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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O que é bioimpedância?
Trata-se de um exame para avaliar a composição corporal. Uma inofensiva corrente elétrica percorre o corpo, e um aparelho mede a oposição da corrente do fluxo. Pois a corrente elétrica move-se em diferentes velocidades pela massa magra e gordura corporal. A composição corporal é calculada levando-se em conta a resistência da corrente, sexo, idade e altura.

Fácil, rápido, seguro e preciso! O exame de bioimpedância é um método moderno e considerado pela comunidade científica como de alta precisão na avaliação da composição corporal. Ele possibilita medir os percentuais de gordura que estão debaixo da pele e entre os órgãos, massa magra e água corporal. Isso é possível através de dois pares de eletrodos, que permitem que uma corrente elétrica de baixíssima intensidade e imperceptível passe pelo corpo. O exame é totalmente indolor e necessita de mínimo preparo prévio. Não é indicado para gestantes e portadores de marca-passo.
 
Porque realizar a bioimpedância:
Ao fazer este preciso exame, quando subimos na balança ela estará pesando músculos, ossos, pele, órgãos, água, fluídos e gordura. Por isso, nem sempre quando os ponteiros ou números da balança tradicional indicam que emagrecemos significa que perdemos gordura corporal. A meta de um programa de exercícios e de uma dieta equilibrada deve ser a redução e manutenção da gordura corporal em níveis saudáveis e a manutenção ou aumento da massa muscular (tecido magro e metabolicamente ativo).

O exame de bioimpedância é um dos recursos que o Professor Emerson Nolasco utiliza como Personal Trainer, o atendimento que ocorre na casa ou empresa do cliente e que valoriza e respeita a individualidade orgânica, o bem-estar e o estilo de vida de cada um.

Esta avaliação informa: 
  • Percentual de gordura corporal total;
  • Percentual  da massa magra (músculos, ossos e órgãos);     
  • Percentual de gordura visceral;
  • Total de água no corpo;
  • Idade metabólica.
Orientação para realizar o exame:

  • Evitar refeições grandes 4 horas antes;
  • Não realizar atividade física intensa no dia do exame;
  • Não consumir bebidas alcoólicas e cafeína (café, mate, chá preto e energéticos) a menos de 4 horas do exame;
  • Não fumar antes;
  • Evitar  medicamentos diuréticos no dia do teste

Emerson Nolasco
É formado em Educação Física pela UNIJORGE e Pós Graduado em Atividades Aquáticas pelo IWL.
Foi também Professor e Coordenador da AquátiCAS(Academia de Natação e Hidroginástica do Colégio Adventista de Salvador).

Atualmente trabalha realizando exames de Bioimpedância em escritórios, residências, condomínios e academias e também como Personal Trainer de Atividades Aquáticas. Contato: 99131-0247

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Por que os Adventistas não devem beber Coca-Cola. Artigo Revisado e Modificado em 04/06/2010

Hoje 04/06/2010 republico o artigo que postei no dia 21/05/2010 sobre: Por que os Adventistas não devem beber coca-cola. Esse está revisado e modificado. Saiba o porque...

Quando coloquei o artigo no blog e ele foi também divulgado pelo portal Advir.com, não imaginei que fosse causar tanta repercussão. Hoje, somente no Portal Advir ele já está perto de receber quase 2.500 visitas, mas pelos e-mails que recebi, vários sites de igrejas e associações também republicaram o artigo, o que abrange um número extremamente expressívo de pessoas que leram e comentaram o mesmo.

Nessa revisão, fiz as alterações que julguei necessárias para enriquece-lo e acrescentei também as fontes da minha pesquisa, já que muitos me pediram. Alguns "defensores da pretinha" acharam que muita coisa do que coloquei no artigo foi pura invenção e especulação, mas quando Portais respeitados no Brasil e no Mundo como Terra e BBC publicam notícias, passam por uma triagem enorme para se verificar a autenticidade do artigo escrito.

Por isso se você ainda não leu, saiba que esse pode ser um dos artigos mais completos sobre a questão do consumo de coca-cola, bebidas de cola e refrigerantes para a Igreja Adventista, já que os refrigerantes(qualquer um) pelo gás e quantidade de açucar ou aspartame também provocam danos ao nosso corpo que é templo do Espírito Santo.

Oro pra que todos os que leiam, compreendam a mensagem de advertencia que aqui contem e se e se o Espírito Santo falar a sua mente, divulgue e republique esse artigo que trará com certeza um alerta a todos aqueles que se encontram dormindo numa questão que mesmo para alguns seja sem importância, pelo menos pra mim envolve temperança e salvação.

Abraços a todos. Emerson Nolasco http://www.emersonnolasco.blogspot.com/ / www.twitter.com/emerson_nolasco

Vários artigos já foram escritos sobre o fato dos Adventistas fazerem uso de refrigerantes e bebidas de cola, principalmente a coca-cola, que depois da água é a bebida mais consumida do planeta. Eu já escrevi dois artigos e outros amigos também já postaram seus artigos em blogs que foram divulgados no portal Advir.com

Após lerem os artigos, recebemos mensagens de apoio, mas também de criticas e no fim, mesmo que por um tempo, alguns irmãos deixam de tomar a "pretinha" como alguns adventistas carinhosamente apelidaram a coca-cola, mas depois voltam a fazer uso dessa bebida que tem causado tanta polêmica, não só dentro da comunidade adventista mas também no meio secular.

Desse vez não ficarei tão imparcial como nos artigos anteriores, e se minhas palavras tiverem um tom mais duro, é porque acredito no que li tantos nos escritos inspirados da senhora White, como nas consequencias que estudos científicos já comprovaram, sobre o uso de bebidas estimulantes como a coca-cola, e também pelas fotos de onde vieram as palavras desse artigos como os respeitados Portais: Folha, Terra, BBC e muitos outros..

Ínicio

Ellen White nos alerta quanto a ingestão de alimentos estimulantes. A cafeína é uma substância estimulante presente em vários alimentos e bebidas. De acordo com o artigo científico “Consumo de Cafeína e Prematuridade”, publicado na “Revista de Nutrição”, “as maiores fontes de cafeína são café, chá, chocolate e refrigerantes do tipo cola.” Mais a frente o artigo diz: “A cafeína é, provavelmente, a droga mais freqüentemente ingerida no mundo, sendo consumida por pessoas de todas as idades.”

A maioria das pessoas que consomem refrigerantes similares à Coca-Cola não são capazes de dizer se os mesmos contêm, ou não, cafeína, de acordo com um estudo de Johns Hopkins. "Isto vai contra à afirmação dos fabricantes, que dizem que adicionam a cafeína puramente pelo sabor", afirma o psico-farmacêutico Roland Griffiths, Ph.D., que conduziu o estudo.

A pesquisa envolveu 25 consumidores de refrigerantes à base de cola. Descobriu-se que 8% deles eram capazes de detectar a cafeína em concentrações de 0,1 miligrama por mililitro, a mesma concentração encontrada na Coca-Cola clássica e na Pepsi. O restante do grupo não foi capaz de notar a diferença entre as colas que continham e as que não continham cafeína, até que os níveis desta fossem elevados muito acima daqueles aprovados pela FDA.

O artigo foi publicado na edição deste mês de Archives of Family Medicine.

"A indústria de bebidas insere uma droga que, brandamente, leva ao vício e altera o ânimo das pessoas, a qual ainda é responsável pelo maior consumo de refrigerantes cafeinados", diz Griffiths. Cerca de 70% dos refrigerantes americanos contém cafeína. As versões descafeinadas da Coca-Cola e da Pepsi representam apenas 5% da vendas.

"Como esses refrigerantes são agressivamente vendidos às crianças, os produtores deveriam explicar a razão da presença da cafeína", complementa.

Segundo Griffiths, tanto a nicotina quanto a cafeína são drogas psicoativas. Até recentemente, as companhias de cigarro negavam que a nicotina viciava e diziam que era adicionada apenas para melhorar o sabor dos cigarros. O mesmo ocorre com a cafeína, complementa.

Os refrigerantes representam a fonte mais rica de açúcar extra adicionada à dieta americana e o seu maior consumo pelas crianças toma o lugar de alimentos mais nutritivos, podendo aumentar a perda de dentes, bem como o número de casos de obesidade e de fraturas ósseas

É muito fácil dizer a um drogado que ele deve parar de usar droga, e a um viciado em alcool que ele precisa parar de beber. Entretanto, não é fácil dizer a um adventista que ele precisa abandonar a coca-cola, porque muitos de nós não temos coragem de abandonar essa bebida.
O uso de alimento estimulante e indigesto é, muitas vezes, tão ofensivo à saúde como alcolicas, e em muitos casos lança as sementes da embriaguez. A verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas, e usar judiciosamente aquilo que é saudável. Poucos há que se compenetram, como deviam, do quanto seus hábitos no regime alimentar têm que ver com sua saúde, seu caráter, sua utilidade neste mundo e seu destino eterno. O apetite deve sempre estar sob a sujeição das faculdades morais e intelectuais. O corpo deve ser o servo da mente, e não a mente a serva do corpo.” Patriarcas e Profetas, p. 562

Nos Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia de 2007/2008, página 293, lemos o seguinte: “É desaconselhado o uso do café, chá e outras bebidas que contêm cafeína e qualquer substância prejudicial.” Também, no Concílio Anual, no outono de 2007, a administração da igreja confirmou que “Os ministérios adventistas de cuidado da saúde devem promover apenas as práticas baseadas na Bíblia ou no Espírito de Profecia, ou métodos de prevenção de doenças, tratamentos e manutenção da saúde baseados em evidências” (Ibid., p. 297).

Uma declaração do presidente da Bolívia, Evo Morales, colocou a sociedade em choque por revelar que uma das bebidas mais consumidas do planeta pode fazer uso de uma planta proibida pela comunidade internacional. Evo Morales em entrevista a BBC de Londres revelou que os EUA são o principal comprador de 99% das folhas de coca comercializadas legalmente na Bolívia.

“Segundo dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, existem hoje três empresas no país autorizadas a importar folhas de coca; uma delas, Stepan Chemical, é responsável desde 1903 pela fabricação, para a Coca-Cola, de um aromatizante incluído na fórmula do refrigerante”. “Esta demanda americana pelas folhas de coca é alimentada pelo uso da planta como base para a fabricação de um aromatizante utilizado na preparação da Coca-Cola.

Se houver a possibilidade de estar na composição básica do refrigerante, os efeitos da substância cocaína, seriam a dependência da bebida, onde o consumidor seria levado a sempre dar preferência pela marca, haveria também um estado de revitalização energética, agitação e euforia. Como a possibilidade da composição pode ser baixa, estes efeitos seriam brandos no consumidor. Além da composição do xarope incluir o subproduto das folhas de coca, o refrigerante também possui a cafeína; uma porção de 200 ml (copo) de Coca-Cola, por exemplo, contém 19 miligramas (mg)de cafeína. Além disso, o refrigerante também leva entre 10 a 12 % de açúcar. Isso equivale a 240 gramas de açúcar na tradicional garrafa de 2 litros.

Confira os efeitos colaterais da Coca-Cola em seu organismo após beber um copo de 500ml:

10 minutos – Uma quantidade parecida com 10 colheres de chá de açúcar golpeiam seu organismo (100% da recomendação diária). Com essa quantidade de açúcar, você só não vomita imediatamente porque o ácido fosfórico quebra o enorme sabor de açúcar, permitindo que a Coca não fique tão doce.

20 minutos – O açúcar do seu sangue aumenta, causando uma explosão de insulina. Seu fígado responde transformando todo o açúcar em gordura (que nesse momento é abundante).

40 minutos – A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, sua pressão aumenta e, como resposta, seu fígado joga mais açúcar em sua corrente sanguínea. Os receptores de adenosina no seu cérebro são bloqueados, evitando que você fique entorpecido.

45 minutos – Seu corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do seu cérebro. Fisicamente, é exatamente isso que acontece se você tomar uma dose de heroína.

60 minutos – O ácido fosfórico prende o cálcio, o magnésio e zinco no seu intestino grosso, provocando um aumento no metabolismo. Essa junção é composta por altas doses de açúcar e adoçantes artificiais. Isso também faz você eliminar cálcio pela urina.

65 minutos – A propriedade diurética da cafeína começa a agir, e faz você ter vontade de ir ao banheiro. Agora é certo que você ira defecar a junção de cálcio, magnésio e zinco; que deveriam ir para seus ossos, assim como o sódio e a água.

70 minutos – O entusiasmo que você sentia, passa. Você começa a sentir falta de açúcar, que faz você ficar meio irritado e ou com preguiça. Essa hora você já urinou toda a água da Coca, mas não sem antes levar junto alguns nutrientes que seu corpo iria usar para hidratar o organismo e fortalecer ossos e dentes.

Mais um detalhe: A Coca Light e agora a Zero tem sido considerada cada vez mais pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efeito retardado, por causa da combinação Coca + Aspartame, suspeito de causar lúpus e doenças degenerativas do sistema nervoso.

O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido fosfórico.
Seu PH é 2,8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias.
Ácido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e o maior contribuinte para o aumento da osteoporose.


Há alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o porquê do aparecimento de osteoporose em crianças a partir e 10 anos (pré-adolescentes). Resultado: Excesso de Coca-Cola, por falta de orientação dos pais.

Para transportar o xarope de Coca-Cola, os caminhões comerciais são identificados com a placa de Material Perigoso que é reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.
Os distribuidores de Coca-Cola têm usado a coca para limpar os motores de seus caminhões há pelo menos 20 anos.

A lei JA ordena-me: Cuidar do meu corpo, manter a conciência limpa.

Emerson Nolasco Maio e Junho de 2010

Fontes Bibliográficas:

BBC BRASIL.COM e BBC de LONDRES
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/01/060111_cocaleiroscocacolarw.shtml

PORTAL TERRA
http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI228538-EI1502,00-Efeitos+fisicos+e+emocionais+do+refrigerante.html

DIÁRIO DA SAÚDE
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=refrigerantes-cola-causam-superdimensionamento-muscular&id=4161

LIVRO PATRIARCAS E PROFETAS ELLEN G. WHITE pg. 562

Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia de 2007/2008

LÁCTEA BRASIL
http://www.lacteabrasil.org.br/pagina.asp?idS=21&idN=328

EMEDIX PORTAL DE SÁUDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS
http://emedix.uol.com.br/not/not2000/00ago14nut-jhmi-cic-cafeina.php

sexta-feira, 18 de maio de 2007

O perigo dos Refrigerantes

Informação dada por quimicos à todos os consumidores de refrigerantes: Para lavar o banheiro vire uma lata de COCA-COLA no vaso, deixe que a bebida repouse por 1 hora e depois dê descarga. O acido cítrico elimina as manchas na porcelana. Para eliminar manchas de oxidação de decalques nos automóveis esfregue o decalque com um pedaço de alumínio (bombril) molhado na COCA-COLA. Para limpar a corrosão nos terminais de baterias do automóvel vire uma lata de COCA-COLA sobre os terminais para desfazer a corrosão. Para afrouxar um parafuso oxidado - aplique ao parafuso um tecido enxaguado em COCA-COLA por vários minutos. Para assar um presunto defumado - esvazie uma lata de COCA-COLA na forma,envolva o presunto em papel alumínio e asse-o. Trinta minutos antes que esteja pronto retire o alumínio para que as gotas de COCA-COLA dourarem o presunto. Para tirar a graxa das roupas - esvazie uma lata de COCA-COLA na roupa gordurosa, adicione detergente e programe um tempo médio. A COCA-COLA ajudará a remover as manchas de gordura. COCA-COLA também ajuda a limpar pára-brisas.
Pasmem, mas é isso que nós bebemos!!!! Para sua informação: O ph por meio de bebidas gasosas, por exemplo é de 3.4. Esta acidez é tão forte que dissolve dentes e ossos. Nosso corpo detém o crescimento dos ossos na idade de 30 anos e depois disso, aproximadamente 8-18% dos ossos se dissolve a cada ano através da urina, dependendo da acidez dos alimentos ingeridos. Acidez não depende do sabor da comida, e sim da relação de potássio, cálcio, magnésio, etc e fósforo. Todos os compostos de cálcio dissolvidos se acumulam nas artérias, veias, tecidos da pele e de outros órgãos e isto afeta o funcionamento dos rins.
Os refrigerantes não tem nenhum valor nutritivo (vitaminas ou minerais). Tem um conteúdo alto de açúcar, acidez e mais aditivos como conservantes e corantes. Algumas pessoas gostam de refrigerantes gelados depois de comer. Adivinhe qual é o impacto? Nosso corpo tem uma temperatura de 37 graus para o funcionamento das enzimas digestivas. A temperatura do refrigerante gelado é bem menor que 37 graus, algumas vezes chegando quase 0 grau, isto reduz a eficácia das enzimas e força o sistema digestivo a digerir menos comida. De inicio a comida fermenta. Os alimentos fermentados produzem gases e mau-cheiro, decompõem-se e formam toxinas que são absorvidas pelo intestino, entram na corrente sangüinea se espalhando assim por todo o corpo As toxinas pode provocar várias doenças. O bióxido de carbono é algo que nada no mundo o recomendaria. Se fizer uma experiência, colocando um dente quebrado em uma garrafa de PEPSI, por exemplo, em 10 dias o dente se dissolverá. Dentes e ossos são os únicos elementos do corpo humano que permanecem intactos depois da morte. Imaginem só o estrago que o refrigerante faz no intestino!!!. Àqueles que gostam podem continuar, mas agora já sabem o que estão fazendo! Se eu pudesse dar uma nota aos refrigerantes, com certeza seria ZERO!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Gordura Trans: Tire ela do seu dia-a-dia

Pesquisas e mais pesquisas comprovam que ela põe em risco o coração e dá sinal verde para o diabete. Por essas e outras, está sendo barrada na sua mesa.
É de chorar, mas as delícias que ilustram esta matéria estão no topo de um ranking que representa um atentado à saúde: o dos alimentos ricos na gordura trans, a mais nefasta de todas. Intimamente ligada ao aumento do colesterol e aos conseqüentes danos à saúde, aí incluídos infarto e derrame, essa molécula ainda carrega a fama de facilitar o aparecimento do diabete. Agora, um estudo recente sugere a inclusão da popular barriga de chope no rol das complicações. Assim, a protuberância abdominal tem tudo para passar a atender por um apelido que lhe cai muito bem: barriga trans.
E pensar que foram os macacos, em experiência inédita, que deram a pista para os cientistas avaliarem o impacto dessas gorduras sobre a saúde. O relato é de Lawrence L. Rudel, professor de patologia da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, Estados Unidos, em entrevista à SAÚDE!. Ao longo de seis anos, ele e seus colaboradores observaram dois grupos desses animais. Ambos foram alimentados com a mesma quantidade de calorias, sendo que 35% delas vinham de comidas gordurosas. A diferença é que um dos cardápios apresentava 8% de trans entre os lipídios, enquanto o outro ingeria esse mesmo percentual proveniente de ácidos graxos monoinsaturados, como aqueles presentes no azeite de oliva por sinal muito saudáveis. Resultado: os pobres símios do primeiro grupo engordaram 4% a mais que as do segundo. Pior: concentraram mais tecido adiposo na região abdominal. E, como já era esperado, ainda apresentaram maior resistência à insulina e maior teor de glicose no sangue. "Esse foi o primeiro estudo com primatas, que têm um metabolismo de gorduras muito semelhante ao dos humanos", contou Lawrence Rudel.Ao que tudo indica, as descobertas da equipe do professor Lawrence L. Rudel, da Universidade Wake Forest, vêm pôr mais lenha na fogueira da síndrome metabólica. Esse conjunto de alterações do organismo, que ganha dimensões de epidemia em todo o mundo e aumenta e muito os riscosde diabete, derrame e infarto, divide a opinião de especialistas quando o assunto é a raiz da encrenca. Para uns é a gordura visceral. Para outros, a resistência à insulina. A julgar pelo estudo americano, a gordura trans está envolvida nessa história até o pescoço, mas por aqui há quem mostre cautela antes de dar um veredicto. É o caso do endocrinologista Amélio de Godoy Matos, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ele entende que ainda é cedo para relacionar a gordura visceral humana à gordura parcialmente hidrogenada. "O grupo de macacos que se alimentou dela engordou mais e mostrou maior resistência à insulina, confirmando o que a Medicina já sabe", comenta. "Daí a relacionar a barriga de chope à trans vai uma grande distância. O acúmulo de gordura abdominal não deve ter sido avaliado com o devido rigor durante o estudo."
A confirmação desse elo depende do prosseguimento dos estudos, segundo admite o próprio Lawrence L. Rudel. Pelo sim, pelo não, há motivos de sobra para você pensar duas vezes antes de se deliciar com alimentos ricos nessas gorduras do mal. O cardiologista Raul Dias Santos, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração, o InCor, de São Paulo, diz que o fígado produz cerca de 70% do colesterol necessário para o funcionamento do organismo. E a matéria-prima vem das gorduras saturadas e trans. Só que, quando há excessodessas substâncias, a produção hepática de colesterol aumenta tanto que o órgão não precisa mais retirar porções de LDL da corrente sangüínea. E aí essas frações ruins do colesterol ficam dando sopa na circulação e ajudam a entupir as artérias. A dislipidemia, que no jargão médico significa o aumento do mau colesterol LDL e a diminuição do benéfico HDL, leva a um processo inflamatório, entre outras coisas. E, quanto mais inflamação, maior o risco de formação e rompimento das placas de gordura no interior das artérias, a aterosclerose. "É sabido que tanto as gorduras trans como as saturadas são duas vezes mais potentes para o aumento do colesterol no sangue", diz. Para dar uma idéia do perigo, comer um hambúrguer duplo acompanhado de batata frita um único dia faz você estourar sua cota semanal das famigeradas gorduras trans.
A trans tem mesmo assustado cientistas e médicos, que cada vez mais estudam seus efeitos nocivos. E a indústria de alimentos, para não perder a clientela preocupada em manter longe todo tipo de ameaça, reage investindo em novos ingredientes que substituam a malvada. Essa busca tem ainda outro motivo. Desde agosto, uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga todos os fabricantes a estampar em seus rótulos a quantidade da gordura em suas fórmulas. Para eles, o grande desafio é encontrar um substituto à altura, ou seja, um tipo de gordura isento de trans, mas com a mesma capacidade de realçar o sabor e dar consistência até fora da geladeira.
Um desses novos parceiros é o óleo de palma, extraído da mesma palmeira que gera o de dendê. "Esse vegetal tem características químicas que permitem transformá-lo em gorduras sem a necessidade de hidrogenação", explica o engenheiro de alimentos Marcello Brito, diretor da Agropalma, a maior produtora do óleo na América Latina. "Um processo sofisticado de fracionamento físico permiteseparar partes sólidas e líquidas, conforme a necessidade do cliente."
Parece que óleos mais saudáveis vêm mesmo para ficar. "Há dois anos usamos o de palma em todos os restaurantes da nossa marca", diz a nutricionista Viviane Braz, supervisora de controle de qualidade da cadeia de fast-food árabe Habib's. Também há a notícia de que a batata frita das lanchonetes pode perder o posto de inimiga número 1. Pelo menos a vendida no McDonald's. Celso Cruz, diretor de compras e qualidade da rede no país, garante que até o final do ano a cadeia vai substituir a gordura parcialmente hidrogenada por um outro tipo de óleo, baixando a concentração de trans para 0,2 grama em cada porção de 147 gramas. Mas não revela o que será usado em suas fritadeiras. "Sem saber, muitos clientes estão participando de testes nas lojas. A maioria não nota diferença no sabor", diz. Celso Cruz garante, no entanto, que sua porção de batata tem 5,9 gramas de trans e não 8 gramas, conforme o ranking elaborado especialmente para SAÚDE! por nutricionistas da RG Nutri, em São Paulo. Vale lembrar que a moderação será sempre recomendada. Mesmo sem trans, frituras são frituras e alguns lanches podem continuar gordurosos e calóricos.
Texto de Cida de Oliveira