, sobra açúcar e abrem-se as portas ao diabete tipo 2.

2.FAVORECE A HIPERTENSÃO
O corpo que exibe uma barriga saliente fica refém de um verdadeiro efeito dominó. Para dar cabo de tanta glicose correndo pelas veias conseqüência número um da cintura larga, o organismo intensifica cada vez mais a produção de insulina, até não dar mais conta do recado. A elevação dos níveis desse hormônio acarreta um aumento da atividade do sistema nervoso simpático, que ordena uma maior contração dos vasos sangüíneos, explica Maria Teresa. Sem contar que os rins passam a reabsorver mais sódio. O resultado desse combinado: a pressão vai às alturas.
3. AUMENTA O RISCO DE INFARTO E DERRAME
As células gordurosas localizadas na barriga produzem substâncias inflamatórias relacionadas a doenças cardiovasculares, afirma o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo. Nas pessoas com cintura farta, há geralmente gordura em demasia na circulação. Nesse cenário, predominam moléculas de LDL, o colesterol ruim. Elas podem se alojar na parede de um vaso, disparando um processo inflamatório. Em meio a essa reação, forma-se uma placa que fechará a assagem do sangue e essa é a origem dos infartos e derrames.

4. INFLUENCIA O ALZHEIMER
A constatação é recente e, por isso, ainda não se sabe ao certo o mecanismo que conecta a gordura visceral à maior prevalência da doença que apaga a memória. Um estudo do Centro de Pesquisa Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, sugere que indivíduos com barriga e outro fator envolvido na síndrome metabólica correm um risco três vezes maior de desenvolver Alzheimer. O vilão pode ser um mal que é pura conseqüência do excesso de banha no abdômen, o diabete. O aumento dos níveis de glicose danifica os neurônios, justifica o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Unifesp.

5. PREJUDICA O FÍGADO
A gordura que está debaixo da parede abdominal pode passear entre os órgãos e, num belo dia, fixar residência no fígado. Ela consegue se depositar dentro das células dessa glândula, os hepatócitos, conta a médica Edna Strauss, da Universidade de São Paulo. Quando mais de 10% delas estão obesas, por assim dizer, instala-se a esteatose hepática, caracterizada por inflamações que, com o tempo, provocam a morte dos tais hepatócitos e podem até mesmo levar o fígado à falência.

6. CONTRIBUI PARA A DISFUNÇÃO ERÉTIL
A notícia é de assustar qualquer homem, sobretudo os que têm mais de 40 anos e cultivam uma barriga saltada. A gordura visceral, associada a altos níveis de colesterol e triglicérides, patrocina a perda da ereção e do apetite sexual. Quem tem síndrome metabólica está mais sujeito às baixas de testosterona, alerta o médico Carlos Da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia. Não à toa. É que, nesse pessoal, os testículos passam a produzir uma menor quantidade do hormônio masculino, que é essencial à ereção. Antes de afetar o desempenho do homem durante a relação sexual, a queda dos níveis de testosterona rouba a sua própria libido. A síntese do hormônio tende a cair com a idade, mas nunca cessa por completo. Dosagens mínimas, porém, achatadas pela gordura da barriga, podem esfriar o apetite sexual.

7. ESTÁ LIGADA À DEPRESSÃO
E isso vai além da insatisfação com o próprio corpo. As alterações na pressão e nas taxas de açúcar que acompanham os barrigudos favorecem quadros depressivos. A bagunça armada no corpo e mesmo certas medidas para controlá-la interferem na atividade cerebral. Quando se mexem nos níveis de colesterol, pode-se prejudicar a síntese de neurotransmissores por trás da sensação de bem-estar, exemplifica Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. Ou seja, tudo colabora para a tristeza sem fim.

8.PROVOCA DORES NAS COSTAS
Aquela gordura extra acima da cintura modifica o centro de gravidade corporal, obrigando a coluna a se contorcer para não perder o equilíbrio. Assim, surgem as dores constantes, inclusive musculares. Sem contar que a pança pesa e todo quilo a mais, não importa onde esteja, sobrecarrega as costas. Isso pode ser um fator de risco para a hérnia de disco, diz o ortopedista Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em São Paulo.

9.DETONA OS JOELHOS
A postura que o barrigudo quase que fatalmente adota para compensar o peso concentrado na barriga acaba com essas juntas. A pélvis, localizada na cintura, vive mal encaixada. Isso faz com que o joelho se desgaste ao trabalhar em dobro, descreve Arnaldo José Hernandez. Daí a predisposição para fraturas por estresse, que ocorrem quando realizamos movimentos errados com freqüência. De quebra, esse tipo de sobrecarga pode gerar uma inflamação nas articulações, a artrite, e desestabilizar uma peça fundamental para o joelho se mexer, o tendão que liga a patela, o seu osso, à tíbia, o osso da canela.

Leia também meu artigo sobre abdominais. Abraços, Emerson.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

10 Dicas para um Casamento Saudável

Para um Casamento Feliz e saudável é necessário muito amor, confiança e sinceridade. Mas claro que podemos auxilia-la(o) com 10 Dicas para melhorar o relacionamento, mas o importante é tentar entender o próximo e aceitar as diferenças.

1) Faça suas próprias escolhas e siga seus próprios caminhos. Nunca abandone seus sonhos e ideais só por não serem também os sonhos do outro.

2) Não espere ocasiões ou momentos especiais para fazer-lhe carinho, declarar o seu amor e dizer-lhe o quanto ele(a) é especial para você.

3) Lembre-se de lhe dar pequenos presentes de surpresa, sem que haja nenhum motivo especial para isso.

4) Mantenha sua relação sempre viva, sobretudo quando surgirem problemas.Você está junto dele(a) para crescer e ser feliz, não para sofrer e se degradar.

5) Ajude-o(a) a superar seus defeitos e limitações.

6) Diga claramente o que você quer e precisa do outro. Não espere que ele(a) adivinhe as suas necessidades.

7) Produza-se sempre para se encontrarem, pois intimidade não autoriza você a tratá-lo(a) com descaso e desleixo.

8) Confie no outro: o ciúme é a pior doença que pode atingir uma relação. Jamais o(a) espione, controle seus passos ou faça inspeção nas suas coisas, nem por simples curiosidade.

9) Mantenha seu espaço individual e cultive seus momentos de privacidade.

10) Aceite-o(a) como ele(a) é, sem procurar mudá-lo(a), apenas para atender às suas próprias expectativas e interesses. Se for necessário e oportuno, faça-lhe sugestões, nunca imposições.

O desejo de Deus é que vivamos felizes no casamento, respeitanto nosso conjuge nas mais variadas vertentes. Provações virão, mas Cristo está sempre pronto a nos ajudar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Computador demais piora nota dos alunos

Conclusão é de pesquisa da Unicamp que analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame federal)
Resultado foi o mesmo em todas as séries e entre pobres e ricos; uma das hipóteses é de que o aluno diminua as horas de estudo

Piero Bonavita, 16, costumava ficar em frente ao computador seis horas por dia. Nas férias, chegava a 12. Em boa parte das vezes, a máquina era ligada para fazer pesquisas pedidas pela escola. Rapidamente, porém, seus colegas o chamavam para conversas on-line. "A lição ia para o espaço", conta o aluno do colégio São Luís, um dos mais conceituados de São Paulo. O excesso de horas no computador trouxe um resultado negativo. Suas notas caíram, principalmente em matemática e química (ambas nota 3,5). Com o susto, ele passou a ficar menos tempo na máquina, a partir da metade de 2007.
A situação de Piero pode ilustrar uma pesquisa recém-concluída pela Unicamp, que mostrou que o uso intensivo do computador está diretamente ligado à queda das notas dos estudantes do ensino básico.
A constatação foi válida para todas as séries analisadas (4ª e 8ª séries do fundamental e 3º ano do médio), tanto para alunos ricos quanto para pobres. A pesquisa analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame aplicado pelo governo federal) em 2001 -apesar da data, os autores dizem que dificilmente teria ocorrido uma mudança significativa do padrão desde então.
Entre os alunos da 4ª série, de melhores condições financeiras, as menores médias em matemática (225.1) foram dos que disseram usar "sempre" o computador para suas lições - o estudante também responde a um questionário na prova.
As maiores médias foram dos alunos que usam a máquina "raramente" (246.5). Mas até mesmo os que "nunca" o fazem tiveram nota melhor (237.1) do que os que usam intensamente.
A mesma lógica foi verificada nas outras séries e nas outras camadas sociais. Segundo os autores da pesquisa, uma possível explicação é que os alunos que usam intensamente o computador dedicam menos horas aos estudos.
Também pode contribuir o fato de os usuários intensivos do computador terem amplo domínio de ferramentas de correção ortográfica e cálculos. Assim, não se estimulariam na aprendizagem dessas áreas, ao menos no formato escolar.
Colégio de São Paulo com as melhores notas no Enem (exame do ensino médio), o Vértice já detectou que o uso intenso do computador é um problema."Quando analisamos os casos dos estudantes que estão com um desempenho ruim, quase sempre vemos que isso está ligado ao excesso de computador", disse Adilson Garcia, diretor do colégio. "Muitos ficam sonolentos a aula inteira."
Colega de Piero no São Luís, Alexandre Mesquita, 15, conta que desliga o MSN na hora de estudar. Aluno de boas notas, ele diz que usa o computador "para tudo", até jogar. "Mas tem que conciliar."

Informatização
Os pesquisadores da Unicamp decidiram analisar o impacto das políticas públicas para oferecer acesso ao computador aos estudantes. A última é referente ao governo federal, que pretende comprar 150 mil laptops para os alunos (o MEC não se pronunciou sobre os dados).
Segundo os autores do estudo, a decisão de investir em computadores foi feita sem embasamento científico. "Parece óbvio agora que a informatização não trará automaticamente benefícios no desempenho escolar", disse Jacques Wainer, um dos autores.
"Para mim, a discussão deve ser feita em "como" se deve usar o computador e não "se" é preciso usá-lo", afirmou Marcelo Neri, da FGV, que fez em 2003 um estudo chamado "Mapa da Exclusão Digital", que defendeu a ampliação do acesso da informática aos alunos.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

11 VERDADES MÉDICAS

11 verdades médicas que até parecem mentira

Celular causa ou não câncer? Gente magra também tem problemas cardíacos? Ou isso é privilégio dos obesos? Descubra as respostas para essas e outras questões que deixam muita gente com a pulga atrás da orelha

Separar o joio do trigo, o mito da verdade, a médica americana Nancy L. Snyderman se incumbiu dessa missão no recém-lançado livro Medical Myths That Can Kill You and the 101 Truths That Will Save, Extend and Improve Your Life (algo como Mitos Médicos Que Podem Matar Você e 101 Verdades Que Vão Salvar, Estender e Melhorar Sua Vida). Best seller nos Estados Unidos, a obra procura derrubar lendas médicas que estão na boca do povo e lista o que há de comprovado cientificamente.

Nancy, que atende no Departamento de Otorrinolaringologia — Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade da Pensilvânia e é editora da área de saúde da rede de TV NBC, destrincha nos sete capítulos iniciais mitos como o de que adultos não precisam tomar vacina ou ainda de que somente indivíduos idosos estão passíveis de ter problemas cardíacos e derrames. O melhor do livro são os fatos verídicos, como os que estão selecionados ao longo desta reportagem. Mas, como boa especialista, Nancy deixa claro nas entrelinhas que não existe verdade absoluta na medicina. Confira!

1- Cuidado com a escova de dentes, Ela é um poço de germes.
Chega a ser mais suja do que a de cabelo. Pesquisas mostram que ela contém micróbios provenientes da boca, do banheiro (a descarga do vaso sanitário é uma propagadora de microorganismos) e até de escovas vizinhas. O microbiologista João Carlos Tórtora, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, concorda e recomenda: “Não deixe o utensílio exposto. Guarde-o no armário ou num recipiente apropriado”.
2- A obesidade é contagiante.
A epidemia dos quilos a mais é algo socialmente transmissível. E aquele amigo ou sua cara-metade podem ser um dos agentes disseminadores de pneus — desde, é claro, que esbanjem uma barriga de chope, segundo pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Se um amigão se torna obeso, o risco de a sua cintura se expandir para os lados se eleva em 57%. “A convivência faz as pessoas adquirirem hábitos alimentares semelhantes”, endossa a endocrinologista Zuleika Halpern, de São Paulo.
3- Felicidade é sinônimo de saúde.
Nancy L. Snyderman cita a conclusão de um estudo da Universidade Carnegie Mellon, na terra do Tio Sam. Indivíduos que se diziam felizes ficaram menos vulneráveis aos efeitos deletérios dos vírus por trás da gripe e do resfriado. Outra pesquisa americana, dessa vez realizada com 678 freiras, mostrou o seguinte: as irmãs que empregavam palavras positivas com maior freqüência viveram em média dez anos mais do que suas colegas afeitas a expressões negativas.
4- Não, celular não causa câncer.
Essa dúvida assombra os usuários inveterados do telefone móvel. O aparelho funciona por meio de freqüência de rádio, um tipo de energia eletromagnética. Assim, cientistas ao redor do planeta vêm investigando há alguns anos se o uso prolongado do celular pode provocar tumores cerebrais. Até agora, escreve Nancy L. Snyderman, nenhum estudo conseguiu comprovar esse elo.
5- Quem vê cara......não vê coração.
Quando o assunto é saúde cardíaca, esse ditado descreve com perfeição a realidade de muita gente magra por aí. Isso porque ter um peso normal não é sinônimo de peito saudável. “Algumas pessoas, por exemplo, têm uma predisposição genética para níveis elevados de colesterol”, ensina Nancy. Daí, não adianta estar em dia com a balança. É preciso ficar de olho nas taxas da gordura para prevenir o entupimento das artérias.
6- Estresse e úlceras: nada a ver.
É o que afirma Nancy L. Snyderman. De acordo com a médica americana, tensão demais pode rimar com outras doenças, mas não com úlceras. O flagelo estomacal é em grande parte resultado da ação de uma bactéria que resolve estabelecer moradia ali: a Helicobacter pylori. Antibióticos bem receitados dão um basta a ela.
7- Menos sono, mais tristeza.
Noites maldormidas disparam a produção de cortisol, o hormônio do estresse. Aí, descreve Nancy, a pressão arterial sobe, as defesas baixam a guarda e a depressão se instala. “Quando o indivíduo não dorme direito, fica mais ansioso na noite seguinte”, faz coro. O neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Daí não prega os olhos como deveria. “O sono é um reparador físico e emocional”, conclui Reimão.
8- Viva o trabalho voluntário!
Engajar-se num trabalho comunitário, ajudar um vizinho ou simplesmente doar dinheiro. Tudo isso faz um bem danado. De acordo com Nancy L. Snyderman, pesquisas demonstram que quem dá mais a família e amigos do que recebe relata ter saúde de sobra.
9- Cantando na chuva.
O frio em si não provoca resfriados. Eles são causados por vírus — que, fique claro, nada têm a ver com os da gripe. Esses microorganismos podem ser transmitidos de indivíduo para indivíduo por meio de um simples aperto de mão, conta Nancy. Daí, basta levá-la à boca ou coçar o olho em qualquer estação do ano.
10- A caixa de remédios.
“Erra feio quem a deixa no banheiro”, sentencia Nancy. A farmacêutica Janeth Naves, da Universidade de Brasília, assina embaixo: “Não é bom guardar medicamentos em locais onde a temperatura, a luminosidade e a umidade podem variar muito”. O calor e a luz aceleram as reações químicas que degradam os remédios. E a umidade favorece o crescimento de fungos e outros germes que contaminam as drogas.
11- Ler com luz fraca.
Bobagem acreditar que passar os olhos pelas páginas de um livro num ambiente pouco iluminado é prejudicial à saúde ocular. Não é bem assim. “A visão fica mais cansada porque a leitura não está sendo realizada em condições ideais”, diz o oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, da Universidade Federal de São Paulo. “Mas isso não causa cegueira nem piora o grau.”

Nota: Apesar de tudo que lemos acima, muita coisa ainda nos deixa com uma pulga atrás da orelha, principalmente "verdades" que durante anos fomos levados a acreditar e aceitar. Cabe a você leitor decidir, se tudo que Nancy afima no texto acima é verdade.