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domingo, 6 de maio de 2007

Fumaça de cigarro também mata não fumantes!

Substâncias tóxicas da fumaça podem causar câncer mesmo em quem não fuma.
Ao todo, são mais de 4.000 substâncias tóxicas. Os efeitos de todas elas são devastadores. Uma das mais famosas, a nicotina, é a mais potente, levando quem a consome à dependência e causando estragos, principalmente no coração e na circulação. Que o vício de fumar causa danos irreversíveis à saúde, a maioria das pessoas já sabe. O que nem todos sabem é que os efeitos das diversas substâncias do cigarro atingem em cheio mesmo as pessoas que não fumam, mas que convivem com fumantes."É muito comum esposas não fumantes de maridos fumantes (ou vice-versa) desenvolverem câncer de pulmão ou outras doenças do coração por conviverem com quem fuma", alerta o oncologista Carlos Frederico Pinto, de São José. "Um caso grave é o dos garçons. É comum doenças de fumantes em garçons que não fumam, mas trabalham em lugar que é permitido o fumo."Entre os principais problemas que atingem fumantes e fumantes passivos estão os cânceres de pulmão, garganta, estômago, bexiga e boca, além de doenças circulatórias, pressão alta, derrame, enfizema, bronquite crônica e doenças respiratórias e alérgicas de toda espécie.
Pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro podem ter bronquite, pneumonia, resfriados e asma, principalmente crianças e adolescentes. Além disso, uma pesquisa realizada nos EUA constatou que a causa da doença de 3000 pacientes com câncer de pulmão estava associada ao fumo passivo.
Um cigarro aceso produz 2 tipos de fumaça: a que o fumante aspira e devolve depois que é filtrada no seu pulmão, e a chamada lateral que é aquela que o fumante passivo entra em contato. Esta última sai diretamente do cigarro e, por não passar pelo filtro do pulmão de quem está fumando, possui as mesmas substâncias tóxicas que a primeira em concentrações ainda maiores .
A fumaça lateral contém 3 vezes mais nicotina, 3 vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas.
Nos locais fechados em que é permitido fumar, as partículas da fumaça se espalham rapidamente levando a concentrações que excedem os níveis padrão de qualidade do ambiente. Atualmente nas grandes empresas já se pode ver as áreas criadas especialmente para os fumantes, não sendo permitido fumar em outro lugar. Caso não houvesse um lugar específico para os fumantes, uma pessoa que não fuma ao final de um dia de trabalho (aproximadamente 8 horas diárias) chegaria a fumar de 1 a 4 cigarros.
Diversas pesquisas vêm sendo elaboradas a respeito desse tema e, desde já, cientistas mostram que a incidência de câncer de pulmão entre os fumantes passivos é duas vezes maior do que a encontrada na população geral, e que as esposas dos fumantes têm o dobro de chance de desenvolverem este tipo de doença quando comparadas com as esposas de não-fumantes. Filhos de fumantes estão mais suscetíveis a doenças respiratórias que os demais, sem falar que o exemplo de ter pais fumantes é muitas vezes seguido por eles mais tarde
FUMAÇA - A maneira mais eficiente de evitar os malefícios do cigarro é não ter contato com a fumaça. "Para isso, os fumantes devem ir para ambientes abertos e jamais devem jogar as pontas do cigarro aceso no chão", recomenda o oncologista.
Evite ficar perto de pessoas que fumam. No trabalho, em ponto de ônibus, shopping, em casa, aonde você esteja ou vá, fuja da fumaça do cigarro, pois saiba que aos poucos você fumante passivo também está sendo envenenado.
O fumo passivo mata mais de 79 mil pessoas por ano na Europa, esta foi uma das conclusões de um relatório recentemente publicado por quatro organizações europeias que vem alertar para os benefícios de uma Europa sem tabaco.
Emerson Nolasco.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Gordura Trans: Tire ela do seu dia-a-dia

Pesquisas e mais pesquisas comprovam que ela põe em risco o coração e dá sinal verde para o diabete. Por essas e outras, está sendo barrada na sua mesa.
É de chorar, mas as delícias que ilustram esta matéria estão no topo de um ranking que representa um atentado à saúde: o dos alimentos ricos na gordura trans, a mais nefasta de todas. Intimamente ligada ao aumento do colesterol e aos conseqüentes danos à saúde, aí incluídos infarto e derrame, essa molécula ainda carrega a fama de facilitar o aparecimento do diabete. Agora, um estudo recente sugere a inclusão da popular barriga de chope no rol das complicações. Assim, a protuberância abdominal tem tudo para passar a atender por um apelido que lhe cai muito bem: barriga trans.
E pensar que foram os macacos, em experiência inédita, que deram a pista para os cientistas avaliarem o impacto dessas gorduras sobre a saúde. O relato é de Lawrence L. Rudel, professor de patologia da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, Estados Unidos, em entrevista à SAÚDE!. Ao longo de seis anos, ele e seus colaboradores observaram dois grupos desses animais. Ambos foram alimentados com a mesma quantidade de calorias, sendo que 35% delas vinham de comidas gordurosas. A diferença é que um dos cardápios apresentava 8% de trans entre os lipídios, enquanto o outro ingeria esse mesmo percentual proveniente de ácidos graxos monoinsaturados, como aqueles presentes no azeite de oliva por sinal muito saudáveis. Resultado: os pobres símios do primeiro grupo engordaram 4% a mais que as do segundo. Pior: concentraram mais tecido adiposo na região abdominal. E, como já era esperado, ainda apresentaram maior resistência à insulina e maior teor de glicose no sangue. "Esse foi o primeiro estudo com primatas, que têm um metabolismo de gorduras muito semelhante ao dos humanos", contou Lawrence Rudel.Ao que tudo indica, as descobertas da equipe do professor Lawrence L. Rudel, da Universidade Wake Forest, vêm pôr mais lenha na fogueira da síndrome metabólica. Esse conjunto de alterações do organismo, que ganha dimensões de epidemia em todo o mundo e aumenta e muito os riscosde diabete, derrame e infarto, divide a opinião de especialistas quando o assunto é a raiz da encrenca. Para uns é a gordura visceral. Para outros, a resistência à insulina. A julgar pelo estudo americano, a gordura trans está envolvida nessa história até o pescoço, mas por aqui há quem mostre cautela antes de dar um veredicto. É o caso do endocrinologista Amélio de Godoy Matos, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ele entende que ainda é cedo para relacionar a gordura visceral humana à gordura parcialmente hidrogenada. "O grupo de macacos que se alimentou dela engordou mais e mostrou maior resistência à insulina, confirmando o que a Medicina já sabe", comenta. "Daí a relacionar a barriga de chope à trans vai uma grande distância. O acúmulo de gordura abdominal não deve ter sido avaliado com o devido rigor durante o estudo."
A confirmação desse elo depende do prosseguimento dos estudos, segundo admite o próprio Lawrence L. Rudel. Pelo sim, pelo não, há motivos de sobra para você pensar duas vezes antes de se deliciar com alimentos ricos nessas gorduras do mal. O cardiologista Raul Dias Santos, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração, o InCor, de São Paulo, diz que o fígado produz cerca de 70% do colesterol necessário para o funcionamento do organismo. E a matéria-prima vem das gorduras saturadas e trans. Só que, quando há excessodessas substâncias, a produção hepática de colesterol aumenta tanto que o órgão não precisa mais retirar porções de LDL da corrente sangüínea. E aí essas frações ruins do colesterol ficam dando sopa na circulação e ajudam a entupir as artérias. A dislipidemia, que no jargão médico significa o aumento do mau colesterol LDL e a diminuição do benéfico HDL, leva a um processo inflamatório, entre outras coisas. E, quanto mais inflamação, maior o risco de formação e rompimento das placas de gordura no interior das artérias, a aterosclerose. "É sabido que tanto as gorduras trans como as saturadas são duas vezes mais potentes para o aumento do colesterol no sangue", diz. Para dar uma idéia do perigo, comer um hambúrguer duplo acompanhado de batata frita um único dia faz você estourar sua cota semanal das famigeradas gorduras trans.
A trans tem mesmo assustado cientistas e médicos, que cada vez mais estudam seus efeitos nocivos. E a indústria de alimentos, para não perder a clientela preocupada em manter longe todo tipo de ameaça, reage investindo em novos ingredientes que substituam a malvada. Essa busca tem ainda outro motivo. Desde agosto, uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga todos os fabricantes a estampar em seus rótulos a quantidade da gordura em suas fórmulas. Para eles, o grande desafio é encontrar um substituto à altura, ou seja, um tipo de gordura isento de trans, mas com a mesma capacidade de realçar o sabor e dar consistência até fora da geladeira.
Um desses novos parceiros é o óleo de palma, extraído da mesma palmeira que gera o de dendê. "Esse vegetal tem características químicas que permitem transformá-lo em gorduras sem a necessidade de hidrogenação", explica o engenheiro de alimentos Marcello Brito, diretor da Agropalma, a maior produtora do óleo na América Latina. "Um processo sofisticado de fracionamento físico permiteseparar partes sólidas e líquidas, conforme a necessidade do cliente."
Parece que óleos mais saudáveis vêm mesmo para ficar. "Há dois anos usamos o de palma em todos os restaurantes da nossa marca", diz a nutricionista Viviane Braz, supervisora de controle de qualidade da cadeia de fast-food árabe Habib's. Também há a notícia de que a batata frita das lanchonetes pode perder o posto de inimiga número 1. Pelo menos a vendida no McDonald's. Celso Cruz, diretor de compras e qualidade da rede no país, garante que até o final do ano a cadeia vai substituir a gordura parcialmente hidrogenada por um outro tipo de óleo, baixando a concentração de trans para 0,2 grama em cada porção de 147 gramas. Mas não revela o que será usado em suas fritadeiras. "Sem saber, muitos clientes estão participando de testes nas lojas. A maioria não nota diferença no sabor", diz. Celso Cruz garante, no entanto, que sua porção de batata tem 5,9 gramas de trans e não 8 gramas, conforme o ranking elaborado especialmente para SAÚDE! por nutricionistas da RG Nutri, em São Paulo. Vale lembrar que a moderação será sempre recomendada. Mesmo sem trans, frituras são frituras e alguns lanches podem continuar gordurosos e calóricos.
Texto de Cida de Oliveira

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Brócolis previne câncer

Pesquisadores da Universidade de John Hospkins, nos Estados Unidos, pesquisaram a baixa incidência de câncer de mama entre mulheres asiáticas, acostumadas a ingerir produtos à base de brócolis chamou a atenção de um grupo de cientistas da universidade e foi o ponto de partida para uma série de pesquisas que levou a uma conclusão animadora: os fitobioquímicos ajudam na prevenção contra doenças como o câncer e o enfarte, sem muito sacrifício. De acordo com a pesquisa dos cientistas americanos, o brócolis contém alta concentração do fitobioquímico sulfonana, uma substância que suprime a produção das proteínas responsáveis pela sobrevivência das células cancerígenas da mama e do cólon. O câncer é uma doença muito temida em função de sua capacidade de se espalhar e matar.Mas, afinal, o que é o câncer? Para se entender, é necessário observar que todos os órgãos do corpo são formados de células e a maioria delas está em constante multiplicação para substituir aquelas que morrem ou são lesadas. Quando essas células novas são produzidas de maneira descontrolada, elas formam tumores. Os tumores podem ser benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos).
As células do câncer podem disseminar além do local onde o tumor “nasceu” e atingir outros locais. As células que disseminam são chamadas metástases.Existem mais de cem diferentes tipos de câncer e, como vimos, ele pode afetar qualquer parte do corpo. Após seu diagnósticos, o tratamento dependerá do tipo de câncer, sua localização no corpo, sua capacidade de disseminação, idade e estado geral do paciente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia, 60% desses diferentes tipos de câncer poderiam ser evitadas pela mudança de hábitos de vida, especialmente na alimentação Por outro lado, a ciência ainda está longe de provar que determinados componentes da nutrição previnem contra este mal, isto porque a alimentação entre as populaçõs é muito variada, e é difícil comprovar o que realmente previne contra o câncer, o ideal é consumir dieta rica em vegetais e frutas verdes e amarelas, ricas em fitobioquímicos, como os bioflavonóides.
O Instituto do câncer dos EUA indica que cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia ajudam bem. Nessa proposta de usar vegetais na prevenção do câncer, o consumo do suco de brócolis constitui uma boa oportunidade para desintoxicar o organismo.

Nota: Tenho provado do sabor e dos benefícios do brócolis a meses. As receitas são variadas e ele é também muito saboroso, prefira os bem verdinhos e o brócolis chinês por ser mais denso, rende muito mais.

Prof. Emerson Nolasco.
nolasco2007@bol.com.br
71-9929-8984