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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O que é bioimpedância?
Trata-se de um exame para avaliar a composição corporal. Uma inofensiva corrente elétrica percorre o corpo, e um aparelho mede a oposição da corrente do fluxo. Pois a corrente elétrica move-se em diferentes velocidades pela massa magra e gordura corporal. A composição corporal é calculada levando-se em conta a resistência da corrente, sexo, idade e altura.

Fácil, rápido, seguro e preciso! O exame de bioimpedância é um método moderno e considerado pela comunidade científica como de alta precisão na avaliação da composição corporal. Ele possibilita medir os percentuais de gordura que estão debaixo da pele e entre os órgãos, massa magra e água corporal. Isso é possível através de dois pares de eletrodos, que permitem que uma corrente elétrica de baixíssima intensidade e imperceptível passe pelo corpo. O exame é totalmente indolor e necessita de mínimo preparo prévio. Não é indicado para gestantes e portadores de marca-passo.
 
Porque realizar a bioimpedância:
Ao fazer este preciso exame, quando subimos na balança ela estará pesando músculos, ossos, pele, órgãos, água, fluídos e gordura. Por isso, nem sempre quando os ponteiros ou números da balança tradicional indicam que emagrecemos significa que perdemos gordura corporal. A meta de um programa de exercícios e de uma dieta equilibrada deve ser a redução e manutenção da gordura corporal em níveis saudáveis e a manutenção ou aumento da massa muscular (tecido magro e metabolicamente ativo).

O exame de bioimpedância é um dos recursos que o Professor Emerson Nolasco utiliza como Personal Trainer, o atendimento que ocorre na casa ou empresa do cliente e que valoriza e respeita a individualidade orgânica, o bem-estar e o estilo de vida de cada um.

Esta avaliação informa: 
  • Percentual de gordura corporal total;
  • Percentual  da massa magra (músculos, ossos e órgãos);     
  • Percentual de gordura visceral;
  • Total de água no corpo;
  • Idade metabólica.
Orientação para realizar o exame:

  • Evitar refeições grandes 4 horas antes;
  • Não realizar atividade física intensa no dia do exame;
  • Não consumir bebidas alcoólicas e cafeína (café, mate, chá preto e energéticos) a menos de 4 horas do exame;
  • Não fumar antes;
  • Evitar  medicamentos diuréticos no dia do teste

Emerson Nolasco
É formado em Educação Física pela UNIJORGE e Pós Graduado em Atividades Aquáticas pelo IWL.
Foi também Professor e Coordenador da AquátiCAS(Academia de Natação e Hidroginástica do Colégio Adventista de Salvador).

Atualmente trabalha realizando exames de Bioimpedância em escritórios, residências, condomínios e academias e também como Personal Trainer de Atividades Aquáticas. Contato: 99131-0247

terça-feira, 29 de maio de 2007

Computador expõe crianças a lesões musculares

Sedentarismo e tempo abusivo diante das máquinas podem levar ao "envelhecimento" precoce de ossos e músculos. Uma geração de crianças e adolescentes que cresce familiarizada a palavras como mouse, internet, CD-ROM e DVD ainda não aprenderam a utilizar o computador de uma forma que não traga prejuízos à saúde. As máquinas espalham-se pelas escolas, e pais instalam o último modelo em casa sem qualquer adaptação para o universo infanto-juvenil. A preocupação foi um dos temas discutidos no último Congresso da Associação Internacional de Ergonomia, em Maastrich-Holanda 2006, que movimenta especialistas também do Brasil. A chamada é para a necessidade de padronizar uma orientação. O problema principal do mau uso do computador por jovens e crianças são os efeitos futuros, afirmam os especialistas. "A possibilidade teórica é que o uso abusivo levaria, no futuro, a um "envelhecimento" precoce de ossos e músculos", explica Maria Helena Kiss, livre-docente da Universidade de São Paulo e especialista em reumatologia infantil. O sedentarismo associado ao uso abusivo do computador prejudica a formação de massa óssea e muscular, o que pode trazer precocemente prejuízos como dores nas costas e nos tendões, típicas da terceira idade. Essa questão é fundamental em uma sociedade cada vez mais informatizada. O tempo de navegação do brasileiro na internet aumentou 3h20 de janeiro de 2006 a 2007. O internauta brasileiro passa, em média, 21 horas e 20 minutos navegando na internet por mês. São consideradas usuários ativos as pessoas que acessam a rede ao menos uma vez por mês de casa. O recorde de tempo de navegação é de dezembro de 2006, quando o internauta brasileiro passou 21 horas e 39 minutos na média do mês. A França, com tempo médio por internauta residencial de 20 horas e 55 minutos, os Estados Unidos, com 19 horas e 30 minutos, Alemanha, com 18 horas e 56 minutos, o Japão, com 18 horas e 31 minutos e o Reino Unido, com 18 horas e 29 minutos, foram os países que mais se aproximaram do Brasil, entre os dez medidos com a mesma metodologia.
O número total de pessoas com acesso residencial à internet no país permaneceu em 22,1 milhões de brasileiros, 10,7% maior que o mesmo período de 2006. Esse exemplo dos jovens e adultos é facilmente imitado pelas crianças que se espelham nos mais velhos para definirem quem serão no futuro. Lamentavelmente as bricadeiras e jogos de ruas foram substituidas por games cada vez mais viloentos deixando a criança por horas e horas em frente ao monitor, prejudicando não só a parte fisica mas também emocianal, criando um perfil de isolamento. Para o ortopedista Sérgio Bruschini, que já atendeu crianças com dores no pescoço e nas costas devido ao uso do computador, a principal causa dos problemas de saúde relacionados às máquinas é o tempo gasto na frente da tela. Segundo ele, as crianças já adotavam posturas erradas ao escrever nas cadeiras escolares, ao brincar de botão, ao aprender piano. Mas isso era compensado pela prática de outras atividades, como natação e futebol. "A utilização moderada não leva a má postura ou lesão de esforço repetitivo. O problema é quando eles viciam em jogos e passam horas no computador", diz Bruschini, autor do livro "Ortopedia Pediátrica - do Nascimento à Adolescência". O adolescente D., 15, se enquadra nesse perfil. Ele usa o computador cerca de dez horas por dia, há três anos, e não pratica nenhuma atividade física. Aos sábados, costuma passar até 13 horas seguidas jogando em lan houses (lojas para jogos em rede). "Ele está obeso e desenvolveu cifose (um tipo de desvio na coluna) devido aos maus hábitos", afirma a tia, que é fisioterapeuta. "Dizem que jogar demais trava os dedos, mas eu nunca senti nada", contesta o jovem. Segundo Kiss, a maior "plasticidade" dos ossos e músculos de crianças e adolescentes pode explicar a falta de dores no presente. Além disso, a relação de "afetividade" com o computador pode fazer com que os sintomas não façam diferença.

Folha On Line e Associação Brasileira de Ergonomia.
Adaptado e redigido por Emerson Nolasco.